Um encontro.
Um olhar.
Uma fragrância marcante.
Um dedilhar na nuca.
Que escorrega pelos braços.
Uma tatuagem à mostra.
Um aperto contra a parede.
Sede de aventura.
Procura quem satisfaça.
Disfarça pouco, quase nada.
Prefere ficar provocando.
Enquanto pode.
E quando não pode também!
Aquém de pureza...
Safadeza exala pelos poros.
E posso perceber a saliência,
Mesmo por cima do tecido.
Comigo, perde a compostura.
Censura? Jamais!
Capaz que eu tenha que me controlar...
Porque o comportamento já não existe!
Insiste um pouco mais...
E, cinco minutos depois,
A roupa está ao chão.
Jogada no canto, embaixo da cadeira.
Usa-a como apoio.
E pede para que eu me sente.
E, quase que instantaneamente, sinto seus dedos me percorrerem...
Olha em meus olhos.
Apenas.
E ordena que faça o que tem que ser feito!
Do jeito mais perverso!
Um olhar.
Uma pinta.
Bem ao centro.
A loucura é tamanha.
O querer é envolvente.
E envolvido pela secreção agridoce.
Que hidrata.
Que lambuza.
Que enlouquece!

