um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

domingo, 21 de setembro de 2014

Sensorial



Pode ser que talvez nunca sintamos ao vivo o desejo.
Mas, ele está na pele.
Ele perturba o sono, acende o querer.
Instiga um telefonema.
E solitária, uma satisfação imediata.
Às vezes, debaixo do chuveiro.
Noutras, na cama quentinha, debaixo do cobertor.
Os olhos se fecham...
À medida que imagino suas mãos.
E quase posso senti-las me tocando.
Busca cada centímetro meu insaciavelmente.
Puxa para si meu colo e o beija, carinhosamente.
Quer aprender o caminho dos pecaminosos montes.
E a pecar sem culpa.
Escorrega pelo quadril, com pressa de um inexperiente.
Coisa de quem nunca vivenciara o sexo antes.
Ansiedade em possuir.
Posse desvaída, sentida na explosão do gozo.
Em noites de frio, de olhos fechados.
Na hora do almoço, às escondidas.
Sem precisão de querer estar junto.
Estando em alma e arrepios.
Arrepia-me os pelos, a pele.
E foge feito gato selvagem.
Talvez isso só atice mais...
Talvez me enlouqueça também!
Está no desejo, na excitação.
Longe dos dedos...
Mas altamente próximos no pensar e sentir.
Sinto-te à frente.
Sente-me sobre você.
Num calor absoluto, absurdo...
Que deixa também fervilhar o cérebro.
Perde as vergonhas.
Põe-me na melhor posição.
Busca a visão mais excitante.
E esquece os minutos mais.
É assim que sentimos um ao outro.
Sem toque, mas com todos os toques do mundo!
Sem palavras, porque não é necessário falar.
A energia é maior.
O desejo de posse também.
Quero possui-lo.
Da mesma maneira em que explode seu querer às quatro da manhã.
Sem qualquer testemunha.
Realiza seu show e é a mim a que o dedica!
Adoro qualquer dedicatória sua!
Sei que ela vem carimbada e assinada exclusivamente a mim!
Subo no palco dos prazeres
E recito a você meu poema mais audacioso.
Fi-lo pensando na insanidade que é tal querer!
E, ao lê-lo, traduz todo o querer desejado...
Perfeito, descreve o que vai poro a poro.
Às vezes, com mais intensidade.
Noutras, com um carinho maior.
Mas, sempre a sua disposição.
Disponho-me a buscar sua voz, sua claridade.
E ponho-me pronta, mesmo em pensamento.
Um tormento maior...
E quero você agora!
Doce querer apimentado esse!...
Chocolate com pimenta.
Um dedo de moça
Da moça mais inconstante.
É instante de saudação.
E reverencio cada centímetro seu!
Posso me perder em meio a eles...
Basta que se disponha a fechar os olhos
E sentir minhas mãos, lábios e pele
Executando um delicioso trabalho de excitação sensorial....
Feche seus olhos.
Talvez eu me materialize à sua frente!...




Sufoco



Em noites mal dormidas,
Sinto muito mais sua ausência!
Há falta do sorriso, do beijo, do carinho.
Quero devorar você!
Quero devorar sua saudade!
Quero trazer para perto o perfume amadeirado.
Olfatar seu desejo em possuir-me!
E possui-lo lentamente...
Ao clarear suave de uma meia-luz.
Ao tic-tac dos ponteiros do relógio.
Quero subir à cama
E deixar-lhe adentrar-me!
Audaciosamente.
Cm gosto de destilado à língua.
Com aroma de “fique mais um pouco...”.
Há dias em que a saudade é enorme.
E o desejo de seu sorriso alvo maior ainda.
Devorar-lhe-ia, caso fosse meu agora.
Porém, devorarei algo adocicado.
Na esperança de saborear seu gosto.
Talvez eu o sinta tão meu, no bombom que levo à boca.
Talvez só aguce meu anseio em ter-lhe em meus lençóis, derretido...
Não há como pressupor.
Não há como pôr em prática.
A quilometragem é empecilho.
A malandragem, minha fiel companheira.
Na banheira, canto um blues, uma MPB.
E você, onde andará?
A ansiedade não me permite pensar.
Quero sensações!
Quero lençóis bagunçados...
Quero a certeza de um “alô!”...
E a surpresa de um sorriso espontâneo.
Coisa boba, coisa boa.
Coisa gostosa de curtir em noites de frio nas orelhas.
Mas, não há nada que o substitua.
Que atribua créditos a outra pessoa.
Não há substituição.
Não há alucinação maior do que a sua presença.
Ilusório querer perfumado.
Abstrato e bucólico.
Um alcoólico buscar de saciedade.
Uma vontade tamanha.
Que sufoca qualquer outro querer.
Uma loucura perdoável.
Porque traz o amor nela contido.
Espero que venha logo.
Ou tão já morrerei à sua espera.
Sou imediatista e cheia de  ansiedade.
E posso me deixar sufocar,
Caso não apareça à soleira da minha porta...

sábado, 6 de setembro de 2014

Ninfeta



Ela tem experiência.
Eu, o sabor do desejo na pele.
Ela, a maturidade dos anos vividos.
Eu, a firmeza de uma carne nova.
E os sonhos ainda passíveis de realização.
E você é um deles.
Talvez o que mais me tome tempo, agora.
Um tomar de tempo com gosto.
Com sabor de chocolate branco no meio da língua.
Com língua no meio do querer.
Com querer um pouco mais.
Sou sua ninfeta número um.
A boneca de porcelana regada a leite em pó, da mais alta qualidade.
Chupo as melhores uvas.
E também a você, meu garanhão!
Sabe cavalgar em meu corpo como um puro sangue inglês...
E eu retribuo, deixando com que me ponha às rédeas.
Com esporas ou sem, fico quietinha.
À espera das suas realizações.
E satisfaço uma a uma.
Sem pressa.
Com espuma de banho sobre a vulva.
Com pétalas de rosas sobre a cama.
Ponho a mais bela lingerie.
E deixo com que tire cada peça com os dentes.
Deito de bruços no lençol de cetim
E me toma, feito virgem.
Ora virgem, ora de programa.
Sou o seu programa preferido.
Suga minhas entranhas, insanamente.
E parece não se saciar!
Busca incansavelmente meu perfume,
Porque sabe que estou à disposição.
E estarei sempre!
Satisfazê-lo é meu capricho.
Atormentá-lo, meu maior prazer!
Sei cada zona erógena, cada ponto afrodisíaco.
De cor e salteado.
Com venda nos olhos e mãos amarradas...
Ainda assim faço-lhe perder o juízo!
Perde-o e não mais encontra!
Para que juízo em se tratando do desejo à flor da pele?
Sou sua ninfeta.
E você, minha mais saborosa sobremesa.
Adoro petiscá-lo, aos poucos.
Adoro sentir na boca o sabor que me causa.
Adoro, e é muito bom!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Loba



Escorre pelos seios,
Salivando sua presa.
Fazia tempo que não me visitava!
Veio caçador e fiz-me caça.
Mas, confesso não me opor.
Gosto da sua respiração ofegante e quente em minha pele.
E ofego também a minha,
Conforme me põe ao seu deleite.
De leite nas curvas, branquinha...
Perco a pouca compostura que me resta.
O contraste físico é notório.
Tateável a qualquer pessoa.
Distintos e instintivos,
Somos capazes de penetrar no outro sem um toque.
Despe-me com os olhos.
Lambe minhas qualidades.
Põe meus defeitos em vasos coloridos.
Atiça a vontade de ficar de pernas ao ar.
E faz comigo o que bem entende.
Submissa ou dominadora,
Ora sou sua presa, ora não.
Percorro seus centímetros.
E espero que percorra os meus.
Mas, não é sempre que lhe tenho.
Divido você com ela.
O prazer da experiência
Disputado com a satisfação da novidade.
Busca a mim, toda loba, experiente.
E a ela, sua ninfeta dos prazeres.
Beija a mim, e ela nem liga.
Beija-a, e eu morro de ciúmes.
Diz-se ser das duas.
E eu, por gostar-lhe, aceito tal condição.
Porém, percorre em meus vasos sanguíneos a raiva.
Sempre fora só meu!
Até ela aparecer em sua porta, toda menina.
E, encantado, logo a seduziu.
Boba quase nada, ela retribuiu.
E enfeitiçou seu desejo.
Preciso reordenar seus pensamentos.
Fazer com que busque a mim, e tão somente a mim.
Como sempre fora.
Como sempre gostara.
Meu, sem disputas...
Nem meretrizes de pouca idade.
Toda sua, completamente meu!
Não há como negar o desejo.
Está ligado à pele.
E ela, colada a você.
Quando dá...
Quando você vem, aparece.
Precisa visitar-me mais vezes.
Ou enlouquecerei, sabendo que é com ela
Com quem cavalga as suas melhores trilhas.

Que é nela em que penetra seu melhor sêmen...