um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O tempo



Ando perdida no tempo. No meu tempo. Que é diferente do seu. Que é só meu!
Um tempo sem espera, porque já esperei demais a vida toda. E só no fim da vida vi ser inútil esperar por algo que não valia a pena.
Mas, esperei. E aprendi a ser sábia. A observar a vida e suas pequeninas transformações.
Transformei-me em gente grande, mesmo com pouco mais de um metro e cinquenta. Mesmo de estatura baixa, soube (e sei) ser gigante, como jamais vi outras pessoas serem!
Vim de terra simples, mas com uma educação exemplar. E hoje sou toda especial, ao meu modo.
Sou da felicidade sem companhia. Porque aprendi a sê-lo! Não preciso mais de ninguém para saltitar minhas alegrias!
Foi-se o tempo em que esperava em você a razão para jantar algo do meu agrado. Hoje, alimento-me do que quero, e quando quero.
O amor transformou-se em compaixão. Pelas infinitas dores que me causou.
Aprendi que amar vai muito além dp sexo, do beijo, da "bitoca" mal dada. Vai na alma, e isso você nunca soube me dar.
Contudo, dei-lhe meu coração pueril, quase inocente. Hoje, porém, tomei-o de volta, por ver que você não soube cuidar do meu bem mais precioso.
Guardo dentro de peito o amor e as dores. Misturadas umas às outras, para que eu não as deixem criar raízes mais profundas do que já são.
Vejo-lhe à minha espera. E eu, sinceramente, já não sei se quero voltar para tudo isso.
Talvez queira sentar no banco da praça, a degustar daquele sorvete azul dos tempos de menina, sem pressa em terminar o sabor, sem vergonha nenhuma em lambuzar os dedos e em pintar a língua.
Minha língua hoje ora. Pede a Deus por sua tranquila resiliência. Por um final de nós dois pacífico e menos doloroso. Porque doeu a vida toda.
Contudo, hoje não dói mais. É só parte da memória,. em momentos onde a cabeça e o corpo podem descansar, lá pelas três da manhã.
Fui sua. E você não me quis. Hoje sou minha. E eu me quero bem, todos os dias. Seja ao seu lado, quando me chama. Seja quando viajo para Nárnia.

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