um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Felicidade Cobiçada




Uma névoa fina e gélida para nos dar “bom dia!”...
Que tenhamos todos um belo dia, apesar do rebuscado do céu...
Que consigamos buscar nossos sonhos...
Que saibamos sempre os caminhos que nos levem a mais sorrisos, em vez de lágrimas...
Que nos permitamos mais abraços, mais beijos de amor, de carinho...
Que nos permitamos mais olfatos, mais paladares,
Ao invés de tão só pobres palavras a nos tentar preencher o coração...
Que os olhares sejam verdadeiros...
Que os toques sejam suaves...
Que os afagos sejam constantes e bem quistos...
Que o amor seja sempre o quê que nos move...
Que move o mundo...
Pensemos nisso!

Parece tão bobo
Mas um toque afaga a alma...
E resplandeceremos a todos a nossa felicidade!

Um toque, uma doce palavra...
Um olhar todo encantado...
Cada pequenino detalhe a nos preencher os poros.

Verdade...
A sensibilidade está na nossa pele e a transmitimos em nosso olhar …
Por que deixar passar sentimentos tão importantes?

Por medo?
Por receio de parecermos ridículos aos olhos alheios?
Talvez.
Talvez estejamos tão presos a coisas que não mais nos servem,
E acabamos nos agarrando a tudo o que nos mina as raízes, sem que percebamos...

Medo...
Impede-nos de buscarmos a felicidade que muitas vezes não está tão longe...
Bastamos olhar para o lado e ali está …
Distraímo-nos, talvez...
E nessa distração não percebemos que ela, a felicidade, é tão curta e satisfatória.
Ah! Felicidade cobiçada...
Muitas vezes queremos ver com os olhos do rosto
E esquecemos de abrir os olhos da alma!

Ah! Os olhos da alma...
Tão importantes quando em se tratando do amor... do bem-querer...
Mas muitas vezes nos esquecemos de filtrar o que olhamos,
Para que saibamos escolher o que melhor nos deixa...
Um deixar alegre... doce... suave!
Um querer mais que bem-querer.
Que um mal me quer, um bem me quer.

Um misto de sensações belas e que nos preenchem os pulmões, os alvéolos
Com a mais pura combinação de oxigênio e ternura... afeto.
Uma miscelânea toda boa de ser sentida,
Que nos preenche a vida
Para que sigamos saltitantes, como criança
Quando ganha o tão bem quisto pirulito do “Chaves”
Todo multicolorido,
Um prazer aos olhos!...

Ah! Se pudéssemos enxergar o mundo
Através das multifaces do amor...
Sabiamente, seríamos mais capazes,mais audazes
Mais permissíveis a ousadias... a devaneios...

Devaneios, utopias...
Encantamentos, amores...
Sorrisos e doçuras
Sempre tão possíveis.
Sempre tão à espera de nossa coragem!

Uma coragem que nos falta, ora essa!
Quando buscamos no silêncio
As respostas para nossos medos todos
Medos tortos,
E acabamos encontrando apenas um pequenino espelho
Guardado debaixo do travesseiro
Tão escondido... quebrado
Mas quase sempre visível
Das rugas e cicatrizes
Das quais buscamos nos esconder.

Somos nós mesmos
Com medos dos nossos próprios olhos!
Com medo de nossa própria alma!
Com medo de nós mesmos!

Que um dia consigamos nos libertar
E, mesmo em meio à densa névoa,
Saltitemo-nos de calçada em calçada,
De poça em poça,
Para que sintamos nos pés
A delícia de sermos pueris...
Mesmo que para isso
Sujemos nossos pés de lama
E tenhamos que ficar horas e horas
A esfregar os sapatos novos e branquinhos
Ganhos por nós mesmos
Como presente
Pela boa conduta, pelo bom comportamento
Diante dos olhos alheios
Diante dessa tal liberdade que nos chama
E nos seduz, todas as manhãs...

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Dizem




Dizem que sou alma.
E talvez estejam certos.
Talvez minh’alma seja sim
O reflexo de pequeninas fagulhas de felicidade.
Ora envoltas por doce chocolate,
Derretido na boca.
Noutras, cobertas por açúcar cristal
A nos adoçar não só a pele, o sangue.
Mas, cada momento de ternura.
Ternura necessária para que consigamos respirar,
Mesmo por entre densas nuvens de fumaça turva e acinzentada.
Talvez seja eu alma.
Carrego no peito cada segundo, de cada lembrança,
De cada vida encarnada.
Por vezes, lembro-me de míseros detalhes.
Coisa pequenina a me preencher a solidão.
Por vezes, busco as respostas
Para cada incógnita dentro de mim.
E, talvez, por não encontrá-las,
Jogo-as ao vento.
Jogo-as com tamanha força e violência
Que quase as posso sentir gemer.
Um gemido sôfrego, solitário.
Quisera eu realmente as possuir entre meus dedos, meus lábios.
Minhas doces ou amargas lembranças.
Saberia ser luz, a todo instante.
Saberia decifrar os pensamentos alheios
Ao meu favor, ou ao meu desdém.
Saberia explicar.
Saberia contar com detalhes.
Saberia cantarolar canções de felicitar
A quem quer que as ouçam.
Saberia expor com purpurina
As receitas de felicidade.
Dizem que sou alma.
E talvez estejam certos.
Uma alma velha.
Atormentada docemente por quem quer que queira comigo
Caminhar, cantarolar e adocicar as dores do mundo,
Enquanto me for permitido fazê-lo.

Mistura Perfeita




Digo ao mundo todo o amor que carrego em minhas veias.
Digo, não.
Grito.
Grito em alto e bom som.
Grito aos quatro cantos a necessidade que possuo de amar.
De ter o amor como essência.
Como perfume dos poros.
Como célula mantenedora da subsistência.
Amo com cada pequenino pedaço de pele.
Com cada cheiro, paladar.
Amo.
E amo porque carrego na alma
A doçura de um amor correspondido, retribuído.
Amado na mesma intensidade.
Um amor tão doce quanto carolina de padaria,
Toda coberta com chocolate.
O doce sabor do cacau derretido
E sorvido no calor dos lábios
Torna-nos seres abençoados,
Seja pelo mais alto dos deuses
Seja pelo mais pecaminoso e sedutor dos demônios do mundo.
Demônios que nos rondam,
Atormentando não só a mente,
Mas nos ouriçando os pelos,
Arrepiando a pele com tamanha ferocidade
Que acabamos tão extasiados
Quanto depois de um gozo
Fenomenalmente bem sentido.
Ah! Os anjos e demônios que nos querem confundir...
Ah! O amor na sua mais doce forma e sentimento...
Mistura perfeita para que consigamos nos doar
Sem que precisemos de nada em troca.
A troca é mera conseqüência.
Mera coincidência de planos e desejos.
Sejam eles feitos no astral,
Dentro d sonhos deliciosos.
Sejam eles construídos debaixo do chuveiro, do edredom...
Sonhos, amores, encantamentos...
Os mais variados ingredientes do viver mais bem quisto,
Mais desejado.
Mais adocicado...
Um viver que me rodeia os pensamentos.
Única e simplesmente por acreditar
Cegamente na doce palavra mágica
Capaz de mudar o mundo...
Hoje, amanhã e sempre!