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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo escrever... Sou alguém que coloca o coração em tudo o que faz... Que dá o seu melhor... E que ama traduzir sentimentos!

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Holandesa & Touro Forte: Ovos e Leite Condensado!




Dia chuvoso. Bom para uma aventura. No ar condicionado, suando em bicas.

Cheguei de viagem tem dois dias. E ela já está com aquela cara de pouca conversa. Como sempre! Isso me cansa.

Desde que eu aprendi a vê-la com olhos de homem, deixei de prestar atenção aos detalhes rodados da relação.

Chego em casa e quero relaxar. E me aliviar também. Cobro minha meia hora diária de prazer. E o restante, busco fora de casa.

Como hoje. Num encontro de escritório. Com uma morena de parar o trânsito.

Enfiada num terninho de saia e blazer. Cinza chumbo. Um sapato de salto alto e bico fino. Uma meia calça e um brinco de penduricalhos. Bem perua chique.

Meia-idade. Uns quarenta e pouco. Cabelos crespos presos num coque alto bagunçado. Olhar negro feito a noite. Sombria feito gata de rua. Disfarçada de executiva.

Reunião de última hora. Na hora do almoço. Eu, faminto. Vontade de comer algo diferente do trivial. E hoje sinto que vou me escaldar!

Chega às onze e meia. Pontualmente. Senta, cruza as pernas e estende a mão. Eu levanto, olho e fiscalizo. Como homem educado, cumprimento. Com olhar de análise sintática. Falo um pouco sobre o assunto agendado. Combino estratégias. Suponho táticas.

Mas, estou com muita fome. Quero comer. Então proponho um almoço no meu restaurante favorito. E ela aceita. Vamos no meu carro. Para facilitar o trajeto. Seu carro permanece no estacionamento.

Entramos no meu carro. Ajeito o retrovisor. Borrifo própolis na garganta. E coloco o cinto. Ela senta ao lado. Afivela o cinto e coloca a bolsa no colo.

Dou aquela respirada. O perfume está em dia. Gostoso de sentir. Algo doce, mas marcante. Sem ser enjoativo.

Ela percebe. E parece gostar, esboçando um sorriso de canto de boca. E que boca! Carnuda! Num batom vermelho pimenta. Cremoso. Como se tivesse sangue em seus lábios.

Dei partida, girando a chave. E outra chave girou dentro de mim. E se eu parasse em frente ao motel mais luxuoso da região, só para ver sua reação?

Confesso que estava com fome. Mas,poderia saciá-la de outra forma. Comendo outra coisa que não fosse um salmão com ervas finas e azeite.

O caminho era rápido. E em doze minutos eu passei pelo letreiro escrito Hórus Motel: onde seu prazer tem encontro marcado conosco!

Olhei para ela. E não disse nada além de um: que tal? E foi ali que tudo começou... Ela estava com um fio dental uva. Quase desaparecendo em meio às bandas... Aquilo foi a deixa.

Um sutiã só com aro e renda. Sem bojo. Apenas uma rendinha fininha cobrindo seus peitos. E uma aréola saliente. Pontuda. Sortuda em minhas mãos.

Ordenhei. Enchia as mãos e a boca. Com certeza, era uma das melhores holandesas que já provara.

Eu, touro de fazenda... Logo quis montar naquilo tudo. E como montei! Sem dó do peso. Sem me preocupar com nada além da monta.

Montei bonito. E mostrei o porquê gosto de ares agrícolas, vez ou outra. Não podia perder a chance de ter mais uma das melhores holandesas em meu rebanho.

Num banho de leite, de esperma, de cores. Com pelos e peles à mostra. Gastando quarenta e cinco minutos do almoço. Numa rápida passagem pelo Hórus.

Monta, cerveja, balinha de menta. Pimenta e leitinho quentinho. Mamadeira cheia daquele sabor picante de prazer. Boca na boca. Pele na pele. Penetrando na cavidade peluda. Boazuda. Bocuda!

Era tão grande cada detalhe... Que dava tá saborear com a boca cheia... E pedir mais!

Capaz que eu ainda ficasse mais um tempo ali. Só que estava na hora de comer algo mais gastronômico. A sobremesa eu já havia devorado com colher de sopa!

Roupa colocada. Reunião no segundo tempo. Bem mais produtiva. Bem mais saborosa. Depois do almoço. Da comida. Da sobremesa. O pudim batido com ovos e leite condensado estava delicioso!

Talvez eu prove mais um pouco, depois do expediente. No Hórus. Ou no Haras, com uma potranca de respeito! Tem base, não!


domingo, 17 de maio de 2026

Chiclete Mascado & Suborno: Lençol Perfumado!

 



Tudo começou a mudar com ela olhando para ele e para mim. Lembro da carinha dela, satisfeita! Foi feita sua vontade!... E eu despertei minha vontade de nadar fora do aquário.

Como bom aquariano, percebi que as paredes grossas de vidro precisavam serem quebradas. Era preciso expandir as experiências...

E foi o que fiz! Fiz com maestria. Como bom homem. Como bom puto. Sem vergonha na cara. Com proteção de látex. Somente essa! 

Perfume na pele. Cabelo alinhado. Penteado com gel. Cheiroso como tem que ser. Saliente, como nunca fui!

Sempre fui o melhor marido! O bom filho. O exemplar profissional. E nada deu tão certo quanto a piração que eu me propus...

Pus de lado a exímia educação. Cheguei com olhar de lince. Analisando a caça da noite.

O local? Uma festa no subúrbio da cidade vizinha. E eu, com calça azul marinho de linho, camisa preta de botão e sapato social. Um cinto preto de couro. Um relógio o pulso. A aliança no dedo. E a corrente de ouro no pescoço. Presente de mãe, ainda na adolescência. 

Os óculos de grau no rosto fazem o charme a mais. Além da pinta no lado esquerdo da bochecha. Pele limpa e cheirosa. E olhar preparado para sair fora da ordem de sempre!

Um drink. Um whisky com gelo. Uma banqueta alta junto ao balcão. Um garçom barato. Facilmente negociável... E várias mulheres interessantes!

Mas, uma em especial me chamou mais a atenção: de vestido rodado azul marinho. Com alças finas e o sutiã preto.  Num salto. Cabelos batendo nas costas. Voando feito pássaro ao vento! Assim não aguento! Quero provar esses lábios! 

Suborno o garçom com algumas notas de dinheiro... E em cinco minutos, é ofertado a ela uma bebida. Algo mais adocicado, para refinar o paladar da Dona.

Junto com a taça, um convite. Dois dedos de prosa. Junto ao balcão, primeiramente. E depois, sabe Deus onde!

E a curiosidade em ver um homem atraindo para si o interesse nela, fez com quem viesse.

Mascando um chiclete com sabor de melancia. Parecia ter no máximo uns vinte e cinco. Uma ninfeta, cheia de vontade de ganhar algo. E eu, um lobo querência uma caça para comer!

Faminto... Olhei de cabo a rabo. Aquela conferência nada discreta. Apresentei -me e fui direto ao ponto: disse a que vim até ali,e o que queria fazer! Na cara de pau! Com a calça já apertando o menino!

Fui direto. E ela nem pestanejou em recusar. Disse que a recompensaria muito bem, ao término. O que aguçou mais ainda sua rapidez.

Em dez minutos ela já havia me posto em seu quarto. Simples, na periferia. Porém, impecavelmente limpo. E mais rápido ainda já foi desabotoar meu cinto, caindo de boca na cabeça dele. 

Lambeu como se estivesse devorando doce de leite cremoso de colher! Sugando cada pulsação que ele dava!

Aquilo foi me deixando solto. E eu solto, sou cruel! Não meço forças para me satisfazer!

Peguei seus cabelos e enrolei num coque alto. Puxei. Segurei firme. E apenas ordenei que engolisse. Tudo!

Movimentei como se estivesse embaixo. É só fui! Até ouvir um engasgo maior e uma respirada mais funda.

Confesso que ela aguentou bem os vários centímetros! Mas, eu não estava satisfeito! Não ainda! Queria fazer valer a pena a noite! A cama...

Joguei contra a cama. De bruços. De quatro, onde apenas o tronco ficou apoiado. E fui! Sem dó! Abrindo o caminho com ele. 

Segurei sua cintura com uma mão. E a boca com a outra. Equilíbrio perfeito com o meu corpo em cima do seu. Pude ver as montanhas douradas de Sol. Areia clara e um monte quente, quase pelando.

Pelada, apenas com o sutiã preto. Mais nada. E um gemido mais potente, a cada ida e vinda minha. 

E como fui!!! O máximo que eu quis, naquela posição. Naquele orifício. Contudo, ainda não estava satisfeito. Queria mais! E fiz! Virei seu corpo ao contrário, peguei suas coxas e empurrei seu corpo contra a parede, erguendo-a. Encaixei suas mãos em meus ombros. E disse para que sentisse. 

E, ali, em meus braços, a fiz cavalgar. Sincronizando os movimentos. Colocando cada vez mais ao fundo. Suando e sugando seus mamilos, enquanto beijava sua boca carnuda. 

Porém, não era a hora de explodir ainda. Eu queria mais! E então eu a abri. Toda. Alternando entre as portas. Da frente, numa visita mais elaborada. E dos fundos, numa visita de médico público. Com a rapidez e a grosseria de um médico que já estava de plantã há doze horas. 

Alternei entre a medicina particular e a pública. Dando atenção exacerbada. E passando a receita sem olhar o paciente. 

Entretanto, eu a mediquei. Duplamente. Com o xarope via oral. E intra muscular. Num músculo altamente febril. 

A ninfeta provou o tiozão! Sem jaleco branco. Apenas no lençol branquinho e perfumado. Que ficou todo amassado e suado, com o atendimento peculiar.

Após, um beijo roubado e uns tostões de dinheiro vivo. Contudo, um detalhe: meu cartão de visita em meio às notas. 

Estratégico? Talvez. Descuido. Será? Vamos ver o que o destino reserva para esse que vos escreve!... Aguarde!



sexta-feira, 8 de maio de 2026

De Peixes...




Sonha comigo!

Minha intuição é meu guia.

Idealiza minha felicidade, 

Junto de você!

Meu mundinho particular é artigo de luxo!

Puxo você para perto.

Aperto contra o peito!

Gosto de energia!

Seja ela cósmica, elétrica ou sensorial!

Vem dançar ao som da minha cauda dourada...

Bailar nas profundas águas de mim!


De aquário...




Há quem diga que eu nado em águas rasas.

Há quem me julgue profundeza.

A certeza, é que observo.

Absorvo, quase nunca! 

Analiso se compensa o crime...

Para só depois eu gastar a bala do revólver!

Resolvo tudo analíticamente.

Não me apego, por protocolo.

Mas, se ultrapassar as barreiras do aquário,

Faço você nadar em minhas águas!


De capricórnio...




Sou Caprica,  não implica!

Se complicar, fecho o tempo.

Trabalho duro, guardo tudo.

Dinheiro, nomes e datas!

Sapateie ao meu lado...

E você fica para trás!

Capaz, que eu fique de bico.

Não há tempo para diálogo.

Sou urgente!

E há quem tente me parar...

Só de imaginar isso já deixei para depois!

Estou muito ocupado para tanto!



De escorpião...




Um Scorpions na playlist.

Um desejo exacerbado.

Feromônios à flor da pele.

Vingança, se ameaçado!

De lado, não me ponham!

Sou venenoso! 

Gostoso!

Sou de escorpião!

Quer provar?

Nem sempre meu veneno é mortal.

É só uma picada!

Faço você se obcecar!... 


quarta-feira, 6 de maio de 2026

Marsala & Diamante: O Diabo Veste Prada!




Refina meu paladar...

Meu olfato e tato, juntos!

Traz a nobreza da luxúria!

Como quem paga em Euros pelos mimos!...

Vem com caixinha de veludo preto.

Reluzindo o diamante ao centro.

Com Prada, Doce & Gabbana, Dior.

Engrandece os olhos...

Incendeia o coração!

Não há quem não queira!

É de praxe o aceite!

Deleite sem dúvidas.

Astúcias de super heróis...

Injeção de ânimo para o meio do dia!

Vem com fragrância amadeirada.

E pegada viril.

Vestimenta impecável...

E cueca branquinha!

Olhar penetrante.

Como quem caça a presa sem laçar!

Laça -me!

Envolve minha pele na sua.

Nua, crua e perfumada!

No algodão egípcio do lençol...

Feito Cleópatra da atualidade!

Maldade na cama grande!

Espande o falo.

E falo que lhe gosto!

Aposto um beijo...

Se me deixar ser perversa!

Gata perda branquinha!

Com rabo pomposo!

Gostoso de ver espreguiçando...

Com olhos de Hazel fixados.

Observando cada detalhe.

Feito lobo à espreita do pulo certeiro.

Na jugular. 

Para ferir mortalmente!

E hoje a recompensa é minha!

Com saliva escorrendo no canto do lábio.

Com batom vermelho sangue 

E lingerie em tom marsala...

Abala você tudo isso?

Conta no ouvido meu!!! 


segunda-feira, 4 de maio de 2026

Tatuagem & Pinta: Hidratação Pura!




Um encontro.

Um olhar.

Uma fragrância marcante.

Um dedilhar na nuca.

Que escorrega pelos braços.

Uma tatuagem à mostra.

Um aperto contra a parede.

Sede de aventura.

Procura quem satisfaça.

Disfarça pouco, quase nada.

Prefere ficar provocando.

Enquanto pode.

E quando não pode também!

Aquém de pureza...

Safadeza exala pelos poros.

E posso perceber a saliência, 

Mesmo por cima do tecido.

Comigo, perde a compostura.

Censura? Jamais!

Capaz que eu tenha que me controlar...

Porque o comportamento já não existe!

Insiste um pouco mais...

E, cinco minutos depois,

A roupa está ao chão.

Jogada no canto, embaixo da cadeira.

Usa-a como apoio.

E pede para que eu me sente.

E, quase que instantaneamente, sinto seus dedos me percorrerem...

Olha em meus olhos.

Apenas.

E ordena que faça o que tem que ser feito!

Do jeito mais perverso!

Um olhar.

Uma pinta.

Bem ao centro.

A loucura é tamanha.

O querer é envolvente.

E envolvido pela secreção agridoce.

Que hidrata. 

Que lambuza.

Que enlouquece!

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Cereja & Leite Condensado: Pecado de Quinta!




Pega.

Apalpa

Saliva.

Esfrega.

Chega.

Senta.

Olha.

Bebe.

Engole.

Degusta.

Repete tudo!

Delicinha sabor cereja...

Com leite condensado! 

Pecado de quinta!...


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Sabores & Sensações: Prazeres Inenarráveis!




Manhã bonita.

Céu da cor dos meus olhos, azuis.

Perfume de rosas vermelhas.

Uma brisa boa na janela, da sacada.

Décimo segundo andar.

E eu observo lá embaixo a vida acelerada.

Aqui, uma camisa de algodão e abotoaduras  de madre pérola.

Um colar de ouro tipo gargantilha.

Com pingente de árvore da vida.

E uma vida bastante agitada.

Cheia de  mimos, mensagens e esperas.

Um trabalho formal.

E uma renda extra, madrugada adentro.

Gosto de variar o cardápio, às vezes.

Indo de uma saladinha com limão e sal 

A um banquete com morangos e chantilly.

Regados a um bom espumante francês.

Uma balinha de doce de leite no canto da boca.

É um sabor agridoce para complementar o paladar.

Achar que eu vou te devorar?

Talvez.

Tudo depende da minha insanidade.

Posso ser boa moça ou perversa ao extremo.

O que denota a escolha é a intensidade.

Sou intensa.

Cheia de manias bobas e coragens absurdas.

Sou do fazer, do querer e do agora!

Chora quem pode.

Obedece quem me satisfaz!

Capaz mesmo que seja um ou outro 

A cruzar a linha de chegada 

No quesito satisfação!

Paixão? Não tenho!

Não cultivo sentimentos por ninguém, além do Boris.

Meu felino siamês de olhos também azuis.

Mia ele, mio eu. 

Um ronronar de gata no cio, manhosa.

Uma ferocidade que se transforma ao apagar das luzes da sala.

Gosto de estimular minha criatividade e imaginação.

E, por vezes, o beiral da sacada se faz testemunha 

Da estripulia da nudez.

Ou semi despir do corpo.

Deixando à mostra parte do que eu ofereço.

Sou das vontades.

Das maldades.

Das notas postas sobre a mesinha de centro,

Antes do bater da porta.

Não me despeço.

Odeio despedidas.

Sussurro um breve balbucio, instigando o retorno.

O cartão de visitas tem algo que convida por si só. 

Dentes vampirescos. 

E uma boca com batom vermelho.

O telefone e duas gotas do meu perfume favorito.

Acredito ser o suficiente.

Há cliente toda noite.

Porque durante o dia,

O caos da vida adulta impede o prazer.

Fazer o quê, não é mesmo?

Nem tudo acaba sendo como deveria.

Só queria que fosse!

Afinal, quem não gosta de saborear o bom da vida?

Sabores e sensações: prazeres inenarráveis!



Showzinho Particular




Calor do meio-dia.

Suor que escorre pela espinha dorsal.

O cheiro do perfume inebriando as narinas.

O gemido cada vez mais alto.

As paredes são testemunhas.

Hipnose. 

Provocação.

No chão, na cama, no sofá erótico.

O reflexo no espelho do teto e da parede,

Só refletem o que pode ter sido um dos melhores.

Momento. 

Money.

Misticismo.

Mistério.

Malvadeza.

Certeza? Nenhuma!

Só os olhos comendo a presa.

Amarril, algemas ou máscara de face.

Todas as facetas.

Arestas.

Argolas.

Ampolas.

Balas coloridas.

Um copo de água com gás.

Levemebte  saborizada com gostinho de limão.

Porque a acidez do meu PH deve ser sentida

Na pontinha da língua.

Uma dancinha.

Um rebolado bem dado.

Um showzinho particular...

Topa?

Vem enlouquecer comigo!


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Vestido de Flores




Um vestido.

Um momento.

Asas de anjo.

Olhar de demônio.

Perfume nos cabelos.

E no colo.

Nu.

As flores em meio a negritude estão ao chão.

No assoalho de madeira.

Na cadeira de frente à janela envidraçada.

Livre como pássaro de fogo.

Ardendo feito Fênix

Em meio as próprias chamas.

Chama, sussurra, devora.

Aflorando o desejo.

Demorando um tempo.

Perdendo a noção.

Emoção, paixão, perturbação!

É assim que se faz o prazer.

É assim que se fazem memórias.

É assim que o vestido dança.

No corpo, no vento, no querer...

E quem não quer um momento assim?...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Conversa de Escritor: Diário da Madrugada




Senta aqui. Observa. São três da manhã e o sono ainda não veio. Os remédios já não fazem mais efeito. São como bala de goma colorida...

Dezenove por doze. O medidor mostra hipertensão severa. Sem sintomas. Apenas olhos arregalados e um pouco de fadiga. Nada mais. Talvez pela insônia. 

A água já está quente. Há bolinhas na garrafa. Até bonito de observar. O sabor fica estranho. Mas, a gente bebe mesmo assim. 

Daqui a pouco o despertador toca. E o dia que era pra ter começado, sequer terminou de ontem. As mesmas sequências de fatos. Nada muda.

A rotina está no modo automático. Faz-se tudo igual. Porque a brisa é a mesma. Levemente fria. Por dentro. 

Os comprimidos são vários. Todos seguidos à risca. Para não haver reclamação de atrasos. O estômago já não grita mais seu pedido de socorro. Habituou-se a latejar. 

Assim como o restante do corpo. Dando sinais de que nem tudo caminha no ajuste. E, nem sempre é ouvido. 

Aos poucos o corpo demonstra precisar de algo. Uma dose maior de miligramas por causa dos efeitos não reagidos. É assim que funciona, todos os dias. 

O vento aumenta. A temperatura corporal desce. O frio se instala. Coisa pouca. Mas, no fundo, as extremidades estão pedindo um cobertor. 

No rádio, um canto gregoriano ecoa as notas mais melódicas. Sentidas a cada acorde, nas mais profundas raízes d’alma.  

Um torpor. Uma leve vertigem. Talvez pela oscilação arterial. Nada demais. A vida segue arrastando as horas. Em pouco tempo o Sol raia. 

Somente o Sol brilha. Como se a serração neblinasse qualquer outro brilho que não seja do astro-rei. Já é dia e ainda há muito pela frente.

Um leite. Um pedaço de pão com manteiga. Uma gelatina de cereja. E as roupas já estão postas sobre a cama, esperando suas rotinas diárias. 

O céu está azul, sem chuva. Sem ventos fortes. Está convidativo a um sorvete de casquinha, mais tarde. Talvez no findar do expediente. 

Por hora, um pouco de introspecção e reflexão sobre a vida. Assim, caminha a humanidade. Dia após dia, lutando contra o mundo, salvando o próprio pedaço de chão, construindo seus sonhos em meios aos escombros literários.

Conversa de escritor nem sempre se entende. Apenas, sente!  Simples assim...