um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

sábado, 3 de maio de 2014

Estações



Já perdi as contas das vezes
Onde tentei ser mais forte do que verdadeiramente sou.
Foram inúmeras.
E todas onde eu pensei desmoronar a qualquer momento.
Feito noticiário de tragédia climática.
Não sou clima ou tragédia.
Mas sou feito as estações do tempo.
Por vezes, me aqueço, quase derreto, numa felicidade sem fim.
Por outras, contenho meus anseios em troca de novas folhagens;
Resguardo-me em meu clima mais ameno.
Há dias em que floreio, solto minhas pétalas a quem vier me acarinhar.
E, como toda estação mais gélida, eu também me isolo;
Hibernando-se em mim mesma.
Tempo de reclusa.
Tempo de euforia.
Tempo de contemplação.
Tempo de contentamento.
A vida é assim.
Feita de estações.
De meses em meses a nos descobrir.
Numa dialética que dura bem mais que os doze meses do ano.
Bem mais que os anos da vida.
As estações marcam mudanças.
E as mudanças marcam fases.
Somos feitos de fases.
Umas doidas, todas cheias de nove-hora.
Outras totalmente zens, numa calmaria de estranhar.
Somos beijo e tapa na cara.
Cara lavada e sujeira debaixo do tapete.
Tapete felpudo ou rede estendida, na varanda.
Somos pôr-do-sol e aurora boreal.
Nascer do dia e eclipse solar.
Somos estrelas e lua cheia, no céu.
Trovões e raios em meio ao breu da madrugada.
Um mar de lágrimas, em dias de mar agitado.
Um lago cheio de cisnes e pequenas folhinhas boiando, em dias de paz no coração.
Somos estações do ano.
Somos anos que entram e que saem da jogada.
Jogada em equipe.
Ou jogo de você com você mesmo.
Somos donos de nós mesmos.
E também inquilinos da própria alma.
Temos os quereres mais absurdos.
E também os mais bem quistos.
Flutuamos em meio às nuvens do meio-dia.
E mergulhamos nas profundas cavernas que vamos construindo pelo caminho.
Recuamo-nos, refletindo.
Expandimo-nos, anunciando boa-nova.
E vamos tocando em frente.
Porque o tempo é implacável e não nos deixa voltar.
Por mais que queiramos.
Ou evoluímos, ou estacionamos.
O retrocesso é impossível para o corpo.
Já quanto à alma...
Ah! Essa viaja entre as dimensões.
À procura de algo que talvez lhe faça falta, ainda.

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