um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

domingo, 6 de julho de 2014

Venha visitar...



Estou com saudades de você.
Não veio mais visitar minhas palavras.
Estou com vontade de você.
Elas anseiam por seus comentários.
Escrevo ora quando no intuito de trazer até mais perto
O que encanta meu pensamento.
E há vezes em que lhe escrevo.
Para expor uma saudade.
Para convidar a um refresco.
No entanto, segue mudo quase invisível.
Sei que passeia por minhas histórias.
Mas, por respeito ou sabe-se lá o motivo, prefere o anonimato.
Anonima-se e me lê.
Denomina-se e não me vê, sentada na varanda,
Enquanto cai a noite.
É nela em que deixo fluir meus pensares.
É em meio a ela em que prefiro devanear.
E há minutos em que cabe um devaneio meu...
Singelo e sem enfeite.
Ou adornado por sussurros breves.
Pouco abuso do poder das minhas linhas.
Gosto que me decodifiquem pouco a pouco.
Num processo quase louco de desaceleração.
Sou calminha, bem ao trote.
Mas também sei galopar.
Basta que minhas rédeas estejam bem postas.
Para não me machucar.
Por falar em machucado,
Venha sempre com cuidado.
Para não ferir minhas vontades.
Sou das meia-verdades ditas devagarzinho.
Para que o carinho do momento não me roube o pensamento.
Há rima, certas vezes, ao meu lado.
Para deixar apaixonado meu leitor mais ressabiado.
Mas, não é sempre que ritmo meu poetar.
Há vezes em que lhe encaixo no meu poema mais bagunçado.
Gosto de bagunçar ideias.
De idealizar bagunças.
E confesso saudar sua bagunça em meus pensares.
Da mesma maneira em que confesso gostar de tais pensamentos desconexos.
É algo que questiona e faz sorrir, ao mesmo tempo.
Que arrepia a pele e martiriza a consciência.
Num duelo entre o certo e o querer.
Entre o querer estar presente
E o presentear com minha presença.
Mas, não há nem um, nem outro.
E a saudadezinha invade, levemente.
Num querer perturbar-me, só um pouquinho.
Coisa de quem escreve...
Coisa de quem traduz sentimentos e sensações d’alma
Em breves ou intermináveis palavras.
Porém, você bem que poderia me deixar seu carinho, um dia desses?!...




2 comentários:

  1. Inspirador, fascinante, perturbador.....Vc sabe tocar a alma de qualquer pessoa.

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    1. Olá, meu leitor!
      Fico feliz por sua visita!
      Realmente né, algo inspirador, fascinante e perturbador... Gosto de poder tocar a alma de quem se dispõe a ler-me!
      Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser...

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