um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Sou




Sou das artes.
Das intenções ocultas.
Sub-escritas.
Sub-entendidas.
Sou das fatias grandes e largas.
Das migalhas, nem de pão.
Nem mesmo o cachorro da rua
Merece comê-las.
Sou da fartura.
Em tudo.
Desde a fome, que devora.
Ao pão que me alimenta.
Sou farta de conhecimentos.
São eles que me edificam.
Sou dos sentimentos.
É neles em que busco raízes.
Sou dos sorrisos, dos abraços.
Das piscadelas, dos beijos na mão.
Sou das flores da primavera,
Logo depois que o inverno se vai.
Sou dos balanços infantis.
Empurrados pelo vento
Ou mesmo pelas mãos dos anjos.
Creio muito no astral.
E também na força que emanamos.
Busco emanar energias do bem.
Mas, não é sempre que isso funciona.
Busco sorrir com frequência.
Gosto do brilho no olhar.
Gosto do reflexo que eles têm.
Gosto do carinho sincero.
Dos que amo, então...
Mais ainda!
Amo ficar de pernas para o ar.
Deitada, de bruços, na cama.
Com meias nos pés, em dias de frio.
Amo a música.
Ela é parte da minha inspiração noturna.
Viajo em cada nota, cada acorde.
Recheado de melancolia.
Ou mesmo com uma felicidade contagiante.
Valorizo o belo.
Mas, quando digo belo, preciso dizer
Que é algo além da beleza.
É essência, em si.
É a conjugação, a conjunção.
O artigo definido.
E também indefinido.
Sou dos adjetivos.
Do subjetivo.
Pouco sou do imperativo.
Talvez nem exista esse tempo verbal
Em meu caminhar.
Sou, por vezes, da sintaxe.
A morfologia me fascina, me encanta.
Faz-me perder horas a fio,
Apenas desmembrando os adjuntos...
Os sujeitos e os predicados.
Dos advérbios, gosto dos tempos.
Quando, onde...
O mistério do irreal
Por vezes faz bem à memória.
Desenvolve-a, aos poucos.
Tornando-nos menos ignorantes.
Odeio hipocrisia.
Ou amo e me declaro.
Ou apenas engulo,
De bico calado.
Mamãe sempre me ensinou a calar.
Às vezes, a paz interior
Vale mais do que estar certo.
Por mais que estejamos.
Evitar atritos
Pouco nos branqueiam os cabelos.
Afinal, se um dia eles ficarão
Parecendo algodão doce,
Por que adiantar tanto esse processo?
Pouco me preocupo
Com coisas desnecessárias.
Já o fiz até demais.
Hoje, se não deu tempo...
Deixo para amanhã
E vou dormir.
Se acordar, pois bem.
Se não, alguém que o faça!
Não sou tanto das rezas e promessas.
Busco o Ser Maior à minha medida.
E acho que tem dado certo.
Pelo menos, por enquanto.
Não bajulo, nem adulo,
Quem meu “santo não bate”.
Descobri que posso ser feliz
Por mim mesma, simplesmente.
Gosto porque gosto.
Amo porque adentrou em minh’alma.
Simples assim!
Sou das incógnitas mal resolvidas.
Sou das certezas não definidas.
Sou das belezas todas vividas.
E lhe confesso uma coisa:
Ser assim encanta-me!
Nessa coisa louca.
Coisa torta.
Coisa eterna e suave, vez em quando.
Coisa das coisas.
Das coisas e loisas.
Das certezas mais profundas.
E das dúvidas
Que quase chegam a Vênus,
De tão longínquas...
Uma mistureba boa
Que, no fundo, me enobrece.
Enquanto pessoa
Que me atrevo a ser.
Venha ver!
E talvez você também goste...

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