Da pinta ao sorriso.
Do choro à ternura.
Da braveza à forca de ter que ser gigante.
A vida é assim.
São cicatrizes que contam histórias.
São personagens que fazem o enredo.
São enredos que salvam ou destroem.
São segredos escondidos a sete chaves.
São chaves que abrem caminhos.
Ou trancam sonhos na solidão do sótão.
Onde a pequena janela de vidro
Só permite que a luz solar passe.
Nem gritos, nem grilos, nem borboletas.
A vida prega peças, botões e zíperes.
Faz consertos.
E concertos.
Concretos ou temporários.
Em Atos ou séries...
Episódios ou páginas de livros.
Conhece o espelho.
Desconhece o conhecido.
Abrigo no colo, em silêncio.
Tormenta no suor, depois do trabalho.
Seja nos alteres, seja nos quereres.
No olhar que cola.
No perfume da pele.
No sabor da vida.
No bombom, na balinha de eucalipto.
No solitário de zircônia ou diamante.
Na solidão da expectativa criada.
Na criadagem, na mensagem, na criação.
Carruagem real ou nave com muitos cavalos.
Potência na máquina.
No corpo.
Na desenvoltura.
Loucura de juventude.
Ou certeza da idade adulta.
Culta, cultua, cultiva.
Precisa, métrica e angular.
Metafórica, eufêmica ou literal.
Qual a exatidão da vida?
Nenhuma?... Ou toda?
Isso depende de quem vive.
Depende quem observa.
Os trezentos e sessenta graus
Nem sempre são os mesmos...


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