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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo escrever... Sou alguém que coloca o coração em tudo o que faz... Que dá o seu melhor... E que ama traduzir sentimentos!

domingo, 14 de junho de 2026

Enredos e Segredos: Sabor da Vida!




Da pinta ao sorriso. 

Do choro à ternura. 

Da braveza à forca de ter que ser gigante. 

A vida é assim.

São cicatrizes que contam histórias.

São personagens que fazem o enredo. 

São enredos que salvam ou destroem.

São segredos escondidos a sete chaves.

São chaves que abrem caminhos.

Ou trancam sonhos na solidão do sótão. 

Onde a pequena janela de vidro 

Só permite que a luz solar passe. 

Nem gritos, nem grilos, nem borboletas.

A vida prega peças, botões e zíperes.

Faz consertos. 

E concertos.

Concretos ou temporários.

Em Atos ou séries...

Episódios ou páginas de livros.

Conhece o espelho.

Desconhece o conhecido.

Abrigo no colo, em silêncio.

Tormenta no suor, depois do trabalho.

Seja nos alteres, seja nos quereres.

No olhar que cola.

No perfume da pele.

No sabor da vida.

No bombom, na balinha de eucalipto.

No solitário de zircônia ou diamante.

Na solidão da expectativa criada.

Na criadagem, na mensagem, na criação.

Carruagem real ou nave com muitos cavalos.

Potência na máquina.

No corpo. 

Na desenvoltura.

Loucura de juventude.

Ou certeza da idade adulta.

Culta, cultua, cultiva.

Precisa, métrica e angular.

Metafórica, eufêmica ou literal.

Qual a exatidão da vida?

Nenhuma?... Ou toda?

Isso depende de quem vive.

Depende quem observa.

Os trezentos e sessenta graus 

Nem sempre são os mesmos...


terça-feira, 9 de junho de 2026

Escapulário & Relicário: Devoção e Pecado!



Um black-tie.

Um relógio de pulso.

 Um social envernizado nos pés.

Um perfume amadeirado.

Uma camisa branca de linho.

Impecável.

Uma tatuagem escondida debaixo do bíceps.

Um cabelo curto alinhado com cera, de lado.

Óculos de grau dourado e preto.

Uma boca me olhando, entreaberta.

Olhos puxados.

Cabelos escuros.

Convite certeiro para mais tarde.

Sexo, amor e traição...

Já diz Luciana Mello.

Uma cena cinematográfica.

Um filme que dá para passar no telão.

Na sala escura e vazia.

Com poltrona de canto.

E um som ambiente, sensualíssimo.

Uma lingerie escura por baixo do vestido.

Um esvoaçante e um espumante.

Tudo convida a borbulhar...

A língua sabe o caminho.

A boca sabe o quer procurar...

E procura!

As abotoaduras de madrepérola.

O ouro reluzindo.

O escapulário e o relicário.

Contraste entre fé, devoção, pecado, paixão...

As mil facetas do homem.

As sensações mais perversas,

Regadas por um Chandon.

Com azeitona no palito.

Com madeira no perfume e na cavidade.

Maldade?! Toda!!!

A imaginação começa assim.

E o fim?! Só Deus sabe!...