um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

sábado, 11 de maio de 2013

Ladra




Dona de tudo e de todos.
E nem um pouco
Dona de si mesma.
Senhora dos quereres alheios.
E tampouco dos seus próprios quereres.
Dama de ouro perfeita.
Tão perfeita que apaixona.
Dama de companhia agradável.
Que enrola seus pensares
Em suas pernas e sapatos com salto alto e sola vermelha.
Sabe adornar seus defeitos.
Quase os tornando qualidades insubstituíveis.
Faz isso muito bem.
Em busca do que quer.
Em busca dos presentes cravejados.
A seda transparente
Contrasta com sua roupa íntima vermelho paixão.
Sabe seduzir com os olhos.
Despir sem nem arrancar os panos.
Arranca suspiros.
Arranca as notas mais altas.
Sejam musicais.
Sejam monetárias.
Faz tudo com destreza,
Com leveza, sem clareza.
Suspira e faz suspirar
Como se fosse a primeira vez.
Rouba sonhos e pesadelos.
Rouba beijos e carícias.
Ao vivo e em cores,
Ou até ao telefone.
Faz penetrar vorazmente
Cada língua, cada sexo...
Cada olhar, cada mão...
Ensina o caminho melhor
E desliza loucamente,
À medida que se entrega.
Seduz e se deixa se seduzir
Só para alegrar seu ego.
Egocêntrica.
E nada econômica.
Ostenta no olhar
A delícia que é possui-la!
Atiça... Tortura...
E nem desculpas pede, depois.
Pouco se pune.
E por isso, pouco se entrega de alma.
O corpo exala o perfume.
A alma, não sabe fazê-lo.
Gosta das borboletas no estômago.
Sente cócegas, ao senti-las.
E sorri, suavemente.
Por vezes, chora.
Raras as vezes.
Escondida, desaba sob o travesseiro.
E adormece, minutos depois.
Levanta linda.
Mesmo despenteada.
Deus deve tê-la privilegiado!
Joga no corpo o odor das rosas.
E na língua, um copo de vinho.
Logo cedo.
Para distrair dos problemas.
A manhã se vai.
E à tarde umas compras
São tudo o espera.
Mais algumas pedras caras.
Mais uns panos de grife.
Mais uns saltos de enfeitiçar.
Tudo o que gosta.
Tudo o que se dedica fazer.
Talvez um dia se redima
Dos inúmeros pecados que carrega.
Ou talvez nem os veja como pecados.
Não liga para opiniões alheias.
Modifica-as a seu bel-prazer.
E de prazer entende bem!
Do prazer e dos pecados.
Da volúpia, da luxúria.
Da soberba, da gula.
Devora o que lhe causa interesse.
Com açúcar cristal.
Ou banhado em chocolate suíço.
Apenas devora.
Sem pressa em acabar.
Sem culpa em ostentar.
Sem pecado em roubar.
Rouba de olhos vendados
E chicote nas mãos.
Calcinha entre as nádegas
E desejo na língua.
Sem vergonha na cara.
Com pó de arroz na pele.
E odor de flor de laranjeira,
Caso venha a preferir.
Diverte-se.
À custa de quem se dispõe
A perder cinco minutos.
É o que basta.
Cinco minutos e nada mais.
Duvida?
É satisfação garantida
E o dinheiro...
Ah! O dinheiro fica
Para eu adornar
Mais alguns pensamentos,
Por aí, afora...

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