um pouco mais sobre mim...

Minha foto
Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

sexta-feira, 16 de março de 2018

Dona de si!!



O universo sou eu!
Com suas constelações,  suas supernovas e seus buracos negros!
O planeta sou eu!
Com seus chãos de solos arenosos,  compactados , solidificados.
Com suas águas jorrando pelas fontes, límpidas.
Com seus esgotos fétidos a poluir minhas entranhas!
O país sou eu!
Com suas desigualdades sociais.
Com suas esperanças em dias melhores.
Minha cidade sou eu!
Com saúde,  educação e saneamento básico à espera do bom servidor.
Com problemas e soluções postas a caminharem juntos, em busca de harmonia.
Eu sou as minhas paredes, meu teto, meus móveis!
Tudo à minha volta  carrega um pouco da minha essência.
Voluntária ou  involuntariamente.
Porque  eu busco ser cada melhoria.
Interna e externa.
Explicitada ou subjetiva.
Eu sou parte do mundo!
O mundo é parte de mim!
Num bailar de sensações,  de racionalidade.
De esperas e atitudes.
Porque posso ser melhor, a cada dia...
Sou parte de mim!
Basta que eu tome as rédeas do meu próprio caminho.
E você,  já se percebeu dono de si?...

O amor é para os fortes...



Dizem que o amor é para os fortes...
Devo sê-lo, então!
Porque carrego você nos olhos e na memória há décadas, sem que saiba disso.
Se não é ser forte, não sei o que é!
Posso passar mais tantas décadas quanto me restem à sua espera.
E ainda assim, na velhice, dar-lhe-ei o meu melhor sorriso.
Mesmo sem todos os dentes na boca...
Mas, hoje ainda não percebera que eu rezo todas as noites por sua felicidade.
E que eu esteja nela, um dia!
Quando Deus quiser, talvez você me note.
Quando a última música tocar, talvez você me veja esperando -lhe para que tire à uma dança.
Mesmo quando não houver mais tempo,  quando as rugas estiverem estampadas na face...
Minha face estará imensamente feliz por cada espera.
Porque o amor é isso.
É esperar sem pressa. É querer o bem.
Mesmo que eu não esteja nos seus sonhos.
Você está nos meus!
E meu amor por você é maior que tudo isso!
É espera. É resiliência.  É passar do tempo.
Mesmo que não haja tempo.
Mesmo que não haja nós dois.
Mesmo que não haja...

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Menina



Menina. De cabelos compridos e franja na testa. Com seios crescendo e mamilos endurecidos. À espera do seu toque. Ao aguardo de suas mãos, sua língua deflorando-lhe.
Tão inocente que mal sabe o que esperar-lhe-á, anos depois. Uma tormenta chamada paixão. Ilusão de juventude. Loucura de menina-moça.
Menina. De cabelos molhados pelo suor do primeiro sexo. De batom arrancado com os lábios de alguém que permanecerá eterno, em sensações.
Menina. Dona de um sorriso tímido. De um desejo escondido. De um pecado que sabe talvez não possuir perdão.
Menina. Com desejo de mulher. Em um corpo em transição.
Menina. Com o sabor da sua língua na boca. E com o calor de sua ereção, sobre tudo o que ela consegue sentir. Com força. Com vontade de que seja eterno isso que ela chama de amor. De um primeiro amor.

Menina… Mal sabe que esse amor é só o primeiro, de muitos que virão! Oh! Pobre criatura!  

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Erótico



Ao som de Cláudio Zoli, e com gosto de Coca-Cola na língua,  deixo com que deslize sua boca em cada pedaço da minha pele branquinha.
Com todo o desejo, o perfume levemente adocicado entre os seios e os cabelos molhados de um banho demoradamente excitante,  com direito a homenagem à sua insanidade!
A batida do som faz o corpo dançar.  O gelado da bebida contrasta com o calor dos nossos corpos. Sinto seu sexo em mim com toda a força de um querer maior e mais ousado...
Satisfaz-me em primeiro lugar.  E enlouquece, à medida do meu contorcionismo erótico.
A música se mistura aos sons mais perversos nossos!
Puxa-me a você e eu me deixo ir. Sem pressa de acabar.  Com todo o tempo e a delícia do mundo!
Uma delícia de sentir, de retribuir!
O fim de semana está aí.  E você, aqui dentro de mim, com sua força e importância. Porque me importo em estar ao lado, sempre! É insano, é erótico e é altamente delicioso! O momento e você,  meu bem!

Abalo



Cinco anos. Cinco longos anos sem nenhuma notícia sua. Mesmo seguindo você às sombras.
E depois de tudo, você ressurge. Absurdamente belo. E com seu sorriso enigmático de sempre. O mesmo sorriso que não diz se é felicidade em ver-me ou pura educação recebida nos tempos de infância.
Faz tanto tempo! Foram tantas noites, tantas ilusões! E rever seus olhos de jabuticaba brilhando abalaram minhas estruturas!
Um abalo inesperado, não quisto. Mas, sentido em cada pelo. Da forma mais profunda possível.
Você sempre teve esse dom de me desconsertar! Talvez porque sua educação exímia seja algo raro é excitante... Sem dizer do resto!
Cada pedaço de um quê que permaneceu adormecido. E que veio à tona feito vulcão adormecido após eruptir. 
Cinco anos. Cinco longos. E tudo permanece igual. Eu, você e esse enigma todo...

domingo, 18 de junho de 2017

Enigma



São cinco da manhã. E eu estou acordada há horas, só tentando decifrar suas palavras, suas sensações.
Gosto de enigmar. Porém, os enigmas destinados a mim me perturbam - como quando me disse estar arrepiado até onde mais não possuía pelos!
Sinto esse arrepio. Esse mesmo arrepio, há tempos... Desde que pusera minha voz em seus pensamentos. E desde então venho sentindo você aqui, à flor da pele.
Contudo, sempre há um enigma a me perturbar. E eu não deixo por menos, também!
Perturbamos um ao outro, sempre que o destino deixa... E conspira a favor da perturbação!
Não é sempre que a sintonia encaixa. Por inúmeros motivos. Porém, quando se dispões a sê-lo, misericórdia! Faz com que relembremos  e suspiremos por uma distância menor, por algo mais duradouro.
Não sentimos tantas saudades, eu creio. É algo que perturba, mas não fere. Porque não é uma constante. É esporádico, conforme a necessidade e a agenda permitem.
E por ser esporádico, é inconstante, às vezes. Há dias em que você ou eu estamos mais ariscos, ásperos. Como gatos fora do cio. Correndo, ronronando sem muita paciência.
Coisa de instabilidade, de inconstância, de perturbação enigmática, de um eu e você sem muita firmeza. Porque a firmeza estraga a delicadeza da nossa história toda cheia de rendas, rosas e olhos vendados, olhares de volúpia e perfumes que permanecem impregnados nas narinas e nas golas das camisas, para que cheiremos depois, quando a saudade bater, lá pelas três da manhã de uma quarta-feira gelada de inverno...

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Esconderijo



E ela se esconde. De tudo. Debaixo das roupas de sempre, porque prefere não ostentar uma beleza que não possui.
Prefere ficar às escondidas,  sem ser notada quando passa, às seis da manhã.  Prefere a bala menos ardida, a deixar seu sabor nos hálitos próximos ao  seu. Prefere o cabelo preso,  a mostrar suas madeixas encaracoladas.
Sempre fora assim. Porque desde muito nova ouviu que não deveria ser diferente. Não poderia acreditar demasiadamente em seus sonhos.
E hoje, ela os afoga, enquanto busca no excesso de responsabilidades,  um motivo para ficar.
Fica, mesmo sentindo no peito a necessidade de partir, de voltar para uma moradia distante da sua habitual.  
Pensa, repensa, e junta todo o fervilhar de ideias num amontoado de folhas de papel. Porque sabe que esse é o seu quê.  Que assim é gente. E ponto. Sem retoques, sem adornos. Sem precisar mostrar algo que sequer consegue definir.
Sente na pele  a cobrança da sociedade. Em tudo, sem exceção.  Sabe ser cordial, enquanto (por dentro) duela com a pequenez alheia. 
É pequena em estatura. E com uma mentalidade ainda dentro da órbita. 
Não possui todos os dentes, mais. Nem todos os sonhos de menina. A vida lhe mostrou que, por hora, ter paz é  o caminho mais tranquilo a seguir. 
Não possui nome ou sobrenome definido. Porque pode ser eu, você ou nós todos, de acordo com o dia e o humor.
E hoje... Hoje a saudade é grande. E as incógnitas,  maiores ainda!!!