Dia
exaustivo. Cheio de reuniões e projetos. De planilhas e balancetes. A vida
executiva cansa. Ainda bem que existem as sextas-feiras, as bebidas e um bom
chuveiro.
Chegar
em casa será uma glória. Ainda mais porque ela chegará mais tarde. Como sempre.
Depois que resolveu se revelar livre, cada dia chega num horário.
E
hoje, não quero nem me preocupar com isso. A empregada que lute com o jantar...
Prepare algo bem gostoso para eu comer!
Hoje
quero algo suculento! Que faça salivar a língua! Que combine com uma taça de
vinho tinto seco. Como eu ando sendo... Seco! Sem muitas firulas, sem rodeios,
sem romantismo.
O
abismo já foi grande. E eu quero mais um voo. Adrenalina pura! Ninguém segura
um homem ferido... A gente aprende a ferir mais ainda!
Glória!
A noite chegou. E a Glória está na cozinha. Preparando uma massa com uma
parmegiana regada a queijo! Gosto assim... Minha véia italiana às vezes se
revela. E eu deixo o lado sedutor da Itália mandar em mim.
Chego.
Tomo um belo banho. Faço a barba. Deixo tudo liso e impecável. Limpeza para mim é fundamental. O ser humano
fétido me enoja! E um bom perfume é capaz de virar a cabeça!
Por
falar em cabeça, ambas seguem perfeitamente hidratadas... Com fragrância de
homem. Macho Alfa, mesmo. Mas, sem perder a classe. Coloco um pijama curto de
algodão, estilo americano. E desço para a sala de estar. Com chinelo nos pés e
óculos de grau entre os dedos.
Coloco
uma música nA caixa acústica que está acoplada à TV, e me sento no sofá preto
de Suede. Estico as pernas. E relaxo. Um drinks, dois... Uma garrafa quase
toda. Eu posso sentir ainda o sabor da uva descendo goela abaixo. Seca.
Preciso
de algo menos ácido. Ou menos seco, de primeira impressão. Olho em direção à cozinha. E vejo Glória. Com
uniforme preto e branco. Com babados de renda afirmando a saia, evidenciando as
coxas grossas... Isso mexe com as duas cabeças!
Involuntariamente,
a boxer se torna pequena dentro do short do pijama. E eu não consigo disfarçar.
E nem quero!
Olho
com cobiça! Imaginando o uniforme no chão. Ou apenas com a saia levantada até a
cintura. E três botões do colo abertos. É o suficiente. O resto eu resolvo.
Ela
me olha de volta. Com receio. E com vontade... A patroa não está em casa! A
casa é da criadagem! Isso é instigante para quem, até então, não pode se
expressar!
Quero
expressão, um pouco de vinho e muito tempero! E a Glória parece temperar bem as
coisas! Com um quadril largo e uma tanajura boa! Cabelos cacheados e uma pele
morena! Pequena! Cabe na palma da minha mão! Ótimo para eu segurar bem firme...
Firmeza!
Agora mesmo estou todo firme! Latejante! E sim! Vou a caça de algo para
satisfazer minha salivação! Olho fundo nos olhos. Sinto um quase suspiro dela.
Continuo olhando! Não desgrudo o olhar de cada detalhe. Em especial da
correntinha dourada no pescoço, com um pingente que brilha.
Ela
sorri. Eu sorrio de volta. Chego perto. E encosto no balcão. Peço para provar o
tempero. Ela estende a colher que estava mexendo a comida. Eu digo que não é
esse tempero. Ela sorri de novo. Baixa a cabeça. Eu ergo com os dedos...
Então
vejo sua boca semiaberta. E o lábio mordido pelo canino esquerdo.Um convite. E
eu não ando recusando convites. Chego por trás. Coloco a mão em sua cintura.
Ela pula, assustada. Eu sussurro para ter calma. Que serei um bom garoto. Então
ela se vira, e posso sentir seu hálito quente.
Não resisto.
Beijo-a com vontade. E sinto quando seus braços grudam meu pescoço. É a hora! Coloco-a
contra o granito preto da bancada . Ergo levemente sua saia. E começo a
dedilhar. Buscando encontrar uma brecha naquelas pernas grossas, onde eu possa
adentrar de qualquer jeito!
Achei!
Quente! E úmida! Do jeito que eu gosto! Ergo mais a saia, puxo a calcinha de
lado e a deito no gelado balcão da ilha, no meio da cozinha... Abro suas pernas.
E caio de boca! Sugando suas montanhas cabeludinhas. Dizem que o homem bom de
jogo é aquele que não tem medo de beijar o gramado! Então, sinto apenas o sabor
de suas entranhas. Como quem não tem tempo a perder.
Rapidinho
ela está toda pronta! E eu adentro! Dentro da pele morena, com sabor de tempero
brasileiro! Regada a vinho. Marinando na Glória do Rio de Janeiro! Certeiro a
cada fundura! Afundando a cada gemido rouco...
Ela
jorra! E crava as unhas nas minhas costas. Eu urro. Ela pede mais! Eu disse ser
um bom garoto... E dou mais duas rodadas de prazer a ela. Nessa hora, já não
tem mais vinho. Só a fome ainda continua... Minha vez de jorrar!
Ela
pede fora. Eu obedeço. Disse não ter tomado a pílula. Eu compreendo. Melhor um
gozo no colo, do que um filho nos seios. Não é a hora de perder a chance de
novas aventuras!
Esse
tempero está aprovado. Hora de jantar... Peço a refeição no aplicativo de
comida. Afinal, aqui em casa o jantar não ficou pronto a tempo. Melhor advertir
a serviçal com um pouco de aventura, em seu quarto, depois... Acho que será um
bom castigo!




















