um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

DIFERENÇA...




     Há quem diga que, nos dias de hoje, não se seguem mais os mesmos valores que há décadas atrás. Em certa parte, concordo. Não vejo mais os mesmos valores sendo usados com as mesmas finalidades que assim o faziam, nos tempos dos meus, dos seus avós.
   O mundo tomou rumos tão distintos e os valores foram se desencontrando, ano após ano. Aos poucos, pôde-se perceber nos olhares certas atitudes que não mais condiziam com o que houvera sido passado, ao longo da infância.
     Os jovens viram em seus géis de cabelo a força para gritar pela liberdade. Todavia esqueceram-se de mostrar a educação à qual foram criados. Esqueceram de mostrar que os laquês nada mais eram do que um adorno à cabeça, e não ao cérebro.
     O tempo foi passando, e as crianças tomaram formas mais esguias, porém menos inteligentes.
Os esforços repetitivos foram sendo instalados e, ao que se vê, cada vez menos o homem dispôs-se a aprender algo novo. E assim, o que se viu foi a criação de indivíduos austeros, e nada inteligentes.
     Quando digo ser inteligente, me refiro a ser digno da inteligência para a qual fora concebido, e não o ato de possuir ou não a inteligência cognitiva em si.
     Ser inteligente vai além. Vai aquém de todo e qualquer teorema, ou regra linguística. Ser inteligente segue a linha sábia que cada indivíduo possui. Não obstante, nem sempre essa linha sábia é tão sábia e tão linha, também. Permeia caminhos tortuosos e acaba tornando certos humanos menos inteligentes do que deveriam ser.
     E faltando inteligência sábia, outros quês tornam-se relevantes. Quês complexos, cheios de idas e vindas, de picos eufóricos e depressivos, com uma oscilação tão visível que quase é possível senti-la à distância.
     Oscilação à parte, rebeldia à flor da pele, cortesia nada presente. Aos poucos, o que se vê são homens que sabem manusear diferentes máquinas e mal sabem amarrar os sapatos! Homens que lutam pela liberdade, mas nem sabem se realmente estão presos a algo ou alguém. Homens que buscam o ser pleno, mas que não sabem o caminho exato rumo ao nirvana.
     Pessoas cada vez mais afim de gritar, mas com uma voz tão rouca que mal se ouve da esquina. Pessoas que buscam o calor, mas que não se preocupam em serem sóis, ao invés de icebergs. Pessoas que ainda necessitam aprender a engatinhar, para só depois bater no peito que é gente grande...
     Essa é a diferença!

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