um pouco mais sobre mim...

Minha foto
Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

domingo, 15 de junho de 2014

Na goela... A dúvida!



Pode ecoar ao mundo sua felicidade.
Mas, enquanto meu coração não sentir verdadeiramente sua afirmação,
Seu eco me soará todo falso.
Impossível ter esquecido os pequenos detalhes!
Impossível ter deixado o tempo levar meu olhar abrilhantado de sua memória.
Não creio nesse poder.
Nessa falta de memória e carinho.
Conheci um pouco de su’alma.
E jamais poderia acreditar nessa falta toda.
De uma simplicidade exacerbada,
Que talvez isso nos afastado.
Sempre fui diferente.
Sempre gostei do ar refinado da vida.
E você, não.
Um teto mal acabado e uns trocados lhe eram suficiente.
Diferente a mim.
Não me vejo luxuosa, veja bem!
Contudo, não é uma cabana mal construída que me encanta!
E talvez tenha sido isso a nos afastar.
Destinadamente.
Dizem que cada coisa tem seu quê de ajuste.
E, por mais que eu tenha quisto ajustá-lo à minha órbita,
Não foi bem isso que houvera.
Você foi simples demais para a ocasião.
Foi pequenino demais e sem embrulho.
Veio doce, quase ursinho.
E foi embora da mesma forma.
Com aquele brilho no olhar de paralisar.
E aquele sorriso enigmático na face.
Sempre fora assim.
E assim será.
Jamais chegarei até você.
Jamais ultrapassarei  sua barreira de energia.
Jamais penetrarei em seus pensamentos.
A distância que nos segue é enorme demais...
Quase intergaláctica!
Talvez seja melhor assim.
Talvez eu aprenda a lhe sentir menos, em dias de choro na goela.
Embora não creia no seu esquecimento todo.
O destino se incumbiu certeiro ao lhe tirar de mim.
Não sei se o agradeço.
Se lhe desejo felicidades.
Ou se sento naquela cadeira, no fundo do quintal,
E martelo o restinho das boas recordações que teimam em estar aqui, vez ou outra.
Um dia saberei a resposta.
E me porei a contemplá-la, por ter sido a mais acertada alternativa.
Ou não.
Quem sabe?
Eu não sei.
Você não me deixa saber...


Nenhum comentário:

Postar um comentário