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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

domingo, 5 de maio de 2013

“Boom”




                Há exatos momentos na vida em que o repensar de decisões faz-se necessário. Isso porque, antes de qualquer outra opção, é preciso exercer a arte da reciclagem.
                Quando dito reciclagem, é notório o referimento à reciclagem mental, e não somente àquela feita sob produtos e bens duráveis e/ou inservíveis. É necessário adaptar-se ao girar dos ponteiros do relógio, ao “cair e ascender” da roda d’água, da roda da vida.
                E então, através do ato de reciclagem, vamos revendo posições, nomenclaturas e indivíduos com os quais dispomo-nos e também indispomo-nos, dia a dia.
                Contudo, não são todos os dias em que possuímos a paciência divina a esse tipo de análise interna e humana. Há dias em que a alma quer mais é ficar ao léu, ao “Deus que ajude” e acabar adormecendo, de tanto não pensar em nada.
                Então, vamos adiando e adiando as tais reorganizações mentais e, quando vemos, já perdemos grande parte do querer e do poder reorganizar os pensamentos. Quando vemos, já estamos à mercê alheia, tão alienados de nossa própria consciência.
                Acabamos nos distanciando dos nossos quereres mais íntimos, e vamos “tocando o barco” como quem rema, rema, mas não sai do lugar; justamente por girar as velas a todo instante, numa indecisão sem fim de rumos e endereços de pousada.
                E assim vamos seguindo. Até que, certo dia, um “boom” nos explodem os pensares, e o estopim da inquietude nos faz acordar para tudo o que, até então, não nos fazia a menor diferença.
                Acordados, queremos recuperar o tempo perdido, deixado de lado e “empurrado com a barriga”. E isso é praticamente impossível. Como dizia Cazuza, em sua majestosa sabedoria, “o tempo não para!”. E talvez por não parar, estejamos sempre tentando nos reinventar, reenfeitar com laços diferentes e lantejoulas mais brilhantes.  Fazemos isso e acabamos nos esquecendo de que nada adianta adereçar-se pelo lado externo, quando o interno segue às moscas e traças, de tão abandonado em prol de outrem que nem sempre merece tanta intenção.
                Chega um dia em que buscamos nos reorganizar. E lhe garanto, esse dia vem a todos. Mais cedo ou mais tarde. Não importa. O que importa é que você se mexa antes que o tarde seja tarde demais. Antes que o estopim acabe se apagando, seja porque foi molhado propositalmente, seja porque queimou-se por completo, não resultando em nada além de fumaça e algumas faíscas, que não fizeram a diferença necessária para que o “boom” ativasse a caixa craniana e, consequentemente, a massa encefálica humana, ao ponto de fazê-la funcionar corretamente; com o intuito de deixar de ser o homem esse ser ignorante e soberbo, que mal sabe assinar o nome e se vê no direito de ecoar ao vento que é superior, que possui racionalidade.
                Pobre criatura   que ainda engatinha na evolução das galáxias...

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