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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

domingo, 11 de maio de 2014

“Envelhessência”



     Em meio a tantas incógnitas humana da atualidade, talvez uma que mais me assole seja a “envelhessência” que as pessoas carregam dentro do peito.
     “Envelhessência”... Ou seja, o envelhecimento da essência humana. A falta de adubação quanto ao que faz a alma brotar suas melhores flores. A falta de manutenção quanto ao manejo, o cultivo, o tempo de espera pelas melhores épocas de plantio...
     As pessoas se esquecem de que a vida em sua essência é colheita. Deve-se saber semear cultura a cultura, ao seu tempo. Contudo, a aprendizagem também leva tempo. Como tudo o que fora posto em nossa homenagem. Somos partes de um todo e devemos cultivar boissimamente. Mas, como fazê-lo?
     Antes de qualquer outro quesito mais ou menos importante, é preciso ser humilde para perceber que a semeadura perfeita não é coisa de imediato; é necessária a troca de experiências benéficas e mal sucedidas para a construção de uma essência que valha a pena ter como exemplo.
     Feita a troca de aprendizagens, talvez a construção da essência humana seja mais fácil, não é mesmo?
Pois nem sempre é assim que acontece. Às vezes, a teimosia em ver a própria essência com olhos mais espichados do que verdadeiramente o deveriam, faz com que o processo de construção essencial torne-se mais complexo, um pouco.
     Então, tem gente que desiste, vira a casaca, larga de mão. E se empoleira na essência do outro como orquídea no tronco da árvore, sugando boa parte da seiva proteica de quem fica por baixo.
Mas, deveria ser o contrário. Ao invés de sugar, deveria oferecer parte de si, do que lhe sustenta as forças. Deveria compartilhar, ao invés de roubar descaradamente o que de melhor o outro possui.
Contudo, não é assim que é. Não é assim que a banda toca. Infelizmente, as pessoas preferem não se sustentar com as próprias forças; e definham o outro que lhe ampara só pelo prazer de ser parasita.
Eis que surge então o processo de “envelhessência”. De quem suga e de que é sugado. De quem oferta gratuita e solidariamente um pouco de si, e do que se aproveita do que é ofertado.
Há ofertas que são das melhores. Feitas sob os melhores cultivos e culturas. E há pragas também por toda a parte.
     Aos poucos, o que se vê são criaturas que definham, se se se apagam e seguem seus caminhos quase que sem aquele colorido do dia a dia. A vida perde a expectativa e o que ocorre é a tocada do barco pelo rumo das ondas. Onde der que dê.
     Infelizmente, é isso que se vê, nos dias de hoje. Pessoas que esquecem como buscarem a felicidade própria. E pessoas que não desejam a felicidade alheia. Pessoas que amam seu semelhante gratuita e verdadeiramente. E pessoas que preferem explicitar a falta de amor pelos que lhes cercam.
     E isso talvez só piore a carga energética da enorme esfera terrestre onde estamos de passagem. Passeamos por aqui, temporariamente. E deveríamos nos preocupar em melhor habitarmos esse nosso espaço. Deveríamos preparar melhoro solo, buscar as sementes geneticamente modificadas e a água mais límpida, a fim de regar o caminho... esperando bons frutos saídos do nosso próprio esforço. Frutos gerados da nossa própria energia do bem.
     Talvez assim a “envelhessência” humana da atualidade transformar-se-ía em florescência a enfeitar os jardins, a rejuvenescer as almas que tanto necessitam de um ponto de energia lumonosa a lhes tirarem o breu da cara...

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