um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Menina



Menina. De cabelos compridos e franja na testa. Com seios crescendo e mamilos endurecidos. À espera do seu toque. Ao aguardo de suas mãos, sua língua deflorando-lhe.
Tão inocente que mal sabe o que esperar-lhe-á, anos depois. Uma tormenta chamada paixão. Ilusão de juventude. Loucura de menina-moça.
Menina. De cabelos molhados pelo suor do primeiro sexo. De batom arrancado com os lábios de alguém que permanecerá eterno, em sensações.
Menina. Dona de um sorriso tímido. De um desejo escondido. De um pecado que sabe talvez não possuir perdão.
Menina. Com desejo de mulher. Em um corpo em transição.
Menina. Com o sabor da sua língua na boca. E com o calor de sua ereção, sobre tudo o que ela consegue sentir. Com força. Com vontade de que seja eterno isso que ela chama de amor. De um primeiro amor.

Menina… Mal sabe que esse amor é só o primeiro, de muitos que virão! Oh! Pobre criatura!  

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Erótico



Ao som de Cláudio Zoli, e com gosto de Coca-Cola na língua,  deixo com que deslize sua boca em cada pedaço da minha pele branquinha.
Com todo o desejo, o perfume levemente adocicado entre os seios e os cabelos molhados de um banho demoradamente excitante,  com direito a homenagem à sua insanidade!
A batida do som faz o corpo dançar.  O gelado da bebida contrasta com o calor dos nossos corpos. Sinto seu sexo em mim com toda a força de um querer maior e mais ousado...
Satisfaz-me em primeiro lugar.  E enlouquece, à medida do meu contorcionismo erótico.
A música se mistura aos sons mais perversos nossos!
Puxa-me a você e eu me deixo ir. Sem pressa de acabar.  Com todo o tempo e a delícia do mundo!
Uma delícia de sentir, de retribuir!
O fim de semana está aí.  E você, aqui dentro de mim, com sua força e importância. Porque me importo em estar ao lado, sempre! É insano, é erótico e é altamente delicioso! O momento e você,  meu bem!

Abalo



Cinco anos. Cinco longos anos sem nenhuma notícia sua. Mesmo seguindo você às sombras.
E depois de tudo, você ressurge. Absurdamente belo. E com seu sorriso enigmático de sempre. O mesmo sorriso que não diz se é felicidade em ver-me ou pura educação recebida nos tempos de infância.
Faz tanto tempo! Foram tantas noites, tantas ilusões! E rever seus olhos de jabuticaba brilhando abalaram minhas estruturas!
Um abalo inesperado, não quisto. Mas, sentido em cada pelo. Da forma mais profunda possível.
Você sempre teve esse dom de me desconsertar! Talvez porque sua educação exímia seja algo raro é excitante... Sem dizer do resto!
Cada pedaço de um quê que permaneceu adormecido. E que veio à tona feito vulcão adormecido após eruptir. 
Cinco anos. Cinco longos. E tudo permanece igual. Eu, você e esse enigma todo...

domingo, 18 de junho de 2017

Enigma



São cinco da manhã. E eu estou acordada há horas, só tentando decifrar suas palavras, suas sensações.
Gosto de enigmar. Porém, os enigmas destinados a mim me perturbam - como quando me disse estar arrepiado até onde mais não possuía pelos!
Sinto esse arrepio. Esse mesmo arrepio, há tempos... Desde que pusera minha voz em seus pensamentos. E desde então venho sentindo você aqui, à flor da pele.
Contudo, sempre há um enigma a me perturbar. E eu não deixo por menos, também!
Perturbamos um ao outro, sempre que o destino deixa... E conspira a favor da perturbação!
Não é sempre que a sintonia encaixa. Por inúmeros motivos. Porém, quando se dispões a sê-lo, misericórdia! Faz com que relembremos  e suspiremos por uma distância menor, por algo mais duradouro.
Não sentimos tantas saudades, eu creio. É algo que perturba, mas não fere. Porque não é uma constante. É esporádico, conforme a necessidade e a agenda permitem.
E por ser esporádico, é inconstante, às vezes. Há dias em que você ou eu estamos mais ariscos, ásperos. Como gatos fora do cio. Correndo, ronronando sem muita paciência.
Coisa de instabilidade, de inconstância, de perturbação enigmática, de um eu e você sem muita firmeza. Porque a firmeza estraga a delicadeza da nossa história toda cheia de rendas, rosas e olhos vendados, olhares de volúpia e perfumes que permanecem impregnados nas narinas e nas golas das camisas, para que cheiremos depois, quando a saudade bater, lá pelas três da manhã de uma quarta-feira gelada de inverno...

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Esconderijo



E ela se esconde. De tudo. Debaixo das roupas de sempre, porque prefere não ostentar uma beleza que não possui.
Prefere ficar às escondidas,  sem ser notada quando passa, às seis da manhã.  Prefere a bala menos ardida, a deixar seu sabor nos hálitos próximos ao  seu. Prefere o cabelo preso,  a mostrar suas madeixas encaracoladas.
Sempre fora assim. Porque desde muito nova ouviu que não deveria ser diferente. Não poderia acreditar demasiadamente em seus sonhos.
E hoje, ela os afoga, enquanto busca no excesso de responsabilidades,  um motivo para ficar.
Fica, mesmo sentindo no peito a necessidade de partir, de voltar para uma moradia distante da sua habitual.  
Pensa, repensa, e junta todo o fervilhar de ideias num amontoado de folhas de papel. Porque sabe que esse é o seu quê.  Que assim é gente. E ponto. Sem retoques, sem adornos. Sem precisar mostrar algo que sequer consegue definir.
Sente na pele  a cobrança da sociedade. Em tudo, sem exceção.  Sabe ser cordial, enquanto (por dentro) duela com a pequenez alheia. 
É pequena em estatura. E com uma mentalidade ainda dentro da órbita. 
Não possui todos os dentes, mais. Nem todos os sonhos de menina. A vida lhe mostrou que, por hora, ter paz é  o caminho mais tranquilo a seguir. 
Não possui nome ou sobrenome definido. Porque pode ser eu, você ou nós todos, de acordo com o dia e o humor.
E hoje... Hoje a saudade é grande. E as incógnitas,  maiores ainda!!!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Medo & Pecado


Diz que eu tenho medo. Mas, você tem tanto medo quanto eu. Você tem medo das minhas palavras. Tem medo da sensação que lhe causo, mesmo distante. 
Algo pavoroso. E que faísca,  sem querer. Ou querendo. Um medo que assusta e faz rir, tudo ao mesmo tempo. 
Causo-lhe medo e excitação.  Ousadia e covardia, com ou sem rimas a enfeitar.  E isso tudo é muito vivo, aqui. E aí,  na sua pele... Que sempre arrepia quando ouve minha voz lhe dizendo que sinto saudades... Saudades de tanta coisa, toda a imaginação fértil!  
Uma saudade que chama minh’alma às duas, às quatorze... Enquanto durmo ou trabalho!  Enquanto vivo o frenesi da minha loucura diária ou mais, enquanto ilusiono você sobre mim, ofegante e suando em bica! 
O sobretudo está no armário,  solitário.  E dentro do peito um misto de ardor e receio confundem meu juízo.  O pouco juízo que ainda me resta, depois ter ardido em chamas debaixo do cobertor, pensando no quão bom seria ter você aqui, junto à minha pele perfumada às notas adocicadas de um importado.
Posso tentar fugir. Pode buscar nunca mais me querer. Todavia,  a sintonia é absoluta! E imperativa. Não precisa de complementos. Nem de adjuntos adnominais. Somos você e eu.  Mesmo que existam incontáveis pessoas a compor a história.  
Assim é.  E assim será!  Porque a pele ouriça e a saliva guarda o sabor gelado do meu halls. Tão negro quanto meus pensamentos. Tão pecaminosos quantos meus quereres, em relação a nós dois!
Foge de mim como o diabo da cruz. Porém,  já lhe aviso de antemão : é inevitável sentir-me ! Estou aqui, aí  e onde quer que você quer que queira que eu esteja, perto ... Sentindo. Ou distante, na imaginação fértil de uma alma adulta e pecaminosa!


sexta-feira, 24 de março de 2017

Dia de saudade...



Posso tentar fugir de você.  De mim. Mas, não do que sinto. Do que me perturba, de tempos em tempos.
É algo absolutamente sem pudor. É pecado. É absurdo. Porém  está tudo aqui, dentro do peito. Fervilhando nas veias, alvéolos e capilares. Sem precisar de nenhum toque. Sem precisar de uma palavra sequer.
Porque isso me acontece?  Porque deixo seu pensamento me chamar, em meio à noite fria e acinzentada?
Queria definir. Queria não precisar definir nada, sei lá!  Contudo, minha covardia é maior do que o que me proponho a sentir. Mesmo quando às duas da manhã me pego ilusionando cenas de nós dois.
Ilusiono e desmaio sobre o querer. Por estar cansada de ser sua segunda opção,  sua válvula de escape. 
Talvez por isso tanta covardia.  Tanta  reluta com algo que é bom, mas que não acrescenta tanto quanto eu queria.
São dias de saudade. E eu, boba, ainda lhe espero chegar com flores e bombons... Mesmo que isso tudo não passe de algo esporádico, quase surreal.
Espero você.  Com o coração aberto a mim. E predisposto a pôr-me no quadro, no centro de sua sala e de suas ideias...