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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Quando a gente cresce...



Quando a gente é criança,
Crê em contos, fábulas e duendes.
Então, a gente cresce,
E vê que os duendes não existem.
Que as fábulas são histórias da carochinha.
E os contos, nem sempre são de fadas.
A gente espera tanto,
E o tanto nem é tão grande assim!
É menor que a meninice
Dos tempos de ralado no joelho, das desavenças de criança.
É mais rápido que bala de goma colorida.
Um piscar de olhos...
E lá estamos nós a perder a crença.
A gente deixa de acreditar,
Por medo de quebrar a cara.
E gente esquece os sonhos,
Por crer ser esse o melhor caminho.
Mas, não.
Não deveria ser esse o final da história.
Afinal, o autor acaba o livro com final feliz.
E o “the end” é musicalizado ao som de alegria.
A gente cresce e fica grande.
Grande demais para sentar no chão com o filho.
Grande demais para jogar bola, videogame.
As bonecas, agora encaixotadas,
São apenas lembranças de um tempo bom.
Deveriam estar expostas, na prateleira.
Mas, empoeiram-se nas caixas de papelão velho.
Como nós.
Empoeirados pela mesquinhez da modernidade.
Julgamo-nos “moderninhos”
E bem chupamos mais o picolé da preferência.
Aquele que nos lembra do beijo da namorada.
Aquele com gostinho de aventura proibida.
Não nos preocupamos em comer o bolo da vovó
Nem o macarrão de sopa de letrinha,
Que só a doce mãe sabia preparar.
Vamos nos expondo em redes sociais
E mal damos “bom dia” ao nosso cônjuge.
Coisa da modernidade.
Que tem filho mandando pai àquele lugar, na maior descompostura.
Coisa de pai e mãe
Que carrega o pimpolho no boteco
E a filha na balada aos doze, treze anos.
Para que eles aprendam a viver.
E então, eu me pergunto:
Que viver, Deus meu?!
Um viver tão mal vivido.
Sentido nas entranhas, ao abuso do sexo fácil?
Ou ainda mal visualizado, pelo teor alcoólico elevado?
A gente cresce e fica besta.
Besta por agir pior que a ignorância.
E ainda ignorante, julga-se sábio.
A sabedoria é joia rara, coisa quase divina.
Não se compra no pacote de preservativos,
Nem nos rótulos de destilados, vendidos por aí.
Adquire-se à linha correta,
À conduta exemplar.
Não somos de todo perfeitos, certamente.
Mas, não devemos “chutar o balde” à ignorância nossa!
Ser ignorante é aceitável.
Tornar-se idiota é supérfluo.
Supérfluo e altamente passível a críticas.
E depois a gente ainda critica os outros,
Dizendo que somos educadíssimos...
Que mamãe ensinou os bons costumes.
Ah! Sim! Claro...
Ela pode sim ter ensinado!
Já quanto ao uso...
Melhor pular essa parte.
À medida que os sonhos são descrentes
A ignorância sobressai-se.
Então, sonhemos mais!
Para que tenhamos menos burros de terno e gravata
À disposição da raríssima clientela de transeuntes
Que ainda preza pela alta diversidade imaginária,
Pela farta gama de sonhos bons a realizar.
Sonhos de criança grande,
Que esperou a vida toda
Pelo cavalo alado, à soleira da porta.
Ou pela fada do dente
A nos trazer a melhor moeda,
À menor janelinha bucal...

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