um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Um dia desses... Hoje!



Já é quase noite.
No horizonte, os poucos ramos de sol
Não são capazes de esquentar a pele.
O frio começa a arrepiar.
E a saudade a dizer palavrões.
Não no sentido chulo.
Mas, no sentido de “acompridamento”.
As palavras surgem gigantes.
Com uma ferocidade tamanha,
Que quase me engolem.
E nem o achocolatado serve de companhia.
Aos poucos, o sol dá passagem à noite.
E a alma, solitária, engole o choro.
Um choro contido, sôfrego.
Por não saber se a delicadeza toda
É fruto de bondade extrema
Ou de idiotice em excesso.
Seriamente, há dias em que essa pergunta
Ecoa na mente como gato no telhado.
E como martela!
Então, o que resta é usar a caneta.
Pôr para fora as angústias
Como forma de descarregar a mente.
Talvez essa não seja a melhor maneira,
Mas certamente é a menos explosiva.
Já fui das impulsividades.
Hoje, sou do conter exacerbado.
Um conter que, por vezes, irrita.
Porém, talvez haja alguma vantagem no final.
Talvez haja alguma recompensa.
Por menor que seja.
Talvez ela venha um dia.
Não hoje, com o vendaval
Que desgrenha os cabelos,
Que bagunça as ideias.
No fundo, o melhor conselheiro para hoje
Seria o enorme travesseiro
E as inúmeras melodias da madrugada.
Nada, além disso.
Talvez um colo, também.
Para recostar as tristezas.
Para abrandaras injustiças.
Para acalantar as lágrimas
E deixar o soluço brotar na garganta.
Como criança quando tem dor na barriga.
Há dias em que tudo o que queremos
E realmente merecemos é a solidão.
Um copo de algo embriagante.
Ou um bom pedaço de bolo.
Com direito a cobertura de chantilly.
Para que percamos um pouco a dor.
Para que abrandemos o viver.
E para que vivamos, mesmo sem querer.
E talvez seja esse um desses dias.
Tenho quase certeza disso.

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