um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

domingo, 17 de novembro de 2013

Saudade



Alguém avisa para a saudade
O quanto ela é cruel?!
O quanto ela faz doer o peito...
Alguém avisa, por favor!
Saudade tem nome e data cronológica.
Ou talvez nem tenha.
Talvez seja algo que doa, mas sem ter como explicar.
Então, a gente fecha os olhos
E pede para voltar no tempo.
Coisa impossível para nós humanos.
A gente sente tudo de novo.
Os abraços, os carinhos, as iluminações d’aura.
E sem que vejamos, a gente se ilumina de novo.
Delicadamente.
Gradativamente.
A gente vai se iluminando só de querer ter perto
Algo que já foi nosso.
Seja gente, seja momento.
E o coração se enche de alegria.
Saltita, saltita sem nem sair do lugar.
Saúda o dia, no raiar do sol.
Conta estrelas, no meio da noite.
Espera o luar brotar no céu.
Enche os pulmões com a brisa da manhã, o vendaval do fim de tarde.
E espera... Pacientemente.
Pela nova nostalgia.
Pelo breve momento de recordar.
De tentar captar no cosmos aquela parte que nos deixa saudosos.
A saudade é cruel, sim.
Malvada, por ser saudade.
Por ser só saudade, nada mais.
Mas, a malvadeza não é de toda tão crueldade.
Pois traz à alma aquele gostinho
De reviver a vida, pedaço a pedaço.
Um revival todo cheio de carinho.
Afinal só se suspira saudosamente por aquilo que foi bom.
E como recordar é viver,
Que vivamos nos realimentando
De pequenos fragmentos doces
De um viver quase perfumado.
Mas, avisem-na, por favor:
Saudade demais dói n’alma!

E crueldade demais é pecado!... 

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