um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

domingo, 2 de junho de 2013

Gata Branca



Chuva que bate fina, na vidraça...
Tarde sombria e chuvosa.
A ansiedade corroendo a alma.
Ansiedade em saber o futuro.
Em prever se amanhã ainda irá querer meus olhos.
Em saber se amanhã ainda estarei em teus elogios.
Há dias longe, apenas te observo.
Dia a dia.
Silenciosamente.
Perguntando-me o motivo de tanto silêncio,
De tanta distância.
Serei eu esse motivo?
Seriam minhas palavras as razões de sua falta?
Não sei.
Sinceramente, não sei.
Embora quisesse sabê-lo.
Avidamente, meu coração pede respostas.
Mas, ainda é cedo para qualquer comunicação.
Faltam menos de vinte e quatro horas.
As piores horas do meu dia.
As horas intermináveis,
Onde o telefone não vibra, com sua mensagem.
Onde o portão não se abre, e ronca o motor
Do possante que possui...
Meus pensamentos não se conectam.
Meu desejo em estudar já não me pertence.
Não consigo ser minha, em momento algum.
Sou resquício da ansiedade, da loucura.
Se pudesse, estaria ao lado seu.
Debaixo dessa chuva louca.
Estaria embaçando o vidro do carro, a hora que fosse.
Estaria elogiando seus olhos azuis.
Estaria despenteada, ao melhor estilo.
E estaria feliz.
Extremamente feliz.
Leve como gata, ao se espreguiçar, pela manhã.
Como gatinha branca e manhosa, de lacinho rosa no pescoço.
Ronronando para que não me esqueça nunca.
Mas, hoje a gata vai dormir solitária,
Na caixinha de veludo.
Vai tentar adormecer, em meio aos lençóis e pensamentos.
Ao turbilhão de sentimentos que torturam.
Até amanhã, talvez eu enfarte.
Ou tenha uma síncope nervosa.
Quanta ansiedade, Deus meu!
Será que esses lindos olhos azuis
E essa voz macia ainda falará ao meu ouvido?
O tempo dirá.
Mas garanto-lhe que serei a mais manhosa das gatas,
Caso ainda venha me fazer ronronar,
Depois da meia-noite.
Garanto-lhe!

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