um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Saudade!



Talvez você não acredite, mas tudo de você ainda permanece aqui, a sua espera.
Já se passaram meses. E tudo aqui segue exatamente igual: os livros, os discos, suas coleções em miniaturas, as caixinhas de chicletes. Absolutamente tudo está aqui. Como você deixou quando se foi.
E às quintas-feiras são piores. Pois me trazem de volta cada lembrança, cada expectativa em viver de novo os momentos tantos, guardados na memória.
As quintas lembram como éramos felizes, sem precisarmos fingir a satisfação em termos um ao outro. Éramos felizes e ponto! Com nossas manias. Com nossas caretas, com os apelidos carinhosos.
E confesso que isso tudo me falta uma falta tremenda!
Segurar a certeza de que não mais lhe verei é tão dolorido quanto dor de dente no sábado. Porque não quem socorra.
Você se foi cedo demais. Antes mesmo de completar quarenta. E eu fiquei sem, saber o que fazer. 
Hoje, às quintas à noite, saio para jantar no mesmo restaurante em que pedíamos fritas e refrigerantes. Onde bebíamos vinhos saborosos, não tenho satisfação em ir sozinha. E não há a menor pretensão em substituir a companhia a outra taça de tinto.
Porque dói. E enquanto doer, seremos eu e suas lembranças. Mesmo que nas quintas-feiras elas estejam mais absurdas, tentando sufocar o pouco de esperança em receber uma carta debaixo da porta, vinda por mãos estranhamente iluminadas, dizendo que, apesar de tudo, estamos bem; que a vida segue com você aqui, ao lado, sempre!

O tempo



Ando perdida no tempo. No meu tempo. Que é diferente do seu. Que é só meu!
Um tempo sem espera, porque já esperei demais a vida toda. E só no fim da vida vi ser inútil esperar por algo que não valia a pena.
Mas, esperei. E aprendi a ser sábia. A observar a vida e suas pequeninas transformações.
Transformei-me em gente grande, mesmo com pouco mais de um metro e cinquenta. Mesmo de estatura baixa, soube (e sei) ser gigante, como jamais vi outras pessoas serem!
Vim de terra simples, mas com uma educação exemplar. E hoje sou toda especial, ao meu modo.
Sou da felicidade sem companhia. Porque aprendi a sê-lo! Não preciso mais de ninguém para saltitar minhas alegrias!
Foi-se o tempo em que esperava em você a razão para jantar algo do meu agrado. Hoje, alimento-me do que quero, e quando quero.
O amor transformou-se em compaixão. Pelas infinitas dores que me causou.
Aprendi que amar vai muito além dp sexo, do beijo, da "bitoca" mal dada. Vai na alma, e isso você nunca soube me dar.
Contudo, dei-lhe meu coração pueril, quase inocente. Hoje, porém, tomei-o de volta, por ver que você não soube cuidar do meu bem mais precioso.
Guardo dentro de peito o amor e as dores. Misturadas umas às outras, para que eu não as deixem criar raízes mais profundas do que já são.
Vejo-lhe à minha espera. E eu, sinceramente, já não sei se quero voltar para tudo isso.
Talvez queira sentar no banco da praça, a degustar daquele sorvete azul dos tempos de menina, sem pressa em terminar o sabor, sem vergonha nenhuma em lambuzar os dedos e em pintar a língua.
Minha língua hoje ora. Pede a Deus por sua tranquila resiliência. Por um final de nós dois pacífico e menos doloroso. Porque doeu a vida toda.
Contudo, hoje não dói mais. É só parte da memória,. em momentos onde a cabeça e o corpo podem descansar, lá pelas três da manhã.
Fui sua. E você não me quis. Hoje sou minha. E eu me quero bem, todos os dias. Seja ao seu lado, quando me chama. Seja quando viajo para Nárnia.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Minha boneca...



Ela é o meu doce. Minha inspiração. Minha boneca.
Cheia de rugas, pelas cicatrizes do sofrimento vivido. Contudo, guarda debaixo da pele fina uma alma iluminada.
Guarda no coração uma criança grande, com essência sem igual!
É cheia de manias - muitas dessas que eu também carrego comigo. Somos amigas, confidentes. Companheiras de lágrimas e palavrões. De esperanças na vida e de risadas pela rua, num fim de tarde, depois do trabalho.
Já vi gente que acredita no poder de Deus. Mas, com ela o negócio é mais que especial!Ela conversa com Ele como se explicasse sua receita de família. E sabe que Ele entende de primeira.
Tem uma fé inabalável, mesmo com todos os obstáculos. Já perdeu os pais, mesmo quando eles ainda respiravam. Foi criada em casa de chão batido e cheia de pingos pela cabeça; o que fez dela cada vez mais grata pelo que possui.
Criou suas filhas como tesouro. Fê-las mulheres de bem e do mundo. E tem orgulho disso.
É sapeca, cheia de alegria e com uma disposição infinita. Carrega o seu mundo nas costas e sabe que, quando for ter com Deus, será bem recebida; deixando a todos saudosos de sua molecagem sem malícia.
Seu nome: Mirtes. Mas, pode chamá-la de mãe, que ela atende com o mesmo carinho... 

domingo, 4 de setembro de 2016

Depois das Nuvens



Decidi não pintar as unhas, para banhá-lo. Para que pudesse pô-lo com um pouco de alegria nos olhos.
O esmalte ficou por tirar. Por passar. A unha por lixar. A sobrancelha por fazer. Contudo, sua aparência ficou bem mais inspiradora. De barba feita, cabelo cortado e limpo. Sobrancelha aparada. Bigode cortado. Unha limpa. Alma lavada.
Talvez hoje tenha sido aquele dia em que vale a pena guardar na memória. Em que ao lembrar, darei um breve meio sorriso no canto dos lábios, com a sensação de dever cumprido.
Pode ser que me considere piegas contando isso. Não obstante, prefiro ser taxada de idiota a ser ingrata.
Eu teria todos os motivos para não alegrá-lo. Para fingir que sua existência terminal não me afeta. Todavia, é muito diferente disso. É totalmente o contrário! Sua criancice anciã, cheia de teimosias, faz com que eu me sinta entristecida e sentimental.
A lágrima chega no canto dos olhos e se dissipa, quase numa evaporação desértica. É para que ninguém perceba o quanto esse final de vida dói.
Dói. E dói muito. Nas mais profundas cicatrizes d’alma. Nas mais belas recordações dos tempos de infância pueril.
É absolutamente difícil para mim vê-lo partir sem tentar achar razões para lutar. Desistiu de sorrir. De olhar a vida com a cabeça erguida. Hoje vê o mundo com olhos entristecidos e cabisbaixos.
Talvez por vergonha de tudo o que escolheu para si. Talvez por realmente não acreditar no poder regenerador do bem.
Já pediu para ir embora. Mas, sabe que não irá enquanto não chegar a hora. Sabe que talvez não vá para o céu. Tem consciência de sua austeridade. De sua braveza sem razão.
É teimoso, turrão, cheio de manias absurdas. Porém, é o meu genitor. Pelo bem ou pelo mal. Pelo querer ou por ter que resgatar algo do passado.
O ciclo se fecha aqui, depois que formos, nós dois. Pode ser que voltemos menos ásperos, com menos arestas a aparar. Ou que estagnemo-nos, por mais um pouco de teimosia sem razão.
Não sei eu. Não sabemos nós. O que sei é que, por hora, meu coração se aquieta, num choro contido, escondido, disfarçado pelo fim de tudo.
Só que hoje, eu preferi ele a mim. A satisfação pelo carinho à vaidade egoísta. E isso pode fazer toda a diferença lá na frente, depois das nuvens...

Loucura de Quinta…



Enlouquece-me na quinta. À espera pelo seu melhor perfume. Por seu corpo roçando ao meu, debaixo de um chuveiro quente.
É loucura desejar cada encontro. Esperar por cada telefonema!
Contudo, é a minha melhor loucura, saiba você disso! Em meio a tantos problemas sem solução aparente, descarregar minhas energias ruins em um sexo selvagem com você é válvula de escape.
Dirá que uso-lhe! Que seja! Da mesma forma em que faz de meu corpo o que quer para sua satisfação!
Sem punição ou cobrança, somos um do outro, quando queremos sê-lo!
Das outras vezes, voltamos para o nosso marasmo rotineiro de vida. Sem muitas novidades. Sem recados autoadesivos colados na tela do computador. Sem olhar a cada dois minutos para o relógio analógico.
Sim! Sou das extremidades! E você, certamente, é minha melhor aventura, Com ou sem vinho para alegrar. Mas, com bala de menta para adocicar a relação.
Por falar em relação, dizem que somos bons amigos. E amantes. Contudo, que se fôssemos um casal não daríamos certo.
Acho isso verídico. Somos eficientes como dupla. Porém, disputamos os dois o pódio de primeiro lugar. E para que haja relacionamento, nem sempre devemos estar em primeiro lugar.
Sou muito independente. E você possui asas enormes, como águia; e olhares demais para as outras, como lince.
Não que eu não goste. Nem posso questionar algo que, na verdade, não é de minha posse. Não lhe possuo e, portanto, não posso argumentar. Tanto que não espero que argumente, questionando, quando me vir dançando nos braços de um outro alguém tão atraente quanto sua pele cor de jambo.
Gosto do seu sexo. Ele me revigora. Todavia, é só para o momento!
Somos livres, desimpedidos de qualquer cobrança, desde que estejamos longe da pele um do outro. E, por hora, me perder em seu suor é algo altamente favorável!!!

Segredo de Estado





Sonhei com suas reticências.
Com seu sorriso alvo cheio de dentes.
Com sua fala doce e macia.
Com seu beijo molhado.
E senti saudade.
Saudade de um tempo que se foi.
E que não existiu.
Foi ilusão de juventude.
Loucura de menina-moça.
Foi insano.
E real demais para ser só sonho.
Com direito a sentir a respiração ofegante.
Acordei à uma da manhã, suando…
Em pleno inverno de oito graus Celsius.
As palpitações descompassadas
Denotaram que você ainda está aqui.
Que a perturbação ainda existe.
Embora eu fuja dela.
Que, por mais que eu tente, é algo surreal.
É especial, ao seu modo.
É mascável, fora do corpo.
A procura é mútua.
A loucura também.
A sintonia da pele absurda!
Diz como pode isso?
Tem três dias em que você me aparece.
Que rodeia minha mente, querendo me possuir.
E eu sempre acordo sorrindo.
Sem intenção de fazê-lo.
Ou com todas as segundas intenções.
É fato.
É ato.
É insano.
E é bom!
Bom de viver ou reviver.
Bom de recordar no meio do dia.
Sonhei com suas reticências.
E elas estão aqui, impregnadas em minha saliva.
Como algo vivido e sentido.
Só que fora do corpo.
E sabe de uma coisa: isso tudo é só meu!
Segredo de estado nosso!...

sábado, 30 de julho de 2016

Pobre amor de quinta...



Nasci numa quinta-feira.  Talvez o melhor dia para se nascer. Dia de felicidade pela chegada do final de semana. Pelo encontro tão esperado  com a pessoa amada! De contar com o apoio da melhor amiga, depois da farra mal acabada, cheia de desilusão.
Nasci numa quinta-feira.  E ando precisando de muitas quintas para me recompor da sua ausência.  Da sua falta de energia para me acompanhar. Para buscar novas ideias de trazer-lhe até mim. Sem desculpas esfarrapadas. Sem delongas intermináveis que me cansam a paciência e a beleza.
Não sou das mais belas. Mas, esperar por sua vontade é algo que me tira do sério.  Ainda mais em noites de quinta-feira,  quando a semana já chegou ao fim e a expectativa de momentos felizes e diferentes batem à porta quase que incansavelmente.
Adoro você.  Contudo, ando gostando muito mais das surpresas inesperadas.  E você,  desabafando aqui com meus botões,  tem deixado muito a desejar. Tem colocado empecilho, tamanha a sua preguiça em satisfazer-me!
Gosto de atitude. Sou ariana. Gosto profundamente de algo que me sobressalte as  pupilas. E ver sua fisionomia amornada não é algo que esteja me causando êxtase!
Talvez seja o tempo demais em que nos conhecemos.  Talvez a falta dele em nos amarmos com aquela pitada de noz moscada para diferenciar. Podem ser N coisas. Pode ser por minha culpa. Pode ser por culpa sua, também.
O que perturba e cansa é justamente essa calmaria. Esse marasmo. Esse seu comodismo em “deixar rolar” a vida ao meu lado, conforme dá.  Sinceramente,  odeio isso, querido!  Odeio com todas as minhas forças!!!
Ainda mais às quintas, depois de um dia cheio de problemas e percalços.
Hoje é quinta! E se você não veio, sinto muito. Mas, eu irei me divertir. Com ou sem você!
E cuidado: posso gostar dessa brincadeira de sintonizar outros canais que não seja o seu!

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Cerejas... Baby!


Amo suas coxas. Amo seu sexo. Seu pecado! Sua doçura com as palavras. Sua esperteza na hora H!
Com toques, sussurros, mergulhos nas profundezas do meu mistério. Com batons vermelho sangue, púrpura. Com olhar marcado, lugar bagunçado. Com olhares de volúpia. Com desejo às pontas dos dedos, prontos para tirar cada laço da lingerie menina-moça.
Amo sua safadeza mais explícita. Sua total falta der compostura, dizendo que sou sua delícia mais audaciosa!
Ao som de uma música excitante, faço o que gosta que eu faça. Sem pressa. Toda capricho! Com duas gotas do seu perfume preferido atrás das orelhas. com lenço de seda no cabelo. E só! 
Ou com terno e gravata borboleta. Com direito a suspensórios sobre a camisa branca de alfaiataria. bem ao estilo "Al Capone".
Gosto de surpreender. De satisfazer. De relaxar depois do sexo. Com os pés na cabeceira da cama, de bruços, ouvindo boa música.
Se há mais disposição, deixo com que me beije a nuca e viro-me, para que desfrute do meu néctar!
Sou menina-moça, mulher, da vida, dos sete pecados capitais. E você é só mais um dos meus pecados. Talvez o melhor deles. Talvez a cereja do bolo, baby!

Perturbação



Entreguei a ti meu coração.
E fizeste pano de chão de todo sentimento nele contido.
caminhou comigo alguns quarteirões.
E  em um  momento qualquer, deste de ombros.
Seguiste teu caminho torto.
E eu, mais torta ainda pela desilusão, busquei seguir o meu.
Mas, pergunto-me até hoje o porquê de tanta importância,
Com alguém que nunca se importou? 
Não te importara nem um segundo.
Fui apenas outra flor de teu jardim.
A desabrochar regada por teu néctar. 
Algo sem explicação ou entendimento momentâneo.
Mas, que me perseguiu tanto tempo!
Foste para longe.
E como espiã, deixei.
Se és feliz, não sei.
O que sei é que ainda tento encontrar respostas.
Coisas que jamais virão embrulhadas em papel Kraft.
E endereçadas à minha porta.
Por, simplesmente, não saber mais nada ao meu respeito.
Preferi que, já que foste, foste e ponto!
Contudo, perturbas minhas noites gélidas de solidão depressiva...
Perturbas meu sono, meus sonhos.
E também meus pensamentos tortos, no meio do dia.
Cobras-me uma falsa felicidade de meus olhos,
Quando ecoas ao mundo uma total felicitação d'alma.
Não sei em que acreditar.
Não quero, no fundo, quebrar a cabeça com isso.
Já me feri noites e noites, tentando decifrar tuas incógnitas.
E me cansei.
De uma tal maneira a querer reclusar-me.
Hoje, minha casa é meu refúgio.
E as lembranças, pequeninos meio-sorrisos a brotar no canto dos lábios, vez ou outra.
Já as gigantescas perguntas a serem respondidas?
Essas vão se formulando e desfazendo-se.
Como casinhas de massinha de modelar,
Moldadas à revelia, à rebeldia dos meus humores.
Guardadas tão somente para momentos de perturbação d'alma, como agora...

domingo, 29 de maio de 2016

Destino... Um Dedo de Prosa!



A criança observa ao longe a velhice em que se tornou. Através do tempo. Essa criança, sou eu. A velhice, você!
Com seus medos, suas desilusões. Suas culpas escondidas, amargadas e dilaceradas pelo pilão da sua consciência.
Os filhos, as rugas, os palavrões. Tudo, exatamente tudo, está aí, dentro de você, nesta hora, lhe sugando as últimas expectativas de vida!
E agora você tenta ser vítima! Pura ignorância sua acreditarem! Pura falta de imaginação a sua não crer que eu viria até aqui cobrar-lhe satisfações!
E agora que lhe vejo assim de cabeça baixa, pergunto-lhe: 
- Achou que eu, seu destino, não viria lhe chamar a uma prosa mais direta? Achou que eu ficaria para sempre atrás dos acontecidos, escondido, só observando???

As quintas!!!



     Quintas. Filha da segundas, Prima das terças. Irmã das quartas e sextas, amantes dos sábados, esposas dos domingos. 
     As quintas são especiais em suas essências. Com vento batendo na janela de madeira. Com dança que desce até o chão. Com olhos vendados e chicote nas mãos. Às quintas, com produção mega trabalhada nos brilhos e paetês. Ou com o poder de um preto básico.
     Todas as quintas. à noite. Com cigarro entre os dedos. E uma taça de vinho tinto seco. Para deixar qualquer amante seu sem vontade de voltar para casa, para a rotina do "boa noite, querida!"
     às quintas, por trás da cortina, à espreita, na espera, com um pouco de bagunça na cama...
     Porque a bagunça é a alma das quintas. É nela em que fazemos, refazemos e não nos arrependemos.
     Com direito a holofote, a camarote ou chicote. Porque as quintas são donas da situação. Não precisam de opinião alheia. São soberanas, levianas, boas samaritanas. São o que você quiser que elas sejam, sem mudar a rota programada. São da meninada, da mulherada safada, da palhaçada masculinizada, da santidade disfarçada, da vontade exacerbada, declarada, sublimizada.
     São as quintas. Nas quintas. Das quintas. Com batom vermelho, bordô ou púrpura. Para fazer bem feito, com jeito, perfeito!
     Porque as quintas são especiais e únicas, como a primeira tomada de prazer a experimentar no canto dos lábios...
   

domingo, 15 de maio de 2016

Minutos de Quinta...


     É quinta. E eu estou contando os minutos para lhe ver, de novo. Contando e tentando parar o tempo, enquanto você está aqui.
       Você vem, quando pode. E eu, sou toda ansiedade. Não roo as unhas, para encravá-las nas suas costas, enquanto namoramos. Mas, os chicletes são indispensáveis nesses momentos de espera.
       É quinta. Véspera de feriado. Dia de encontrar seu sorriso. De cruzar seu olhar com o meu. De sentir sua felicidade parte da minha.
       Hoje você é meu! E eu, enquanto sua, faço planos de prendê-lo em meus sonhos, para que fique ao meu lado, todas as quintas, de todas as semanas, nos trezentos e sessenta e cinco dias do ano.
       Somos dois e um, quando está aqui! Sou toda carinho. E você, orgulho para o meu coração, para a minha quinta-feira...
       É quinta! E eu adoro sua companhia, debaixo do chuveiro ou do edredom, com beijo romântico ou todo pervertido. Com intenção de casamento ou de uma deliciosa noite de amor e sexo. Na quinta, porque as quintas são especiais. Como você!

Safadeza de Quinta!



     Gosto das quintas-feiras. De um blues, um jazz. Dos dedos estalando, marcando o compasso para a fantasia; para o despir da pele.
     Trabalho nas noites. Nas quintas. Em meio a olhares de cobiça. Em meio a copos de Whisky, de taças de champanhe. A pele, perfumada, denota que o show será perfeito. E é isso que eu espero!
     Espero que ele me renda bons frutos. Que seja uma madrugada de quinta recheada de notas e salivas...
     Gosto dessa vida leviana. Dos olhares todos para mim. De exibir a tatuagem de dragão vermelho, enquanto danço de costas para a plateia. Dos beijos molhados, após o show! Das mãos me buscando, da língua escolhida sugando cada centímetro dessa pele alva.
     Sou da insanidade. Sou das quintas. Sou dos desejos. Sou de quinta, para alguns. De primeira, para outros. E toda cheia de caprichos. É assim que eu vivo. É assim que eu gosto de preencher minha vida. 
     Às quintas, toda safada, como sempre!

domingo, 27 de março de 2016

Maturidade de Quinta



Quinta, sua linda! Toda cheia de maturidade! Daquelas que não  deve nada a ninguém.  Que sabe a hora de silenciar e ter paz.
As quintas, com o passar dos anos, vêm  cheias de momentos de autorreflexão. Momentos em que a gente analisa se vale ou não  a pena dormir de conjunto de lingerie todo rendado ou sem nada amarrando a pele.
As quintas, com o amadurecer da vida nos mostram que nem todo gato é  gato. São lebres, lobos em o ele de cordeiro. E, com o passar da idade, aprendemos se devemos ou não sermos devoradas por esses bichos – papões.
As quintas, quando a gente amadurece, servem para um bom vinho, uma boa Coca-Cola,  um copo de água gelada ,com direito a várias pedras de gelo. A ouvir música com fones de ouvidos,  como se estivéssemos carregando no pescoço não só as marcas do tempo,  Mas uma gigantesca placa de “ não  perturbe o meu mundo com sua infantilidade!”.
A idade chega para todos. E para as mulheres,  talvez essa idade venha mais feliz mas quintas. Numa solidão  desejada, madura e absolutamente bem resolvida!

domingo, 20 de março de 2016

Quinta à noite . . .



É quinta à noite.  Perto das vinte e três horas.  E eu ainda estou acordada, lendo suas mensagens. Maravilhada com sua letra e declarações. Ao fundo, uma música tocada a piano roda na vitrola, embalando meus pensamentos. 
Você não pôde vir essa noite para acalmar - me da chuva forte.  Contudo, o forte amor que sentimos foi – me importante nesse momento.  As cartas, bilhetes, mensagens de texto do celular e uma boa taça de vinho tinto suave.  Companhias perfeitas para uma quinta à noite, depois do caos do dia. Dia cheio de contratempos, trânsito, loucura d’alma . Quase enlouqueço, mas sinto falta quando não estou mergulhada nessa loucura toda .
E você é minha válvula de escape.  Inevitavelmente.  Com ou sem vestimenta.  Em pelo, pele e perfume. Ou todo coberto com seu casaco acinzentado, nos tempos de inverno.
Porém, as quintas – feiras são especiais.  Lembram liberdade aconchegada . Remetem às alegrias que vivemos. E foi numa quinta em que nasci. O melhor dia ,segundo o mapa astral. 
Nesse momento um mantra , pouca luz, um friozinho por causa da chuva que bate na vidraça, suas mensagens e o restinho do vinho . Numa quinta à noite.  À espera do seu beijo. À procura das melhores sensações de satisfação. 

Fim de Tarde de Quinta



Quinta no fim de tarde. Às dezessete horas e vinte e oito minutos, o trânsito é caótico. A cabeça fervilha ao som das buzinas e dos acordes da MPB. O  CD da Elis ecoa alto, enquanto canto “Alô, alô marciano “.
Talvez eu esteja a fim de chamar marcianos para cantarolar comigo. Para me tirarem desse caos, tele transportarem – me à minha garagem. 
Adoro minhas paredes. De cores em tom pastel e com um sofá enorme para eu  me recostar. E para fazermos amor.  Em quintas -feiras no fim de tarde, depois de um banho fresco e cheio de espuma. 
Sinto que nas quintas você me revigora, à medida que me massageia os pés e a pélvis. Com movimentos suaves ou brutos , dependendo do clima .
Vem me ver às quintas, após o trabalho. E eu adoro. Num happy hour particularmente excitante .
Espero pelas quintas . Espero por você.  Pelas massagens e pelo seu sexo tocando o meu.  Com bala de Coca Cola na boca ,para borbulhar a língua e os desejos. Para desanuviar os pensares , desconectar a alma do corpo ,por instantes de êxtase.  Nas quintas, à espera . . . 

Reflexão de Quinta



Gosto de falar sobre as quintas. Sobre os amores. Sobre os problemas. Em uma reunião com a melhor amiga.  Ou em um diálogo com o espelho, enquanto me troco.
Às quintas posso me relacionar com o mundo. Afinal, a semana já está quase no fim e os problemas já estão quase todos solucionados. Posso, na quinta, já me considerar dona de mim e dos meus desejos. E então, prosear sobre tudo que me der vontade. 
É na quinta à tardezinha em que paro no barzinho de costume, sozinha ou na presença de amigos, para tomar uma guaraná. Gosto de adocicar a boca ao sabor da infância. Isso alegra os pensamentos. 
Às quintas, eu danço, balanço, repenso . Quando chego em casa, já quase meia noite.  Depois de um banho mágico e de um copo de leite puro , gelado .
Repensar na vida seja , talvez, qualidade das quintas. Gargalhar , também. Porque na quinta – feira , depois do trabalho, o coração já está mais macio. Mesmo a gente sendo adulto, de barba ou unha feita e salto alto. 
E hoje é quinta.  Dia sagrado a um pensamento mais ousado ou introspectivo, de acordo com o desejo da vez . . . 

Quinta, de novo. . .

 

Já é quinta, de novo. E, ao contrário das outras quintas, hoje a cabeça dói.  Martela desde às seis e meia da manhã, mesmo com analgésicos ingeridos para a sua melhora. 
Hoje, mesmo sendo quinta, eu vou preferir o analgésico a você.  Perdoe – me, mas não há clima para fantasias ensandecidas.  Nem mesmo para um gozo a dois. 
Creio que nem o falso gozo está entre as investidas de hoje. Tudo o que eu quero é aproveitar o final do dia sem qualquer ruído mais estridente aos meus ouvidos.  Quero me recostar na cabeceira macia da cama , com a luz semi -apagada , e relaxar, de olhos fechados. 
Se você quiser me acompanhar, eu lhe permito. Contudo, faça silêncio!  Hoje esse pedido é uma ordem! Sem questionamentos, julgamentos ou qualquer tipo de discussão de relação. 
Deixe os quês e porquês para a próxima quinta.  Talvez eu esteja melhor . E possamos dialogar , com ou sem palavras. 
Na quinta que vem, pois hoje é quinta de restauração do bom -humor, principalmente em dias de sangramento feminino. 

Gosto de Quinta



Gosto das quintas. Das prosas. Dos cigarros. Dos bons vinhos. Gosto dos chicletes coloridos e de ficar horas cantarolando uma MPB. 
Gosto do amor, à minha maneira.  Um amor  romântico, porém livre. Que acalenta, aconchega. Mas, que chega junto na hora do prazer e do problema.  Que não foge às responsabilidades.  Nem ao carinho inesperado. 
Por falar em carinho, eu gosto demais desse tipo de afeto. Não demonstro, pois faço. Porém, eu também gosto de ser acarinhada. De ser posta no colo, literal ou metaforicamente. De ganhar um cafuné sem previsão, na surpresa do momento.  E que seja sem pressa, de mansinho , para que chegue até na alma. 
Não sou demonstrar esse meu lado menina, que sonha com o amor romântico. Contudo, apesar da minha liberdade estampada ,enraizada em meu semblante, saiba você que, mesmo na quinta, é dia de amar . De sentir, de tocar, de ser recíproco. 
E hoje , sendo quinta, eu espero isso de você. Porque, na quinta, pode-se amar e ser livre, desde que ambos completem – se em prol da felicidade estampada no olhar ...

Sexo de Quinta



Despe – me.  À meia -luz. Ao som de uma batida mais ousada.  Num início de noite de quinta. E eu não esboço desaprovação com o ato. 
Gosto de fazer sexo com você. Em especial nas quintas – feiras.  Liberta – me de minhas convicções.  E eu deixo.  Quando quero; quando posso. 
E hoje quero que me dispa.  Que peça para que eu lhe satisfaça. Que eu lhe massageie o ego. E o  falo.  Com meu vocabulário  todo diferenciado. Com palavras ditas em francês, enquanto me contorço no divã.  Com as unhas pintadas de preto, escondidas por luvas de boa menina. 
Esta é uma quinta incomum. Daquelas em que os feromônios exalam o desejo mais primitivo. 
E nela , você.  Em mim , seja da maneira que quiser. Hoje é quinta. E a rota é outra . O desejo é outro, também. Dos piores, ou melhores -  depende de como se observa .
Observa -me . Eu gosto disso. As horas passam . E a quinta já está se despedindo. Ao contrário de você. Afinal, só lhe permito ir embora depois que eu me saciar em sua insanidade. Totalmente meu ;absolutamente caça dos meus instintos!