um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

terça-feira, 15 de abril de 2014

Falsas Verdades



Grudado no pedestal,
Acaricia-o como se fosse o falo a feri-lo.
Espera sua libertação.
Espera poder ecoar ao mundo o quão gosta do seu semelhante.
Tem medo em expor-se.
Tem medo em ser recriminado por sua opção.
Mas, no fundo, se excita ao menor olhar.
Sabe que não pode, mas o faz.
Com toda a naturalidade de um mascar qualquer.
Com toda a excitação de um deus grego cheio de luxúria.
Traz a discrição nas veias.
E a falta dela nos pensamentos.
Pensa, pensa... Confabula...
Cria contos dos mais diversos.
Com direito a anotá-los em seu caderninho secreto.
Carrega-o em sua mochila desde que se compreendeu gente.
E é lá que divide suas melhores e piores histórias.
Já vivenciou alguns sexos de perder a cabeça.
E também já fingiu um êxtase que nem sequer sentira.
É dono de um rosto nada convencional,
D’uma beleza rústica, regada a fetiche.
Com barba levemente rala, cabelo a gel e olhar esverdeado,
Sua postura pouco denota sua forma louca de amar...
Quando na infância, pensou ser só coisa de criança.
Mas, com o passar dos anos, percebeu ser bem mais que uma curiosidade boba.
Aprendeu a devorar com os olhos,
Despir sem arrancar qualquer peça.
E o faz com maestria!
Não é de alma feminina todo o tempo.
Guarda suas performances para as suas quatro paredes.
Não faz o prazer aflorar em qualquer canto.
Prefere a meia luz de seu quarto.
O aconchego da segurança em poder ser a verdade...
Nua e absoluta.
E é lá em que se abre por completo.
Sem medo de recriminações e de qualquer represália de um dia seguinte.
Feito fera no cio, perde toda a compostura...
E captura sua presa, toda ela.
Com braços, pernas, língua e orifícios a ofertar.
Deixa que lhe usem, abusem sem reclamar.
E depois cai de boca, feito sorvete a se deliciar.
Sorve cada gole de vinho junto a cada punhado de êxtase.
Acaricia e se delicia como se estivesse no jardim de infância.
Saltita, excita e provoca.
Instiga, palpita e invoca.
Quer cada vez mais.
Não cobra experiências, nem expectativas.
Prefere aproveitar a quebra de silêncio em meio à madrugada.
Quando ousa, desce à piscina.
E lá termina de explorar sua imaginação.
É de imaginar fértil,
Que se fosse menina já teria germinado sua loucura.
Mas, prefere a meia noite, a meia- luz.
Num jogo de esconde-esconde...
Num eterno desafio de manter as aparências.
Por ser mais prático.
Por gostar do proibido.
Desconfiam sê-lo assim, todo diferente.
Mas, a diferença está nos olhos de quem lhe olha.
E não é de se preocupar com murmurinhos alheios.
Prefere os melhores sussurros, ditos ao pé do ouvido, na hora do sexo.
Não é tão depravado quanto imaginam.
É apenas um menino crescido à procura da felicidade.
E ela, a seu ver, está no falo que lhe toca, fortemente, pela noite afora.
Coisas de quem espera no gozo
A libertação d’uma alma abafada em falsas verdades...

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