um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

domingo, 10 de novembro de 2013

Convite



Convida-me a entrar.
A uma taça de vinho, um copo de refrigerante.
A deitar em sua cama.
Nua, ou não.
A ler seus pensamentos.
Afinal, nisso sou boa.
Além de outras coisas, por você desconhecidas.
Posso lhe mostrar as cores do arco-íris,
Numa simples troca de olhares.
Posso lhe levar aos Himalaias,
Apenas me abraçando.
Sou toda sentimentos.
Das palavras todas postas e sobrepostas.
Das subjetividades subliminares.
E posso dividir isso com você.
Basta que me convide a entrar.
A adentrar-me em seu mundo.
Algo peculiar, particularmente diferente.
Basta que aceite minhas manias, imperfeições.
Seria hipócrita se não as dissesse.
Além de hipócrita, superficial.
E lhe garanto que detesto superficialidades.
Sou das profundezas.
Com sol ou não iluminar a trajetória.
Sou ser profundo, misterioso, certas vezes.
Não todas, mas algumas.
O mistério é certa forma de pecado.
E o pecado é algo a se questionar.
Afinal, até onde vai o meu e o seu pecar?
Até que ponto é pecado, e não expressão interior?
Convide-me a um chá com biscoitos.
Coisas dos tempos das vovós fofinhas e encantadoras.
Aconchegue-me em suas ideias.
E me deixe fervilhá-las, no meio da noite chuvosa e relampejante.
Daquelas de despertar medo e instigância.
Faça com que minhas curiosidades sejam sanadas.
Pois sou das curiosidades peculiares, também.
Não todas, algumas em especial.
Abra a porta.
Deixe-me entrar.
Convide-me a sentar.
Ponha-me a imaginar.
Sou das imaginações, todas.
Sem exceção!
Convide-me.
Sem receio do que possa haver.
Do que esteja por vir.
O medo é dos covardes.
E duvido que esse seja seu melhor papel.
Abra-me.
Decifre-me.
Dissolva-me.
Convide-me, despretensiosamente.
E a pretensão eu acrescento...
Como quando dos torrões de açúcar,
A adocicar o refresco e a prosa.
Refresque-se.
Assopre-me.
Deguste-me.

Estou à espera do seu convite!...

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