um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

domingo, 12 de maio de 2013

A Velhice



                Olhando para fotos antigas, me pego pensando na importância da velhice para o discernimento humano.
Penso. Penso. E pode-se dizer que, hoje, o que mais se vê por aí são velhos que não assumem sua velhice humana. As pessoas estão querendo quase que fugir do espelho, só por medo de se deparar com as rugas e cabelos brancos.
Infelizmente os valores que aprendi quando ainda era criança estão sendo esquecidos, em troco de fórmulas químicas que levantem desde as pálpebras até o pênis. Vê-se adultos querendo levantar tudo à base do bisturi, das injeções e/ou das fórmulas mágicas que aparecem todo dia no mercado comercial.
Mas, o que pouco se vê nos meios de comunicação é a importância da velhice para o homem, enquanto ser. Pouco se fala que, quando se é velho, muito  se sabe e pode-se passar adiante. Ou melhor, fala-se pouco demais.
Se pararmos para olhar nossos velhos com mais afinco, o que veremos são senhores “saradões”, mas que mal sabem para que serve um cumprimento matinal. E também senhoras “boazudas”, com cabelos chapados e unhas com glitteres, mas sem um pingo de noção do ridículo.
Aos poucos, os valores vão se perdendo. Ir à casa dos avós para comer bolinho de chuva e brincar de bolinha de gude se tornou algo tão arcaico que, se mencionarmos a infância vivida, certamente nos verão com olhares de espanto e deboche.
Os papéis se inverteram. E hoje os netos querem ser “gente grande”, e os avós os “garotões” e as “cachorras” das baladas de funk ou arrocha.
Entretanto, há algo muito além dessa inversão. Muito aquém dos valores éticos e desenvolvidos para a questão em si.
Quando não se aceita a idade que tem, pouco se assume perante si próprio. Acaba por se tornar ser ridículo, nem que seja diante ao espelho da bruxa malvada. Chega uma hora em que ela, a voz do espelho, nos gargalha na cara e ecoa sonoramente um “você não se enxerga baby?”.
E então, a ficha cai. Porém, cai tarde demais para poder reparar as babaquices feitas. Tarde demais para se acertar consigo mesmo.
Aí a pele enflacida, os músculos vão-se embora... E o que sobra são cabelos brancos e  a púbis tão lisa quanto na infância; o que nos faz pensar e repensar se tudo valeu a pena, se cada besteira feita em prol da juventude foi de alguma serventia.
Certamente, o espelho lhe dirá que não. Que, se tivesse aceitado seus anos de idade como anos de sabedoria, talvez as rugas não torturassem tanto... E os cabelos nem tão brancos estivessem.
Portanto, pare de se ver diferente do que é na realidade. A vida nos mostra o caminho à evolução. Mas, infeliz ou felizmente, cabe a cada um ver se vai adiante e cresce, ou se fica parado numa sala de musculação, numa balada ou mesmo numa drogaria, à espera do milagre da juventude eterna...

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