um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

sábado, 4 de maio de 2013

Solidão




É tanta solidão
Para uma alma só,
Que tem dias que
Canso-me de me olhar no espelho.
Ando tentando me encontrar.
Descobrir qual o meu maior motivo.
Qual o caminho menos complexo
E mais delicado, ante tanta soberba humana.
Mas, por mais que me arrisque...
Por mais que petisque, belisque,
Há momentos onde ela, a voz assombrosa,
Daquela consciência quase adormecida n’alma
Resolve fazer-me companhia.
Tão ela e somente ela.
Senta ao meu lado
Como se fôssemos velhas amigas de infância.
Como se já tivéssemos ralado muitos joelhos juntas.
Puxa a cadeira sem cerimônia.
Pede um drink para embriagar.
E fica ali, me sorrindo por horas a fio.
Isso me perturba.
Principalmente em suas visitas noturnas,
Onde o vento sopra gelado debaixo da coberta.
Onde a voz ecoa mais sonoramente
Apaixonada pelos seres nada luminosos.
Perturba-me de tal maneira
Que quase enlouqueço.
Babando em meio à fronha antiga.
E por falar em antiguidade,
Posso dizer que já conheço muito mais
Do que eu supunha conhecer,
Nessa minha humilde ignorância.
Não posso me considerar nada além de mim.
Nada além de aspirante a ser evoluído,
Na grande escala de evolução.
Aspiro um pequenino espaço que seja
Que faça de mim capaz de volitar.
Volito em meus pensares.
Mas nada se compara
Com a infinda sensação de alçar voo.
Um voo com asas bem abertas
E aquela brisa semigelada batendo nas faces.
Avermelhando-as mais do que já são.
Posso tentar ser melhor.
Mas, há muito ainda a ser feito.
É preciso, pois, deixar a solidão um pouco sozinha.
Erguer a cabeça.
Sem medo daquela gargalhada assustadora
Sussurrada nos ouvidos, em noites mal dormidas.
Porém, antes de tudo,
Antes do voo arquitetado,
É preciso algo maior.
A coragem de ver-se tão só
Como agora estou
Sem sentir aquela lágrima se formando
No canto esquerdo dos olhos,
Querendo todo o colo do mundo.
E isso...
Eu acho que ainda não seu fazer sozinha.
Ainda não.

2 comentários:

  1. O quanto conheco a profundeza dessas palavras vindas de vc minha amiga....solidao que se contempla em amor na maioria das vezes,solidao amiga,mas tambem a solidao inimiga,que fere e chega sem se apresentar!!!
    Meire Morales

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    1. Você bem sabe dessa minha solidão... Obrigada por tudo!!!

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