Cinco ou oito?
Dois, três...
Eram dois. Hoje, não mais.
Às vezes, todos.
Às vezes, nenhum.
Cheiros, texturas, sabores, sons...
Às vezes, remete.
Noutras, repele.
Na pele, eternidade.
No corpo, fagulha.
Na alma, saudade...
Verdade seja dita: há fogo.
E tempestade que molha a labareda...
Tornando fumaça o que arde em chamas.
Clamas meu nome, será?
Duvido.
É rocha demais para desmoronar,
Em meio ao caos que sou.
Intensidade que assusta.
E faz correr milhas, léguas...
Tréguas e sumiço.
Um misto de querer e não querer mais.
Cais e porto.
Olho do furacão.
Porque não some, definitivo?
Lascivo demais para agora.
Aflora nos poros.
Mergulha em águas rasas...
O medo iminente de afogar,
Mesmo a maré está baixa.
Acha mesmo que não percebo as coisas?
Eu sinto tudo!
Só não digo...
Escrevo!
Ou olho e falo com os olhos,
Sem uma palavra audível que seja.
Vem traduzir meu silêncio!
Nele há muito a se dizer!...


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