um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Madrugada


Ao silêncio da madrugada
Amo os acordes mais agudos de um sax...
O ecoar doce e melódico de um violino...
De um canto gregoriano.
Mas é ao som de Vercillo
Que busco minhas maiores inspirações,
Aquelas do fundo d’alma.
Aquelas de acordar no meio da noite
Com as palavras na cabeça
E sair correndo à procura de papel e caneta
Para anotar um breve verso, uma estrofe rascunhada
Que virará uma poesia...
Ou talvez uma prosa poética
Falando do que mais me encanta
Ou me tortura no momento.
E esse mesclar de sensações
Torna minhas noites tão agitadas
Como se estivesse a correr maratonas.
Acordo agitada, pensamentos fervilhantes...
E na alma a ansiedade de adormecer e acordar
Com a sensação de mais uma surpresa...
Surpresas à parte... Sonhos me rodeiam noite adentro.
Abraço pessoas que eu não me lembro.
Sorrio com elas.          
Beijo as mãos e as faces de seres que me enchem de suspiros.
E posso dizer que são suspiros reais.
Acordo sorrindo, levemente.
Então fecho meus olhos rapidamente
Só para conseguir mais um momento.
Mas, nem sempre consigo essa proeza.
Há momentos em que me vou para cantos sombrios,
Onde o medo me assola a espinha dorsal.
Algo paradoxal, que me tortura.
Fico acuada, com todo o receio do mundo.
E fecho não só meus olhos mais firmemente,
Como prendo minha respiração e perco meus pensares.
Como se estivesse sendo ouvida, em meus mais íntimos segredos.
Não me sinto confiante.
Oro. Rezo. Peço por toda a luz do mundo.
E então, volto às minhas inspirações.
Tão adeptas à madrugada.
Tão cheias de energias, ao som de um Vercillo, um Kenny G, um Djavan.
Os sons dos acordes melódicos
Criam em minh’alma caminhos, ramificações de felicidade.
Uma felicidade que ora me encanta, ora me faz fortalecer.
Um misto de felicidade explícita e escondida... Subentendida.
Um misto de querer estar assim, e sair correndo, fugindo.
Mas, sinceramente... Fugindo de que? De quem?
Talvez de tudo o que me congela o sangue.
O que me faz palpitar o peito mais aceleradamente.
Talvez dos reflexos solares de minha pessoa no espelho d’alma.
Seja no quadrado refletor pendurado em minha parede,
Seja no reflexo de mim mesma, na poça d’água formada após a chuva.
Talvez eu fuja. Fuja rápido.
Fuja de mim mesma.
Fuja das sensações.
Fuja doa receios.
Fuja das consequências.
Fuja dos desesperos leves que se formam
Toda vez que o pesadelo vem me assolar
Em noites de lua minguante.
Toda vez que a ansiedade me tira o sono, a calma...
Toda vez que o trovejar me treme as veias.
Talvez esse medo todo tenha uma lógica.
Talvez, não.
Talvez me faça mais forte.
Talvez, mais covarde ainda.
Talvez me torne um ser melhor do que sou.
Talvez, nem tanto.
Apenas digo que a madrugada me fascina.
Um fascínio apaixonante.
Um querer estar junto.
Um esperar cada segundo.
Uma madrugada a mais.
Um suave som de estar assim...
Curtindo cada detalhe,
De cada noite mal dormida
Sentida na pele, nos pelos.
E, certamente, inebriada na alma
Cada dia mais afim de sensações torpes
De lembranças todas
E de um final mal escrito, descrito...
À espera do ponto de reticências
E daquele toque todo especial
Que deixa a gente mais leve... à mercê...
Enquanto a alma estiver afim...
Assim...
Querendo sentir tudo isso...
Enquanto houver respirar.
Enquanto houver querer...
Enquanto houver bem-querer na alma.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Tormenta



Perdoe-me se lhe atormento a alma.
Faço isso sem intenção.
Ou talvez, intenciono-me delicadamente.
Mas, tal intenção não parte de meus pensares.
Parte de meus olhares.
Parte de meus odores suaves.
Parte de meus gestos sutis.
Parte de meus quereres discretos.
Parte de mim a você.
E esse partir faz de mim ora grande, ora frágil criatura.
Atormentas minh’alma.
E esse tormento todo me tira o sono, madrugada afora.
Faz com que eu acorde sorrindo... Suando.
Faz com que eu abra e feche meus olhos bem rapidinhos,
Só para que eu volte a adormecer,
Sentindo na pele o ouriçar dos pelos,
Mesmo que subconscientemente.
Gosto de atormentar-lhe aos poucos...
Como se estivesse adoçando seu viver
Torrão por torrão...
Todavia... Essa tormenta toda
Confunde-me, confunde-lhe.
Faz de você gato arredio, certas vezes.
Noutras, cão fiel e submisso.
E de mim... Ah! O que dizer-lhe?
Somente que amo essa mistura de sentimentos,
De sensações, de quereres.
Amo delicadamente.
Mas, amo.
E o ato de amar essa tortura suave, sutil
Faz de mim gata, menina moça, perversa, quase diabólica.
Embora queira ser o que você quiser que eu seja.
Serei o que você quiser, mesmo quando nos imagino...
Madrugada afora, dia após dia...
Sou tormenta, calmaria... confusão.
Mas tudo isso faz com que minhas conexões mentais
Trabalhem freneticamente
Tentando compreender se essa tormenta
Passa por seus poros, suas veias, alvéolos e capilares,
Na mesma intensidade com que me tira o sossego.
Um dia, saberei.
Por hora, gosto de sentir tudo isso.
Gosto de sentir você aqui pertinho,
Mesmo que seja assim... Sem essa certeza toda!...


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

As Muitas Cores D’Alma...




Somos feitos de muitas cores.
Somos multicoloridos.
Conforme o estado d’alma...
Conforme o que queremos mostrar ou esconder.
Somos azuis, amarelos, verdes.
E também vermelhos, rosados, esbranquiçados.
Somos roxos, pretos, alaranjados.
Somos uma miscelânea
Como prancheta de tinta de Dalí, de Picasso.
Por vezes, nos mostramos receptivos, coloridos.
Mas, noutras, somos apenas rabiscos acinzentados de nós mesmos.
De nossos medos, nossos traumas, desilusões.
E então, emanamos escuridão.
E, emanando somente trevas, acabamos por nos isolar...
Até de nossa própria ignorância.
Sem sabedoria, sem ignorância,
Somos seres com muitas cores, muitas facetas,
E nenhuma que verdadeiramente nos reflita amor.
Somos feitos de cores muitas
Mas no final delas buscamos somente algo
Que realmente nos torne melhores do que um dia fomos...
E do que, um dia, deixaremos de ser...
Somos feitos de muitas cores, muitas formas...
Mas, o amor não necessita de cor...
Apenas estar na alma,
Pensando em fazer feliz quem nos acompanha.
Afinal, se nos acompanha
Já merece ter um tratamento todo especial, inesquecível...
Portanto, amemos mais.
E as cores... Ah! As cores...
Essas irão se mesclando na prancheta da vida
Formando o doce e admirável arco-íris
Da obra de arte chamada viver...