um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Clausura



Pode ser que eu venha a criticar
Amanhã ou depois
A atitude que meu coração pede que eu tome.
Mas, duvido.
Duvido que eu me critique assim.
Sou muito analítica
Quanto às minhas atitudes.
Sou muito centrada
Quanto às minhas escolhas.
Escolhi viver em clausura
Por ver você em braços alheios.
Isso já faz certo tempo.
Decidi por esse caminho
Assim que senti seu coração distante.
Uma distância gigantesca
Que me fez buscar meu verdadeiro sentido.
Cruzei caminhos de solidão absoluta
Onde só me fazia companhia
A imensidão de quês sem porquês...
Derramei inúmeras lágrimas
Até o dia em que sequei meus olhos
E ergui minha cabeça.
Senti-me gente.
Ouvi minh’alma pedindo socorro
E busquei socorrer-me.
Decidi buscar-me e encontrar-me.
Onde quer que fosse.
Da maneira que tivesse que ser.
Saí à caça de pretextos
Que me validassem enquanto ser.
E posso dizer a você e ao mundo
Que os encontrei.
Que me encontrei na simplicidade
De um quarto branco e pequeno,
Adornado por uma margarida branca
Num copo de extrato de tomate.
Nada, além disso.
E de uma cama macia
Para recostar minha consciência.
Faz tanto tempo isso!
Mas se fechar meus olhos, devagar,
Posso olfatar cada instante,
Até agora.
Aprendi que tudo ocorre
Porque tem que ocorrer.
E na hora exata.
Nem trinta segundos fora do eixo.
Aprendi que posso me amar
E mesmo assim amar o próximo.
Hoje aquele fervor de adolescente
Já não circula pelas veias.
Segue calmaria em meu coração.
Sou grande, embora pequena.
Sou ser, como nunca houvera pensado que fosse.
Tudo hoje é lembrança!
Ora de que fiz a escolha certa.
Ora que Ele, o Pai, fez o que tinha de ser feito.
Afinal a  vida segue
E você talvez um dia se lembre
Daquela que lhe abençoa,
Toda vez que se cruzam os olhos,
Na rua, vez ou outra.
A você, muito obrigada!
Libertou minh’alma
De algo que, certamente,
Não me faria ser calmo.
E hoje, posso dizer,
Que essa calmaria toda
Invade meu peito
Como raio de luz divina.
Que vem junto ao sol
Toda manhã...

2 comentários:

  1. Me emocionei demais com suas palavras...meu coracao sabe a profundidade dessas tao intensas linhas!!!Maravilhoso!

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