um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Amiga do Céu



Quando Deus criou sua alma,
Deve ter posto uma pitada de açúcar cristal.
Isso lhe tornou ser doce.
Mas, um doce suave.
Quando Ele pensou em criar-lhe,
Certamente usou os melhores pós mágicos.
Ressaltou sua delicadeza
E pôs de lado tudo o que lhe defeituasse.
Fez tudo certinho
Tudo bem devagarinho
Para não haver erro algum.
E hoje quando lhe olha, lá do céu,
Orgulha-se de cada tempo gasto.
Respira bem fundo
E levemente, sorri.
Sabe que cada átomo, cada molécula,
Foi dosado e usado na medida certa.
Quando Deus pensou na sua criação.
Fez questão de passar-lhe na fila da bondade
Uma, duas, três vezes.
E depois, ainda, envernizou seu coração...
Para que a poeira da maldade
Não lhe impregnasse as aortas e vasos sanguíneos.
Fez tudo muito bem,
Para não haver reclamações.
E sabiamente, não há!
É tudo tão bonito de se ver
Que dá até gosto!
A gente perde a noção do tempo
Só olhando... Admirando!
E como é bom admirar sua paz!
Pacifica-nos, quando estamos deprimidos.
Encoraja-nos, quando estamos sedentos de energia.
Energiza-nos, quando nosso cabo de conexão
Está roído pelos ratos cegos.
E então tudo se modifica.
Tudo cria vida.
E as cores todas se avivam,
Como arco-íris recém-criado.
A doçura do rosa e do lilás
Mesclam com o amarelo suave,
Criando ao seu redor uma aura iluminada.
Ilumina quem quer que lhe toque
E que sinta um pouquinho de sua alma.
Dança suave, a bailarina.
Com sua sapatilha de ponta rosada.
Amarrada às pernas.
Ouve o som do violino doce
E flutua como se tivesse asas plumadas.
Voa. Rodopia.
Mesmo com os olhos fechados.
Sabe cada movimento de cor.
Sem medo de errar ou cair.
E encanta, à medida  que agradece
A plateia que, ensandecida,
Aplaude mais um espetáculo seu.
Quando Deus criou você, amiga do céu,
Deve ter posto na Terra
Mais um de seus anjos.
Mas esse pôs para me guiar,
Nessa minha caminhada, enquanto ser físico...

Sou Minha!



Dizes à minha pessoa
O quanto sentes saudades.
E talvez eu me comova.
Talvez eu exercite meu lado humano.
Hoje só sei ser sangrenta, diabólica.
Fostes para longe de meu peito
E agora ousas dizer que pensas em mim?
Quanto disparate!
Pensastes antes de agir covardemente.
Fostes tu um pouco mais homem!
E assim eu estaria ao teu lado.
Eu ainda estaria a engraxar teus sapatos velhos.
Hoje és apenas passado.
Algo que se foi e não faz falta.
Nenhuma falta.
Consegui desmembra-me de ti a tempo
De sentir minhas próprias pernas vivas!
E agora vens com essa cara mal lavada,
À espera do afago que um dia foi teu?!
Pobre homem és!
A crer que desamarrarás minhas botas de salto
Numa noite de dança.
Precisas abrir teus olhos.
Enxergares que fostes,
E não és mais!
Simples de desenhar,
Caso não compreendas.
Ou finjas não compreender.
O tempo fora audaz, sarcástico.
Mas mostrara-me o prazer do desapego.
Desapeguei-me de ti.
E hoje sou minha!
Obra patenteada, sem cópias fajutas.
Sem rasuras na fabricação.
Tu que vás empurra bêbado na ladeira!
Não quero mais pouca coisa.
Sou mais.
Sou eu.
E não tu!

Alma Cinzenta



Estou cinzenta, hoje!
As estrelas fugiram do meu céu.
E foram adornar os sonhos de não sei quem.
Alguém que quis roubar-me a lua,
E me deixou num breu absoluto.
Estou à toa demais na vida.
Sem nada que me ocupe o dia, as horas.
Nunca pensei que a ociosidade
Fosse tão amiga da loucura!
Estou sem compreender tantas coisas.
Mesmo encontrando, vez ou outra,
O trevo de quatro folhas
Num jardim velho, ou coisa assim.
Estou à procura dos brilhos no olhar.
E na alma, também.
Todavia, confesso:
Isso não anda sendo nada fácil!
Estou à espera sua.
Sentada na cadeira de balanço,
Ao findar do dia.
As saudades doem demais
Para esperar tanto.
Estou com desejo de pôr as pernas para cima
E ouvir aquela música boa.
Música de se embalar os pensamentos
E deixar fluir o bem por dentro.
Hoje o céu está ensaboado.
Assim como eu.
O horizonte está empoeirado.
Tal qual minha carcaça.
Posso sentir-me cansada
E pegar no sono, às seis da tarde.
Para acordar à uma da madrugada
E não dormir mais.
Posso morrer recostada no sofá.
Posso me levantar às três
E querer mandar o despertador na parede.
Oscilo meus tons de cor.
Como medidor pluviométrico.
Ora chuva vem e traz o verde.
Ora o sol forte avermelha o chão
De tanta poeira solta.
O frio entra bravo,
Não querendo conversa.
Seu assovio apenas emite
Sua falta de educação.
Igual a mim.
Em alguns momentos.
Não me considero mal educada.
Julgo-me até besta demais.
E confesso que duvido
Ser isso algo bom.
Duvido muito que seja eu
Ser de coração mole e bom
Ou besta nas mãos dos outros.
Uma dúvida que me corrói
Em noites de solidão depressiva.
Oscilo na depressão e na euforia.
Coisa doida a me desconsertar o juízo!
Não sei ao certo o que é.
Só sei que me confunde.
Há dias em que sou sol, ser irradiante.
Noutros, tudo o que quero
É ficar debaixo das cobertas,
Sem ninguém para perturbar.
Agora o céu já azula no horizonte.
E eu também.
Para sabe Deus quando acinzentar-me, novamente.
Igual “galo do tempo”
Que muda de cor
Ao pequenino ar que lhe toca diferente...

Clausura



Pode ser que eu venha a criticar
Amanhã ou depois
A atitude que meu coração pede que eu tome.
Mas, duvido.
Duvido que eu me critique assim.
Sou muito analítica
Quanto às minhas atitudes.
Sou muito centrada
Quanto às minhas escolhas.
Escolhi viver em clausura
Por ver você em braços alheios.
Isso já faz certo tempo.
Decidi por esse caminho
Assim que senti seu coração distante.
Uma distância gigantesca
Que me fez buscar meu verdadeiro sentido.
Cruzei caminhos de solidão absoluta
Onde só me fazia companhia
A imensidão de quês sem porquês...
Derramei inúmeras lágrimas
Até o dia em que sequei meus olhos
E ergui minha cabeça.
Senti-me gente.
Ouvi minh’alma pedindo socorro
E busquei socorrer-me.
Decidi buscar-me e encontrar-me.
Onde quer que fosse.
Da maneira que tivesse que ser.
Saí à caça de pretextos
Que me validassem enquanto ser.
E posso dizer a você e ao mundo
Que os encontrei.
Que me encontrei na simplicidade
De um quarto branco e pequeno,
Adornado por uma margarida branca
Num copo de extrato de tomate.
Nada, além disso.
E de uma cama macia
Para recostar minha consciência.
Faz tanto tempo isso!
Mas se fechar meus olhos, devagar,
Posso olfatar cada instante,
Até agora.
Aprendi que tudo ocorre
Porque tem que ocorrer.
E na hora exata.
Nem trinta segundos fora do eixo.
Aprendi que posso me amar
E mesmo assim amar o próximo.
Hoje aquele fervor de adolescente
Já não circula pelas veias.
Segue calmaria em meu coração.
Sou grande, embora pequena.
Sou ser, como nunca houvera pensado que fosse.
Tudo hoje é lembrança!
Ora de que fiz a escolha certa.
Ora que Ele, o Pai, fez o que tinha de ser feito.
Afinal a  vida segue
E você talvez um dia se lembre
Daquela que lhe abençoa,
Toda vez que se cruzam os olhos,
Na rua, vez ou outra.
A você, muito obrigada!
Libertou minh’alma
De algo que, certamente,
Não me faria ser calmo.
E hoje, posso dizer,
Que essa calmaria toda
Invade meu peito
Como raio de luz divina.
Que vem junto ao sol
Toda manhã...

Feche seus olhos...



Feche seus olhos
E me veja aí, do lado.
Talvez seja eu sonho.
Talvez, um dia, eu me materialize.
E vá lhe dar aquele abraço todo,
Que tanto anseia.

Feche seus olhos
E ouça minha voz.
Na memória, rouca.
No dia a dia, avivada.

Feche seus olhos
E olfate meu perfume.
Doce, suave e eterno.
Coisa boa de ser sentida nas narinas.
Inalada até a caixinha das recordações.

Feche seus olhos
E busque tudo o que quiser buscar.
Os sonhos são eternos.
E as possibilidades dentro d’alma
As mais variadas possíveis.

Feche seus olhos.
Mas não se esqueça de abri-los,
Caso eu resolva aparecer
Numa dessas vidas todas d’alma...


Pequena-Grande-Pequena



Talvez eu ainda seja menina
Com meus quase trinta anos.
E ainda brinque de esconde-esconde
Com todos os sonhos, na madrugada.
Saia correndo na chuva,
Desviando dos pingos gelados,
Sem medo de me resfriar.
E chegue a casa em sopa.
Mas com um sorriso inocente
Estampado nos lábios.
Talvez eu ainda possua dentro d’alma
Toda aquela inocência
Dos meus quatro, oito anos.
Cultivar o que foi proveitoso
Não é perda de tempo.
É ganho absoluto.
Talvez eu tenha aquele brilho todo
Dos quinze, dezesseis.
Um brilho quase infanto-juvenil.
Coisa simples, cabível a todos os olhos.
Talvez eu ame a espoletice.
Um pouco mais recatada, no entanto.
Sem muito holofote.
Com menos glitter, menos lantejoula.
Mas, no fundo, um leve brilho
Nunca faz mal a ninguém.
Desejo o doce pela manhã.
E, embora eu azede no meio do dia,
À noitinha peço ao Pai
Que me açucare novamente,
Enquanto adormeço.
Perco muito o sono, madrugada adentro.
E confesso ser isso ótimo para minha inspiração.
Inspiro-me muito mais
Ao som dos grilos
E à luz dos vagalumes e do luar.
Coisa muito brilhante
Ofusca-nos as vistas
E nos cansa o olhar.
O brilho na medida certa encanta.
O jogo  do não revelar instiga.
Já escrevi tanto na vida
Que, quando me pego relendo-me,
Impressiono-me comigo mesma.
Com essa capacidade toda
Que brota das minhas mãos
Que passa para o papel
Em prazo de cinco minutos.
A cabeça pensa rápido demais.
É como se a mão fosse sozinha.
E no final, tudo fica bom.
Tudo encaixa perfeito.
Talvez seja isso um dom.
Não sei explicar.
Não sei se sou eu mera ferramenta,
Ou se trago isso das vidas muitas.
Só sei que o faço com a alma.
Inspiro-me tem dias
Pelo simples olhar do cachorro da rua
Que quase suplica um pão e um afago.
Isso sem dúvida não escapa do meu olhar.
E penso, ainda, como pode
Haver ser humano que finja não vê-lo.
Sou das melodias, dos blues...
Sou das entonações cheias de firulas.
Dos versos cheios de borboletas.
Sou das cores mais delicadas
E também do preto e do mistério.
Tenho fases, também.
Não como a lua.
Mas como a mim mesma.
E poucos são os que já me traduzem sem dicionário.
Por falar em dicionário,
Agradeço a Aurélio Buarque de Holanda Ferreira
Por sua maravilhosa criação.
Caminha ao meu lado,
Como bíblia ao crente, servidor.
Posso não consultar a bíblia por completo.
Mas, o dicionário...
Ah! Sem dúvida eu o necessito!
Amo ficar lendo e relendo os vocábulos, os verbetes.
Isso me traz conhecimento linguístico
Para que meu conhecimento de alma
Seja mais bem interpretado.
Todos, creio eu, deveriam tê-lo ao alcance,
Todos os dias...
Dicionário à parte, cabeça flutua
Ao som doce de um Vercillo.
Nobre poeta das luzes da madrugada.
Traduz e inspira meus pensares
E auxilia-me a transpor
Tudo o que segue no coração.
Sou pequena-grande.
E também grande-pequena.
Sou menina-mulher.
E também mulher-menina.
Com doçura.
Com aspereza, em dias de tempestade.
Com medo da chuva forte.
Com aquela ousadia na ponta da pena.
Com aquele brilho nos olhos,
Ao abri-los, às três da madrugada.
Com o amor nas veias,
Feito fonte inesgotável de sobrevivência.
Sou assim, essa mistura louca...
Que talvez encante.
Que talvez provoque repulsa.
Ou mesmo interrogação.
Sou doce de leite cremoso
Para se saborear de colherzinha
Em noites de insônia.
E... Ah! De insônia
Eu posso dizer que entendo...
E como entendo!...

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Provocações



Provoca meus instintos
Sem nem pedir licença.
Atiça, tortura
Com uma naturalidade louca.
Encanta, excita
Com uma doçura sem vergonha.
Coisa louca essa!
Toda permanente,
Toda inconstante.
Toda capaz de enlouquecer!
De tirar o sono
Às duas da madrugada...
Desejo à flor da pele.
Juízo nenhum dentro d’alma.
A vontade de ser sua,
A toda hora.
De lhe deixar cavalgar em meu corpo,
Com a insanidade do Deus da Luxúria.
De fazer-me menina-moça, quase ingênua,
Só para que você me ensine os caminhos
Rumo ao gozo mais profundo.
De ensinar-lhe o que sei,
E atordoar-lhe em noites de chuva forte.
De embaçar a vidraça.
De esquentar a cama, suar a pele.
De fazer escorrer o suor do prazer eterno.
De suar com você
O calor dos corpos enroscados,
Embriagados por beijos e salivas,
Sensações e Kama Sutras.
De pertencer ao seu abraço,
Todo apertado, com medo da fuga.
Nesta, noutra vida.
De me perder nos beijos, nos quadris,
Nas coxas encaixadas.
De me contorcer toda,
Por não suportar mais tanta excitação.
De me fazer louca,
Depois que o ápice é atingido.
O cume da satisfação.
Da excitação, do desejo mais perverso.
Toda a perversão nos poros
A exalar-se por si própria.
Toda a libido exposta, explícita, entregue.
Entrego-lhe cada sensação minha.
De cada sentir mais profundo.
De cada profundidade atingida.
À medida que me invade.
À medida que me enlaça pela cintura,
E me joga na cama...
Para realizar tudo o que quiser.
Provoca meus instintos,
Sem nem pedir licença.
Invade minh’alma,
Com toda a certeza de permanecer.
E permanece.
À medida que enlouquece.
Que tira o sossego.
Que atiça e provoca.
E provocar é algo que faz de olhos fechados.
Olhos fechados
E braços abertos a mim.
Sempre...!!!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Doce de Leite



Sou doce de leite cremoso,
Pastoso, docinho.
Venha de colherzinha devorar-me.
Aos poucos, para não enjoar.
Sou bala de leite
Daquelas embrulhadas em papel dourado.
Venha saborear-me no canto da língua
Devagar, para não acabar.
Sou sorvete de casquinha
Com sabor de leite condensado.
Venha me lamber, conforme escorro em suas mãos.
Para depois mordiscar-me
Até o final do sabor.
Sou pudim de padaria
Com calda de caramelo.
Venha me deliciar em pedaços gelados,
Com aquela colher de café, pequenina.
Sou manjar de coco.
Branquinha, mas doce, doce.
Venha buscar meus pedacinhos de coco
Em meio a sua língua.
Sou chocolate branco
Todo provocante.
Venha sorver-me em meio aos lábios
Conforme me derreto toda, lentamente.
Sou bolo de festa
Toda enfeitada com flores de açúcar.
Venha buscar-me em fatias
Para lhe adoçar os pensamentos.
Sou toda docinha.
Como você quiser que eu seja.
Com açúcar, mais encorpada.
Com adoçante, mais leve.
Sou a delícia de ser sua sobremesa.
Em dias de ansiedade sexual
Ou de calmaria de sensações.
Sou seu doce preferido
Feito aos poucos, para não perder o ponto.
Sou doçura para o seu paladar.
Venha me provar.
Antes que eu derreta, que eu açucare.
Antes que eu azede, perca a doçura.
Antes que eu estrague meus beijos, meus desejos
Numa taça de vinho tinto.
Ao som de jazz solitário.
E resolva adormecer sozinha.
Venha me provar.
Garanto lhe elevar a taxa glicêmica
E também seu teor de sensualidade explícita.
Venha!
Mas venha logo, por favor...


domingo, 26 de maio de 2013

Noite Boa



A noite vai ser boa!
Estou prestes a fazê-la assim.
Prestes a senti-lo bem aqui,
Depois de tantas saudades.
Ansiosa, lhe espero...
Apenas com uma gota
Daquele perfume que me dera.
Nada mais.
As velas, os incensos,
As pétalas de rosa...
Cada pequenino detalhe
Levemente preparado
Somente em sua homenagem.
Reverencio sua cor
Como quem vê o Deus da Beleza.
Curvo-me à sua magnitude
Com tal elegância
Que qualquer seda cara
Vira pano de chita
Ante sua importância.
Sou sua!
Gosto de sê-la!
Gosto de unir-me a você.
Sinto-me maior que sou.
Faz-me assim,
Toda vez que mima cada pedaço meu.
Adoro seus mimos.
Acabo mimada garota.
Daquelas que batem o pé
E, por insistência, ganham o doce.
E meu doce são seus beijos e suas carícias.
Ofertados demoradamente
Para que eu quase enlouqueça!
E quase louca, perca o controle...
E lhe satisfaça o ego carnal.
Amo satisfazê-lo!
Como todas as preliminares e mãos bobas.
Com todos os gemidos que merece!
Com todas as posições e línguas
Que só quem ama sabe fazê-lo.
Hoje a noite vai ser boa,
Já diz Cláudio Zoli em sua canção.
Para que eu me perca em você.
Escorregue em sua pele.
Feito gata no cio.
Atordoe-lhe a até quase gozar
E fuja, ou pelo menos tente...
Toda vez faço isso.
É certeira a estratégia.
Você enlouquece
E a noite passa rapidinho...
Ao som de uivos e dances
De prazer profundo e quero mais...
Venha logo!
Tenho pressa.
Garanto que não vai se arrepender.


Depende de Você...



Posso arriscar uns pensamentos mais.
Olhar de canto de olho.
Piscar uma, duas vezes.
Posso afagar seus cabelos
E polir seu sorriso.
Tudo depende de você.
Tudo depende do quanto
Permitirá adentrar-me.
Quero adentrar em seus lençóis.
Em sua conexão mental.
O tempo suficiente
Para bagunçar o que tiver para bagunçar.
Quero beijar cada pedaço.
Sorver cada desejo.
Suar cada loucura!
Perder horas e horas
Buscando o êxtase absoluto
Daqueles em que a alma sai do corpo
E a pele fica jogada
Toda sem força...
Quero enfeitiçar seus sonhos.
Fazê-lo acordar às duas da manhã
Com sede de ousadia.
E ousar junto com você!
Todas as ousadias possíveis,
Cabíveis e imagináveis!
Quero incendiar sua casa.
Acender o fogo do domínio.
Dominar, certas vezes.
Ser ré em dias de julgamento.
Noutras, pô-lo no banco dos réus.
Com direito s castigos suaves...
Quero castigar bem devagar.
Sentir cada arrepio.
Gemer cada prazer dos deuses.
Ser fada madrinha.
Ser diabo em pele humana!
Arder no fogo do inferno
Por saber que vale a pena cada pecado.
Quero pecar sem culpa.
Culpar-me sem arrependimentos.
Gosto disso tudo.
Dessa bagunça desenfreada.
Desse tesão todo humano.
Que pode se transformar
Em alegria dos anjos.
Gosto de estar em você.
Por cima ou por baixo.
Variar os enfeites.
Adornar os presentes
Dados com toda loucura.
Posso bagunçar sua vida.
Sei que posso.
E posso muito!
Basta querer que eu bagunce.
Basta querer-me “ousar” e abusar.
Ao sabor de chocolate derretido
Escorrido entre os seios.
Ou debaixo do chuveiro quente
Que embace o espelho
E marque sua vida.
Como mão que escorrega,
Perde o rumo
E o juízo...

Caso ele ainda exista até lá.