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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo escrever... Sou alguém que coloca o coração em tudo o que faz... Que dá o seu melhor... E que ama traduzir sentimentos!

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Pijama Americano & Uniforme de Renda: Castigo Temperado!




Dia exaustivo. Cheio de reuniões e projetos. De planilhas e balancetes. A vida executiva cansa. Ainda bem que existem as sextas-feiras, as bebidas e um bom chuveiro.

Chegar em casa será uma glória. Ainda mais porque ela chegará mais tarde. Como sempre. Depois que resolveu se revelar livre, cada dia chega num horário.

E hoje, não quero nem me preocupar com isso. A empregada que lute com o jantar... Prepare algo bem gostoso para eu comer!

Hoje quero algo suculento! Que faça salivar a língua! Que combine com uma taça de vinho tinto seco. Como eu ando sendo... Seco! Sem muitas firulas, sem rodeios, sem romantismo.

O abismo já foi grande. E eu quero mais um voo. Adrenalina pura! Ninguém segura um homem ferido... A gente aprende a ferir mais ainda!

Glória! A noite chegou. E a Glória está na cozinha. Preparando uma massa com uma parmegiana regada a queijo! Gosto assim... Minha véia italiana às vezes se revela. E eu deixo o lado sedutor da Itália mandar em mim.

Chego. Tomo um belo banho. Faço a barba. Deixo tudo liso e impecável.  Limpeza para mim é fundamental. O ser humano fétido me enoja! E um bom perfume é capaz de virar a cabeça!

Por falar em cabeça, ambas seguem perfeitamente hidratadas... Com fragrância de homem. Macho Alfa, mesmo. Mas, sem perder a classe. Coloco um pijama curto de algodão, estilo americano. E desço para a sala de estar. Com chinelo nos pés e óculos de grau entre os dedos.

Coloco uma música nA caixa acústica que está acoplada à TV, e me sento no sofá preto de Suede. Estico as pernas. E relaxo. Um drinks, dois... Uma garrafa quase toda. Eu posso sentir ainda o sabor da uva descendo goela abaixo. Seca.

Preciso de algo menos ácido. Ou menos seco, de primeira impressão.  Olho em direção à cozinha. E vejo Glória. Com uniforme preto e branco. Com babados de renda afirmando a saia, evidenciando as coxas grossas... Isso mexe com as duas cabeças!

Involuntariamente, a boxer se torna pequena dentro do short do pijama. E eu não consigo disfarçar. E nem quero!

Olho com cobiça! Imaginando o uniforme no chão. Ou apenas com a saia levantada até a cintura. E três botões do colo abertos. É o suficiente. O resto eu resolvo.

Ela me olha de volta. Com receio. E com vontade... A patroa não está em casa! A casa é da criadagem! Isso é instigante para quem, até então, não pode se expressar!

Quero expressão, um pouco de vinho e muito tempero! E a Glória parece temperar bem as coisas! Com um quadril largo e uma tanajura boa! Cabelos cacheados e uma pele morena! Pequena! Cabe na palma da minha mão! Ótimo para eu segurar bem firme...

Firmeza! Agora mesmo estou todo firme! Latejante! E sim! Vou a caça de algo para satisfazer minha salivação! Olho fundo nos olhos. Sinto um quase suspiro dela. Continuo olhando! Não desgrudo o olhar de cada detalhe. Em especial da correntinha dourada no pescoço, com um pingente que brilha.

Ela sorri. Eu sorrio de volta. Chego perto. E encosto no balcão. Peço para provar o tempero. Ela estende a colher que estava mexendo a comida. Eu digo que não é esse tempero. Ela sorri de novo. Baixa a cabeça. Eu ergo com os dedos...

Então vejo sua boca semiaberta. E o lábio mordido pelo canino esquerdo.Um convite. E eu não ando recusando convites. Chego por trás. Coloco a mão em sua cintura. Ela pula, assustada. Eu sussurro para ter calma. Que serei um bom garoto. Então ela se vira, e posso sentir seu hálito quente.

Não resisto. Beijo-a com vontade. E sinto quando seus braços grudam meu pescoço. É a hora! Coloco-a contra o granito preto da bancada . Ergo levemente sua saia. E começo a dedilhar. Buscando encontrar uma brecha naquelas pernas grossas, onde eu possa adentrar de qualquer jeito!

Achei! Quente! E úmida! Do jeito que eu gosto! Ergo mais a saia, puxo a calcinha de lado e a deito no gelado balcão da ilha, no meio da cozinha... Abro suas pernas. E caio de boca! Sugando suas montanhas cabeludinhas. Dizem que o homem bom de jogo é aquele que não tem medo de beijar o gramado! Então, sinto apenas o sabor de suas entranhas. Como quem não tem tempo a perder.

Rapidinho ela está toda pronta! E eu adentro! Dentro da pele morena, com sabor de tempero brasileiro! Regada a vinho. Marinando na Glória do Rio de Janeiro! Certeiro a cada fundura! Afundando a cada gemido rouco...

Ela jorra! E crava as unhas nas minhas costas. Eu urro. Ela pede mais! Eu disse ser um bom garoto... E dou mais duas rodadas de prazer a ela. Nessa hora, já não tem mais vinho. Só a fome ainda continua... Minha vez de jorrar!

Ela pede fora. Eu obedeço. Disse não ter tomado a pílula. Eu compreendo. Melhor um gozo no colo, do que um filho nos seios. Não é a hora de perder a chance de novas aventuras!

Esse tempero está aprovado. Hora de jantar... Peço a refeição no aplicativo de comida. Afinal, aqui em casa o jantar não ficou pronto a tempo. Melhor advertir a serviçal com um pouco de aventura, em seu quarto, depois... Acho que será um bom castigo!

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Happy & Odaliscas: After do Sheik!




Sexta. Depois das dezessete. Dia nove. O mês, pouco importa... Melhor nem marcar na agenda. Para naodar bandeira... 

Dia de after. Depois do happy. Festinha à fantasia, com direito a personas e personagens. Cosplay... Display, replay, playlist... Assiste quem pode, participa quem tem credencial. 

A chave do negócio está pendurada no passador da calça branca. Algodão egípcio uatrocentos fios. Off-white. Balançando junto com outro tipo de brinquedinho de gente grande... Ao sabor da brisa. Ao descer da carroceria. 

Uma música agitada. Um perfume na pele. Uma pele marcada pela força de bíceps e tríceps malhados. Os músculos definidos pelas notas e níveis mais altos da sociedade. 

Uma face toda marcante. Um olhar de dono da coisa toda... E uma coisinha mais linda que a outra!!! No pescoço, a corrente de prata pura faz presença. A mão grande, também. Os pés num sapato de couro. Uma camisa preta dobrada à meia manga. Botões abertos. Um peito chamativo. 

Passível de instigação... Investigação e transpiração, a opção é crivo de macho alfa. Com fungada no cangote e galope de potranca. Gazela toda solta no meio do deserto...

Indomável para uns. Totalmente minha, se eu quiser! E é lógico que eu quero! Quero, puxo, trago pro colo. Na base dos presentes, reluzentes, que saltam aos olhos... Molho a ponta do dedo no Campari. E sirvo do amargor que desce goela abaixo. 

Gosto de sabores fortes. Gosto de sentir na língua aquela espessura e expressão que maltrata o esôfago. Às vezes, um pouco de azedume faz bem para as papilas gustativas. 

Ativas, malditas, perversas... Como odaliscas e seus lenços com medalhas e corpetes bordados, esfregando diante dos meus olhos. Chacoalhando os seios na ponta do meu nariz,fazendo com quem eu coloque mais uma nota no meio dos melhores montes da noite!!!

E que noite! Por Allah!!! O Sheik com Ghutra Agal e suas odaliscas... Com Aqeeq Yamani  - a Ágata do Iêmen, símbolo de status. Com uma fragrância Árabe exalando pelos poros... Lattafa Asad – denotando uma riqueza pura de Sheik! 

É preciso estar à caráter. Faz parte da personagem... A conquista vem com a grana. Isso é fato! O dinheiro compra status, compra odaliscas, compra prazer! Prazer... Essa é a palavra chave para quem gosta de aventura regada a Chandon, a um The  Macallan25/30 anos. Com gelo ou puro, para rasgar a goela.

Gosto de rasgar himen. De virgem ninfeta. Iniciante no ato. Mas, pronta para virar odalisca. Que pisca ,igual fio de fada. Mas, que de fada só tem mesmo a magia! Que agora o corpo, paga com a língua de cobra, saindo do cesto ao som da flauta. 

Contorcendo feito Naja, linguando feito Demônio. Mas, com rostinho de criança recém saída do vestido de estudante. Por trás dos óculos redondos... Com lentes de contato com de Hazel. 

O prazer depois do prazer. O querer levar para a cama, o sofá, o canto do bar, perto do lavabo. Acabo de sair de uma boca, e outro par de olhos grandes me enxerga! Analisa detalhe a detalhe, mordendo a boca!... E eu sou obrigado a morder os outros lábios, não faço desfeita!

 Faço questão! Não recuo. Não nego fogo. Porque incendeio até sozinho! Com dedos grandes... Envolvendo o mastro lustroso e endinheirado. Porque o dinheiro compra tudo! E hoje o after tem sabor de riqueza! Regado a mulheres, prazeres e momentos de aventura... Loucura? Não para quem já passou da fase de boas práticas. Pratico ao meu bel -prazer. Satisfaço meus quereres. 

Uma boca, duas, três. Uma língua subindo ao sabor da minha acidez. Uma vez, duas, várias. Um passeio de mãos pelos arrepios dos caminhos femininos... Mulheres! A bênção, o demônio, a delícia! 

Com sabor de chocolate fino, vindo do preservativo ou da caneta corporal! Uau! Esses brinquedinhos eróticos mexem com meu ego... Egocêntrico, excêntrico e excepcionalmente gostoso! 

Sim! Esse sou eu! 

Quer provar? Então rebola enquanto noto sua presença e suas curvas... Pode ser que, daqui a pouco,eu substitua o olhar e a fila ande... Quem sabe! Depois do happy, tudo é possível para o Sheik! 



segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Pierre & Cardin: Taça de Sangue

 



Um esmalte preto.

Uma aliança dourada.

Um par de fones de ouvido bluetooth...

A escrivaninha iluminada à meia-luz.

Uma carta pela metade, escrita à mão.

Uma caneta tinteiro Pierre Cardin, preta.

Um vestido de cetim godê

Com alças e decote coração.

Um coração de gelo, sangrando.

A cor do tecido talvez seja menos sanguinário que a dona.

Após anos, sabe o que quer.

E quando dar as cartas.

Um naipe feminino de espadas.

Uma dama.

Uma cama.

Uma pedra de rubi no pescoço.

Um colar de 18k.

Finíssimo.

Um decote que evidência as costas alvas.

Uma pele perfumada...

Um par de óculos pretos ao lado do abajur.

Um misto de finesse e femme fatale...

Uma tatuagem com rosa e uma oração, nas costas.

Santidade ou pecado extremo...

A capacidade de se transformar em felina, espreguiçando.

Após o ato,o fato,o feito...

Do jeito mais audacioso.

Com o pecado mais perverso sentido

Na ponta do batom.

No tom de café ou chocolate meio amargo.

Puro, sem nada que mescle as cores, desbotando.

O ensaio é na ponta dos dedos.

Sem salto.

Apenas as unhas pintadas de preto.

Todas as vinte...

Às vinte e duas e trinta e sete.

Quase na hora em que as pombas-gira saem das fendas.

Com uma fenda no coração, que sangra.

Pinga gota a gota.

Manchando o lençol.

Enquanto esvazia a bondade.

Não deixa mais ninguém brincar com ela.

É ela quem brinca com quem cruza seu caminho.

Na maior das educações...

Desce, sobe e senta.

Cruza as pernas como Sharon Stone.

E esconde o picador de gelo debaixo do travesseiro.

Se precisar, sabe usá-lo com maestria.

Deixou de ser menina aos oito.

Quando se viu sozinha no mundo...

Hoje, é dona do seu mundo.

Pisa, delicadamente.

Mas, não deixa de pisar.

Acorda e toma seu café da manhã como madame.

E lentamente, prepara seu próximo ataque...

Tenho certeza que você adoraria ser atacado

Por suas unhas, seu colar de rubi e seu perfume.

Só reze para não ser a próxima vítima do picador de gelos...

Porque ela sabe esconder um corpo e beber o sangue na taça de cristal...

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Cinco ou Oito: Mergulho no Silêncio Alheio...




Cinco ou oito?

Dois, três... 

Eram dois. Hoje, não mais.

Às vezes, todos. 

Às vezes, nenhum.

Cheiros, texturas, sabores, sons...

Às vezes, remete. 

Noutras, repele. 

Na pele, eternidade.

No corpo, fagulha. 

Na alma, saudade...

Verdade seja dita: há fogo. 

E tempestade que molha a labareda...

Tornando fumaça o que arde em chamas. 

Clamas meu nome, será? 

Duvido. 

É rocha demais para desmoronar,

Em meio ao caos que sou. 

Intensidade que assusta. 

E faz correr milhas, léguas... 

Tréguas e sumiço.

Um misto de querer e não querer mais.

Cais e porto.

Olho do furacão.

Porque não some, definitivo?

Lascivo demais para agora.

Aflora nos poros.

Mergulha em águas rasas...

O medo iminente de afogar,

Mesmo a maré está baixa.

Acha mesmo que não percebo as coisas?

Eu sinto tudo! 

Só não digo... 

Escrevo! 

Ou olho e falo com os olhos,

Sem uma palavra audível que seja.

Vem traduzir meu silêncio! 

Nele há muito a se dizer!...


sábado, 1 de agosto de 2026

Onicofagia: Ato de Desespero!!!




Roo as unhas, para não roer o doce.

Ato de desespero. 

De quem tem saudade de si, dos outros, dos tempos vívidos.

A cabeça fervilha, às duas e quarenta e sete.

O tic-tac do relógio ecoa na confusão. 

O corpo pede colo.

A alma pede afago.

A cabeça, sossego.

Todavia,a audição aguçada ouve os passos de algum doido...

Lá fora, caminhando e falando ao celular.

Conversa sem sentido, inaudível.

Como aqui, na bagunça de mim.

Assim, sem querer que as horas andem...

Observando  silêncio do mundo

E o barulho de mim mesmo...

Fecho os olhos. 

E espero a sensação do pesadelo ir embora.

A água que afoga, toda noite. 

Os passeios do espírito por caminhos desconhecidos...

Como se eu conhecesse de outras vidas!

Conversas, pessoas, sensações mais aprofundadas.

Galgadas no meio das orações de súplica.

Reza de mãos postas...

As mesmas mãos com as unhas roídas.

Onicofagia.

A autoflagelação por ser imperfeita.

A tentativa de punição por não saber ao certo 

O melhor caminho para o céu.

Ao léu, sem norte.

Buscando uma sorte que parece escondida...

Na gruta mais difícil de chegar.

Na caverna mais escura e solitária. 

Os morcegos batem as asas, sem enxergar quem adentra.

E eu, com medo, protejo a jugular dos ataques.

Proteção externa. 

Sofrimento interno.

Numa cobrança diária pela aceitação 

Que, de antemão, me causa ansiedade.

Maldade esse mundo ser tão excessivo...

E quem paga as contas só não guarda o troco

Porque moedas não são aceitas no autoatendimento.

É preciso converter as moedas das lágrimas 

Em notas de boa aventurança.

Para só depois depositar os valores e princípios,

Garantindo mais um tijolinho no céu...

Construção civil demorada essa...

Só acho!


terça-feira, 14 de julho de 2026

Charmosa & Penélope: Enigma de Aventura...




Penélope... Charmosa! 

Gostosa pra caramba! 

No salto! 

De paraquedas aberto.

Com renda de ladinho! 

Cheirosa feito docinho de festa!

Faz a festa com direito a beijinho!

No ninho, com bala de coco no baleiro...

Canteiro de gostosuras!

Travessuras descritas no olhar!

A babar feito moleca, quando vê 

E experimenta o pirulito!

Atrito, acaso, pecado!

Pecando nas orações religiosas...

Provando nas orações subordinadas! 

Subordina, na surdina... Suborna!

Com jeitinho de virgem, na calcinha rosa.

Com pele perfumada, lisinha!

Com batom rosado de longa duração!

Dura duas, três... Às vezes, mais!

Quais seus atributos para isso?

Isso ela não revela de primeira...

Tem que fazer valer a pena!

E você? Arrisca uma aventura?

Duvido não querer decifrar esse enigma!... 


domingo, 14 de junho de 2026

Enredos e Segredos: Sabor da Vida!




Da pinta ao sorriso. 

Do choro à ternura. 

Da braveza à forca de ter que ser gigante. 

A vida é assim.

São cicatrizes que contam histórias.

São personagens que fazem o enredo. 

São enredos que salvam ou destroem.

São segredos escondidos a sete chaves.

São chaves que abrem caminhos.

Ou trancam sonhos na solidão do sótão. 

Onde a pequena janela de vidro 

Só permite que a luz solar passe. 

Nem gritos, nem grilos, nem borboletas.

A vida prega peças, botões e zíperes.

Faz consertos. 

E concertos.

Concretos ou temporários.

Em Atos ou séries...

Episódios ou páginas de livros.

Conhece o espelho.

Desconhece o conhecido.

Abrigo no colo, em silêncio.

Tormenta no suor, depois do trabalho.

Seja nos alteres, seja nos quereres.

No olhar que cola.

No perfume da pele.

No sabor da vida.

No bombom, na balinha de eucalipto.

No solitário de zircônia ou diamante.

Na solidão da expectativa criada.

Na criadagem, na mensagem, na criação.

Carruagem real ou nave com muitos cavalos.

Potência na máquina.

No corpo. 

Na desenvoltura.

Loucura de juventude.

Ou certeza da idade adulta.

Culta, cultua, cultiva.

Precisa, métrica e angular.

Metafórica, eufêmica ou literal.

Qual a exatidão da vida?

Nenhuma?... Ou toda?

Isso depende de quem vive.

Depende quem observa.

Os trezentos e sessenta graus 

Nem sempre são os mesmos...


terça-feira, 9 de junho de 2026

Escapulário & Relicário: Devoção e Pecado!



Um black-tie.

Um relógio de pulso.

 Um social envernizado nos pés.

Um perfume amadeirado.

Uma camisa branca de linho.

Impecável.

Uma tatuagem escondida debaixo do bíceps.

Um cabelo curto alinhado com cera, de lado.

Óculos de grau dourado e preto.

Uma boca me olhando, entreaberta.

Olhos puxados.

Cabelos escuros.

Convite certeiro para mais tarde.

Sexo, amor e traição...

Já diz Luciana Mello.

Uma cena cinematográfica.

Um filme que dá para passar no telão.

Na sala escura e vazia.

Com poltrona de canto.

E um som ambiente, sensualíssimo.

Uma lingerie escura por baixo do vestido.

Um esvoaçante e um espumante.

Tudo convida a borbulhar...

A língua sabe o caminho.

A boca sabe o quer procurar...

E procura!

As abotoaduras de madrepérola.

O ouro reluzindo.

O escapulário e o relicário.

Contraste entre fé, devoção, pecado, paixão...

As mil facetas do homem.

As sensações mais perversas,

Regadas por um Chandon.

Com azeitona no palito.

Com madeira no perfume e na cavidade.

Maldade?! Toda!!!

A imaginação começa assim.

E o fim?! Só Deus sabe!...


quarta-feira, 27 de maio de 2026

Cinco ou Oito: Sangue Cíclico!




Cinco ou Oito?

Nem soma, nem subtração...

Outra história. 

Outro querer.

Outra órbita.

Vida cíclica.

Focos em fases, lunares! 

Feitos mal-feitos.

Perdidos em meio ao caos.

Unilateralidade...

Visão deturpada. 

Parada no tempo, no olhar.

Olhos de lince, na caça.

Carne crua, sangrenta.

Vampirismo onde não há mais sangue.

É preciso nova vítima pulsante!

Novo sangue na jugular,

Para ser servido pelos caninos!...

Cinco ou oito?

Outra hora a chave gira!

Por hora, só lembrança.

Às vezes, o gosto ainda replica no paladar...


terça-feira, 26 de maio de 2026

Vira-lata de Rua: Banho, Tosa e Trato!




Cachorra! Vira-lata de rua. Com rabo empinado e pelos douradinhos. Rebolando no meio-fio! Virando as caçambas em busca de carne! 

Foi assim que a vi. Às três da tarde de uma quarta-feira qualquer. A caminho do trabalho. E eu quis levar para o banho e tosa. 

Dei um trato. Daqueles de chacoalhar os pelos todos, friccionando o dorso. Mergulhei a carcaça na água da banheira, e fui logo metendo uma espuma entre os cabelos. 

Peitos, pele, quadril. Braços, pernas e bumbum. Lavados com a mão de alguém que sabe excitar. 

Numa massagem tântrica ,quase diabólica. Numa conferência quase excepcional... Tal qual as outras tantas, essa tem cheiro de femea! E eu, macho pronto para a cópula! 

Quando vejo, não sou muito de resistir. Era diferente, até ela me revelar um lado árduo e cruel. E também ardiloso e altamente provocativo.

Saí da casa. Da caixa. Da convicção! Não sou mais o mesmo! E ainda assim posso ser o que me der vontade, com ela.

O detalhe são as outras!... Que mexem com minha virilidade.  E eu gosto disso!

E hoje não foi diferente! Ou melhor, foi! E como foi!... Com direito a banho de língua, salivante!

Provocante da cadela de rua. Nua. Crua e sem placa de identificação na coleira! 

Sem eira, nem beira nenhuma. Só com pelagem dourada e rebolado quase profissional! Mortal feito raiva humana. Mas, com vacina bem dada, intramuscular. 

No lugar certo, entre os lábios maiores! E que depois foi a fundo, com direito a escorrer de volta um pouco para fora do caminho.

No chão, de quatro. Com coleira presa no pescoço. Enforcando. Com strass dado de presente, para reluzir os dentes e os olhos. 

Com olhar de salivação na carne. Com carne de primeira  e segundas intenções... 

Com mamilos endurecidos pelo arrepio causado. Com brinquedo jogado e pego com a boca! 

Cachorra!  Vira-lata de rua. Da vida! Da cama! De quem oferecer a melhor investida... O melhor brinquedo! A melhor comida! 

De rua! Hoje, minha! Amanhã sua... Ou a gente reveza, quem sabe. Talvez ela goste de uma orgia animal!


segunda-feira, 18 de maio de 2026

Holandesa & Touro Forte: Ovos e Leite Condensado!




Dia chuvoso. Bom para uma aventura. No ar condicionado, suando em bicas.

Cheguei de viagem tem dois dias. E ela já está com aquela cara de pouca conversa. Como sempre! Isso me cansa.

Desde que eu aprendi a vê-la com olhos de homem, deixei de prestar atenção aos detalhes rodados da relação.

Chego em casa e quero relaxar. E me aliviar também. Cobro minha meia hora diária de prazer. E o restante, busco fora de casa.

Como hoje. Num encontro de escritório. Com uma morena de parar o trânsito.

Enfiada num terninho de saia e blazer. Cinza chumbo. Um sapato de salto alto e bico fino. Uma meia calça e um brinco de penduricalhos. Bem perua chique.

Meia-idade. Uns quarenta e pouco. Cabelos crespos presos num coque alto bagunçado. Olhar negro feito a noite. Sombria feito gata de rua. Disfarçada de executiva.

Reunião de última hora. Na hora do almoço. Eu, faminto. Vontade de comer algo diferente do trivial. E hoje sinto que vou me escaldar!

Chega às onze e meia. Pontualmente. Senta, cruza as pernas e estende a mão. Eu levanto, olho e fiscalizo. Como homem educado, cumprimento. Com olhar de análise sintática. Falo um pouco sobre o assunto agendado. Combino estratégias. Suponho táticas.

Mas, estou com muita fome. Quero comer. Então proponho um almoço no meu restaurante favorito. E ela aceita. Vamos no meu carro. Para facilitar o trajeto. Seu carro permanece no estacionamento.

Entramos no meu carro. Ajeito o retrovisor. Borrifo própolis na garganta. E coloco o cinto. Ela senta ao lado. Afivela o cinto e coloca a bolsa no colo.

Dou aquela respirada. O perfume está em dia. Gostoso de sentir. Algo doce, mas marcante. Sem ser enjoativo.

Ela percebe. E parece gostar, esboçando um sorriso de canto de boca. E que boca! Carnuda! Num batom vermelho pimenta. Cremoso. Como se tivesse sangue em seus lábios.

Dei partida, girando a chave. E outra chave girou dentro de mim. E se eu parasse em frente ao motel mais luxuoso da região, só para ver sua reação?

Confesso que estava com fome. Mas,poderia saciá-la de outra forma. Comendo outra coisa que não fosse um salmão com ervas finas e azeite.

O caminho era rápido. E em doze minutos eu passei pelo letreiro escrito Hórus Motel: onde seu prazer tem encontro marcado conosco!

Olhei para ela. E não disse nada além de um: que tal? E foi ali que tudo começou... Ela estava com um fio dental uva. Quase desaparecendo em meio às bandas... Aquilo foi a deixa.

Um sutiã só com aro e renda. Sem bojo. Apenas uma rendinha fininha cobrindo seus peitos. E uma aréola saliente. Pontuda. Sortuda em minhas mãos.

Ordenhei. Enchia as mãos e a boca. Com certeza, era uma das melhores holandesas que já provara.

Eu, touro de fazenda... Logo quis montar naquilo tudo. E como montei! Sem dó do peso. Sem me preocupar com nada além da monta.

Montei bonito. E mostrei o porquê gosto de ares agrícolas, vez ou outra. Não podia perder a chance de ter mais uma das melhores holandesas em meu rebanho.

Num banho de leite, de esperma, de cores. Com pelos e peles à mostra. Gastando quarenta e cinco minutos do almoço. Numa rápida passagem pelo Hórus.

Monta, cerveja, balinha de menta. Pimenta e leitinho quentinho. Mamadeira cheia daquele sabor picante de prazer. Boca na boca. Pele na pele. Penetrando na cavidade peluda. Boazuda. Bocuda!

Era tão grande cada detalhe... Que dava tá saborear com a boca cheia... E pedir mais!

Capaz que eu ainda ficasse mais um tempo ali. Só que estava na hora de comer algo mais gastronômico. A sobremesa eu já havia devorado com colher de sopa!

Roupa colocada. Reunião no segundo tempo. Bem mais produtiva. Bem mais saborosa. Depois do almoço. Da comida. Da sobremesa. O pudim batido com ovos e leite condensado estava delicioso!

Talvez eu prove mais um pouco, depois do expediente. No Hórus. Ou no Haras, com uma potranca de respeito! Tem base, não!


domingo, 17 de maio de 2026

Chiclete Mascado & Suborno: Lençol Perfumado!

 



Tudo começou a mudar com ela olhando para ele e para mim. Lembro da carinha dela, satisfeita! Foi feita sua vontade!... E eu despertei minha vontade de nadar fora do aquário.

Como bom aquariano, percebi que as paredes grossas de vidro precisavam serem quebradas. Era preciso expandir as experiências...

E foi o que fiz! Fiz com maestria. Como bom homem. Como bom puto. Sem vergonha na cara. Com proteção de látex. Somente essa! 

Perfume na pele. Cabelo alinhado. Penteado com gel. Cheiroso como tem que ser. Saliente, como nunca fui!

Sempre fui o melhor marido! O bom filho. O exemplar profissional. E nada deu tão certo quanto a piração que eu me propus...

Pus de lado a exímia educação. Cheguei com olhar de lince. Analisando a caça da noite.

O local? Uma festa no subúrbio da cidade vizinha. E eu, com calça azul marinho de linho, camisa preta de botão e sapato social. Um cinto preto de couro. Um relógio o pulso. A aliança no dedo. E a corrente de ouro no pescoço. Presente de mãe, ainda na adolescência. 

Os óculos de grau no rosto fazem o charme a mais. Além da pinta no lado esquerdo da bochecha. Pele limpa e cheirosa. E olhar preparado para sair fora da ordem de sempre!

Um drink. Um whisky com gelo. Uma banqueta alta junto ao balcão. Um garçom barato. Facilmente negociável... E várias mulheres interessantes!

Mas, uma em especial me chamou mais a atenção: de vestido rodado azul marinho. Com alças finas e o sutiã preto.  Num salto. Cabelos batendo nas costas. Voando feito pássaro ao vento! Assim não aguento! Quero provar esses lábios! 

Suborno o garçom com algumas notas de dinheiro... E em cinco minutos, é ofertado a ela uma bebida. Algo mais adocicado, para refinar o paladar da Dona.

Junto com a taça, um convite. Dois dedos de prosa. Junto ao balcão, primeiramente. E depois, sabe Deus onde!

E a curiosidade em ver um homem atraindo para si o interesse nela, fez com quem viesse.

Mascando um chiclete com sabor de melancia. Parecia ter no máximo uns vinte e cinco. Uma ninfeta, cheia de vontade de ganhar algo. E eu, um lobo querência uma caça para comer!

Faminto... Olhei de cabo a rabo. Aquela conferência nada discreta. Apresentei -me e fui direto ao ponto: disse a que vim até ali,e o que queria fazer! Na cara de pau! Com a calça já apertando o menino!

Fui direto. E ela nem pestanejou em recusar. Disse que a recompensaria muito bem, ao término. O que aguçou mais ainda sua rapidez.

Em dez minutos ela já havia me posto em seu quarto. Simples, na periferia. Porém, impecavelmente limpo. E mais rápido ainda já foi desabotoar meu cinto, caindo de boca na cabeça dele. 

Lambeu como se estivesse devorando doce de leite cremoso de colher! Sugando cada pulsação que ele dava!

Aquilo foi me deixando solto. E eu solto, sou cruel! Não meço forças para me satisfazer!

Peguei seus cabelos e enrolei num coque alto. Puxei. Segurei firme. E apenas ordenei que engolisse. Tudo!

Movimentei como se estivesse embaixo. É só fui! Até ouvir um engasgo maior e uma respirada mais funda.

Confesso que ela aguentou bem os vários centímetros! Mas, eu não estava satisfeito! Não ainda! Queria fazer valer a pena a noite! A cama...

Joguei contra a cama. De bruços. De quatro, onde apenas o tronco ficou apoiado. E fui! Sem dó! Abrindo o caminho com ele. 

Segurei sua cintura com uma mão. E a boca com a outra. Equilíbrio perfeito com o meu corpo em cima do seu. Pude ver as montanhas douradas de Sol. Areia clara e um monte quente, quase pelando.

Pelada, apenas com o sutiã preto. Mais nada. E um gemido mais potente, a cada ida e vinda minha. 

E como fui!!! O máximo que eu quis, naquela posição. Naquele orifício. Contudo, ainda não estava satisfeito. Queria mais! E fiz! Virei seu corpo ao contrário, peguei suas coxas e empurrei seu corpo contra a parede, erguendo-a. Encaixei suas mãos em meus ombros. E disse para que sentisse. 

E, ali, em meus braços, a fiz cavalgar. Sincronizando os movimentos. Colocando cada vez mais ao fundo. Suando e sugando seus mamilos, enquanto beijava sua boca carnuda. 

Porém, não era a hora de explodir ainda. Eu queria mais! E então eu a abri. Toda. Alternando entre as portas. Da frente, numa visita mais elaborada. E dos fundos, numa visita de médico público. Com a rapidez e a grosseria de um médico que já estava de plantã há doze horas. 

Alternei entre a medicina particular e a pública. Dando atenção exacerbada. E passando a receita sem olhar o paciente. 

Entretanto, eu a mediquei. Duplamente. Com o xarope via oral. E intra muscular. Num músculo altamente febril. 

A ninfeta provou o tiozão! Sem jaleco branco. Apenas no lençol branquinho e perfumado. Que ficou todo amassado e suado, com o atendimento peculiar.

Após, um beijo roubado e uns tostões de dinheiro vivo. Contudo, um detalhe: meu cartão de visita em meio às notas. 

Estratégico? Talvez. Descuido. Será? Vamos ver o que o destino reserva para esse que vos escreve!... Aguarde!



sexta-feira, 8 de maio de 2026

De Peixes...




Sonha comigo!

Minha intuição é meu guia.

Idealiza minha felicidade, 

Junto de você!

Meu mundinho particular é artigo de luxo!

Puxo você para perto.

Aperto contra o peito!

Gosto de energia!

Seja ela cósmica, elétrica ou sensorial!

Vem dançar ao som da minha cauda dourada...

Bailar nas profundas águas de mim!


De aquário...




Há quem diga que eu nado em águas rasas.

Há quem me julgue profundeza.

A certeza, é que observo.

Absorvo, quase nunca! 

Analiso se compensa o crime...

Para só depois eu gastar a bala do revólver!

Resolvo tudo analíticamente.

Não me apego, por protocolo.

Mas, se ultrapassar as barreiras do aquário,

Faço você nadar em minhas águas!


De capricórnio...




Sou Caprica,  não implica!

Se complicar, fecho o tempo.

Trabalho duro, guardo tudo.

Dinheiro, nomes e datas!

Sapateie ao meu lado...

E você fica para trás!

Capaz, que eu fique de bico.

Não há tempo para diálogo.

Sou urgente!

E há quem tente me parar...

Só de imaginar isso já deixei para depois!

Estou muito ocupado para tanto!



De escorpião...




Um Scorpions na playlist.

Um desejo exacerbado.

Feromônios à flor da pele.

Vingança, se ameaçado!

De lado, não me ponham!

Sou venenoso! 

Gostoso!

Sou de escorpião!

Quer provar?

Nem sempre meu veneno é mortal.

É só uma picada!

Faço você se obcecar!... 


quarta-feira, 6 de maio de 2026

Marsala & Diamante: O Diabo Veste Prada!




Refina meu paladar...

Meu olfato e tato, juntos!

Traz a nobreza da luxúria!

Como quem paga em Euros pelos mimos!...

Vem com caixinha de veludo preto.

Reluzindo o diamante ao centro.

Com Prada, Doce & Gabbana, Dior.

Engrandece os olhos...

Incendeia o coração!

Não há quem não queira!

É de praxe o aceite!

Deleite sem dúvidas.

Astúcias de super heróis...

Injeção de ânimo para o meio do dia!

Vem com fragrância amadeirada.

E pegada viril.

Vestimenta impecável...

E cueca branquinha!

Olhar penetrante.

Como quem caça a presa sem laçar!

Laça -me!

Envolve minha pele na sua.

Nua, crua e perfumada!

No algodão egípcio do lençol...

Feito Cleópatra da atualidade!

Maldade na cama grande!

Espande o falo.

E falo que lhe gosto!

Aposto um beijo...

Se me deixar ser perversa!

Gata perda branquinha!

Com rabo pomposo!

Gostoso de ver espreguiçando...

Com olhos de Hazel fixados.

Observando cada detalhe.

Feito lobo à espreita do pulo certeiro.

Na jugular. 

Para ferir mortalmente!

E hoje a recompensa é minha!

Com saliva escorrendo no canto do lábio.

Com batom vermelho sangue 

E lingerie em tom marsala...

Abala você tudo isso?

Conta no ouvido meu!!! 


segunda-feira, 4 de maio de 2026

Tatuagem & Pinta: Hidratação Pura!




Um encontro.

Um olhar.

Uma fragrância marcante.

Um dedilhar na nuca.

Que escorrega pelos braços.

Uma tatuagem à mostra.

Um aperto contra a parede.

Sede de aventura.

Procura quem satisfaça.

Disfarça pouco, quase nada.

Prefere ficar provocando.

Enquanto pode.

E quando não pode também!

Aquém de pureza...

Safadeza exala pelos poros.

E posso perceber a saliência, 

Mesmo por cima do tecido.

Comigo, perde a compostura.

Censura? Jamais!

Capaz que eu tenha que me controlar...

Porque o comportamento já não existe!

Insiste um pouco mais...

E, cinco minutos depois,

A roupa está ao chão.

Jogada no canto, embaixo da cadeira.

Usa-a como apoio.

E pede para que eu me sente.

E, quase que instantaneamente, sinto seus dedos me percorrerem...

Olha em meus olhos.

Apenas.

E ordena que faça o que tem que ser feito!

Do jeito mais perverso!

Um olhar.

Uma pinta.

Bem ao centro.

A loucura é tamanha.

O querer é envolvente.

E envolvido pela secreção agridoce.

Que hidrata. 

Que lambuza.

Que enlouquece!

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Cereja & Leite Condensado: Pecado de Quinta!




Pega.

Apalpa

Saliva.

Esfrega.

Chega.

Senta.

Olha.

Bebe.

Engole.

Degusta.

Repete tudo!

Delicinha sabor cereja...

Com leite condensado! 

Pecado de quinta!...


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Sabores & Sensações: Prazeres Inenarráveis!




Manhã bonita.

Céu da cor dos meus olhos, azuis.

Perfume de rosas vermelhas.

Uma brisa boa na janela, da sacada.

Décimo segundo andar.

E eu observo lá embaixo a vida acelerada.

Aqui, uma camisa de algodão e abotoaduras  de madre pérola.

Um colar de ouro tipo gargantilha.

Com pingente de árvore da vida.

E uma vida bastante agitada.

Cheia de  mimos, mensagens e esperas.

Um trabalho formal.

E uma renda extra, madrugada adentro.

Gosto de variar o cardápio, às vezes.

Indo de uma saladinha com limão e sal 

A um banquete com morangos e chantilly.

Regados a um bom espumante francês.

Uma balinha de doce de leite no canto da boca.

É um sabor agridoce para complementar o paladar.

Achar que eu vou te devorar?

Talvez.

Tudo depende da minha insanidade.

Posso ser boa moça ou perversa ao extremo.

O que denota a escolha é a intensidade.

Sou intensa.

Cheia de manias bobas e coragens absurdas.

Sou do fazer, do querer e do agora!

Chora quem pode.

Obedece quem me satisfaz!

Capaz mesmo que seja um ou outro 

A cruzar a linha de chegada 

No quesito satisfação!

Paixão? Não tenho!

Não cultivo sentimentos por ninguém, além do Boris.

Meu felino siamês de olhos também azuis.

Mia ele, mio eu. 

Um ronronar de gata no cio, manhosa.

Uma ferocidade que se transforma ao apagar das luzes da sala.

Gosto de estimular minha criatividade e imaginação.

E, por vezes, o beiral da sacada se faz testemunha 

Da estripulia da nudez.

Ou semi despir do corpo.

Deixando à mostra parte do que eu ofereço.

Sou das vontades.

Das maldades.

Das notas postas sobre a mesinha de centro,

Antes do bater da porta.

Não me despeço.

Odeio despedidas.

Sussurro um breve balbucio, instigando o retorno.

O cartão de visitas tem algo que convida por si só. 

Dentes vampirescos. 

E uma boca com batom vermelho.

O telefone e duas gotas do meu perfume favorito.

Acredito ser o suficiente.

Há cliente toda noite.

Porque durante o dia,

O caos da vida adulta impede o prazer.

Fazer o quê, não é mesmo?

Nem tudo acaba sendo como deveria.

Só queria que fosse!

Afinal, quem não gosta de saborear o bom da vida?

Sabores e sensações: prazeres inenarráveis!