um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

domingo, 3 de junho de 2012

Há dias...





O tempo tem seus labirintos
E assim os usa para nossa loucura...
Nos insiste em lembrar
De momentos que queremos esquecer,
E nos faz esquecer
Das doces lembranças.

Há momentos em que a alma busca um colo enorme.
E hoje é um desses dias.
Ando em picos depressivos
E isso me torna impossível.

O pranto bate na garganta
E volta, rebelde, à boca do estômago...
Busca sair, vazar
Mas vai e volta,
Escorrendo, afogado, à noitinha
No travesseiro amigo.

Há dias em que qualquer palavra,
Se dita ao contrário,
Nos faz querer voltar para a cama.
Apagar as luzes.
Cobrir as orelhas.
Desligar o celular.
E esperar a tormenta ir embora.

Somos insanos.
Somos ao avesso.
Uma inversão tamanha
Que nos torna bobos, por vezes.

Somos crianças birrentas.
Adolescentes à beira de um ataque.
Adultos sem querermos sê-los!

Quantas responsabilidades nos rondam
E nem mesmo as queremos para nós...

Temos que nos comportar adequado
Mostrar uma felicidade que nem sempre nos acompanha.
Expor sorrisos brancos e falsificados,
Quando realmente queremos mostrar a sinceridade
De um meio sorriso amarelado pelas tormentas da vida.

Devemos ser imunes a setas e provocações.
Afinal, ligar nos pré-condena culpados,
Mesmo que não saibamos do que se trata.

Contudo, uma pergunta ecoa incessante por cada neurônio:
Qual a receita?
Como fazemos para estarmos felizes, a todo momento?

Há que diga
Que devemos viver em oração.
Não obstante, quanto mais vejo rezas
Menos creio no poder da cura.
Outros nos querem fazer crer
Que devemos “fazer o jogo”, “entrar na dança”.
Mas chega uma hora
Em que o jogar torna-se maçante
Algo que irrita e nos tira o prazer
Nos deixando cada vez mais loucos.

Uma loucura que expande-se
Em dias como hoje,
Onde o sol se esconde, tímido, atrás das nuvens.
E o vento sopra bravo
Como que não querendo responder
Qualquer pergunta que seja!

Há dias em que o melhor a ser feito
É puxar o cobertor
E fechar os olhos.
Em busca de sonhos
Que nos elevem, enquanto seres pensantes.
Que nos façam abrir um sorriso
Em meio a tantas lágrimas já derrubadas...

Talvez seja esse um dos ingredientes
Da tão sonhada paz de espírito...

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