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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo escrever... Sou alguém que coloca o coração em tudo o que faz... Que dá o seu melhor... E que ama traduzir sentimentos!

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

Poeminha Erótico da Madrugada...




Quando falo contigo, sangro.

Escorrro meu néctar e meu sangue.

Peço e ordeno.

Obedeço e me rebelo.

Em tamanha gana de sentir-lhe, novamente.

Antes e depois do prazer.

Um querer estar perto, se longe.

E dentro, se perto!

Um delirar enquanto sussurro.

Um urrar, enquanto capricho.

Um caprichar, rebolando. 

Um rebolar que provoca, jogando na cama.

Excitar e tocar, tirando tudo o que cobrir a pele.

Suor, saliva, alquimia!

Mia, uiva, urra!

Morre, renasce e quer de novo!

Falta muito para logo, de novo?

Estou me viciando em sua safadeza!...

domingo, 1 de outubro de 2023

Espanhol &. Espanhola: Maestro da Sonoridade da Língua!


Quarta-feira! E aquela bela mulher vem ao meu encontro. Com jeans básico e baby look branca. Olhar de felina, em pele de cordeirinho. E eu, como bom professor que sou, quero ensinar a ela muito mais do que o Espanhol que tanto amo. 

Quero uma espanhola quente roçando em minha língua, enquanto a chupo sobre a mesa da sala de aula. Quero me perder naquela favela de cinto de grife. Quero ver o scarpin voando ao alto, enquanto ergo suas pernas em meus ombros. Enquanto a faço se equilibrar em meu pincel atômico, capaz de fazer-lhe deletrear meu nome!

Uma mulher quente que chega, chupando um pirulito de Tutti Frutti. E eu, na maldade que possuo, sou capaz de sentir seu gosto, mesmo sem degustar de sua saliva.

Mas, isso é questão de tempo. Ela quer e eu quero! E isso é o primeiro passo para que haa safadeza. Um, dois, cinco minutos. E ela está de pernas abertas, sendo sugada da cabeça ao clitóris!

Sem muitas delongas, porque prefiro ser direto ao ponto. E de ponto eu entendo... Entendo tão bem que sou capaz de fazer miséria com minha desenvoltura. E com uma mulher dessas, o que mais sei é me desenvolver.

Sem envolver. Porque o envolvimento é perda de tempo quando se quer uma aventura rápida de algumas horas! O tesão é iminente, a cada rebolada mais ousada. A cada olhada mais penetrante. 

O desejo de estar dentro, por cima, por baixo... Dominando e sendo dominado ( ou fingindo que deixo...) é magistral. Sou maestro de um dos idiomas mais sedutores da história. E quero fazer história com essa mulher que chega para aprender comigo a arte do sangue quente espanhol.

Quero e vou! Porque essa santa é bem perversa. Num disfarce de boa moça, cheia de recato. De elegância. Pode ser elegante fora das quatro paredes. Porque dentro delas, é pior que muitas que não escondem ser safadas.

Sem muita cortesia, numa correria de umas duas horas de aula. Mas, com toda a tarefa muito bem trabalhada, nos mínimos detalhes! Beijos, línguas, dedos. Um sexo felino, com cheiro de desejo exalando em casa poro. Ponho meu melhor olhar. Preparo minha melhor performance. Porque sei que ela também quer uma pressão toda rígida... Num rugido sentido e impregnado nos tímpanos!

Porque o sexo é arte. E dessa arte eu posso dizer que tenho experiência comprovada. Comprada, bem paga com ou sem dinheiro vivo. Vivo de momentos! E a garota da vez tem bem mais do que dezoito. Já pode ficar molhadinha, a cada mordida na boquinha.

Peço. E ela joga. E eu piro. E beijo. Beijo, sugo, salivo. Penetro. Percorro. Deslizo, enquanto filmo com o celular. Movimento, derretendo na boca os botões dos mamilos. E perverto mesmo, convertendo-a num movimento sincronizado ao meu.

Não valho nada. Ela menos ainda. Mas, quem disse que precisa valer, em se tratando de aprender a posicionar a língua para hablar mejor... 

Vem, menina... Não demora não! A aula tem relógio cronometrado... 


segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Beijo Bom: Aventura de Reunião!




Tarde do dia vinte e nove. Mês corrido. É eu, cheio de afazeres. Viagens, reuniões, casa, filhos... Uma loucura! Contudo não seria essa a loucura que eu mais desejaria viver, hoje.

Agendei uma reunião de negócios num almoço num restaurante do centro da cidade. Sem muita pretensão de fechar negócio, porque dizem que a pessoa com que eu me encontraria era difícil de agradar.

Levanto, confiro a agenda. Tomo um banho. Penteio os cabelos. Separo as roupas do dia... Perfumo a pele, num tom marcante, como gosto. Pego as chaves de casa e do carro. Verifico a maleta do escritório. Tudo está em ordem. E, batendo a porta, entro no automóvel que me fará chegar ao trabalho.  E chego. Sem muitas delongas, porque longo será o meu dia. 

Longo, como logo percebo com o andar da carruagem. Manhã agitada. Estou sedento por algo que me alegre o estômago e a cabeça! Não vejo a hora de sentar, me alimentar e ir embora. Com o contrato assinado. Com a tarde acertada no alvo. E para isso, vou persuadir ao meu modo, todo malandro. 

Chego no restaurante combinado. Peço o cardápio. Escolho uma massa fresca e uma bebida. Espero. Esperando, com uma Pitadinha de ansiedade.  Porque me disseram que a mulher é linda! E eu, como bom homem que sou, imagino coisas de frente a uma bela mulher. Não posso pegar esse meu lado mulherengo! 

E não podia ter sido diferente do que me disseram! De óculos escuros, cabelos esvoaçantes, terninho de executiva. Batom na boca, joias e um perfume que adentrava ao recinto, junto com seus passos.

Quadris que me se movimentavam a cada passo, num balé de fêmea brincando com qualquer pobre mortal que cruzasse seu caminho. E eu não pude deixar de notar. Não poderia deixar passar em branco aquela belezura toda ali na minha frente! Estaria sendo bobo se eu fingisse demência, ante aquela mulher.

Levantei-me ao vê-la chegar, acenando. E ela retribuiu num sorriso discreto. Logo percebi que o gelo não era tão polar assim. E que, usando as palavras certas, eu poderia ganhar o jogo. Poderia caçar muito mais do que uma assinatura num contrato. 

Conversa vai, conversa vem. E resolvi ser mais ousado. Toquei de leve seu pé debaixo da mesa, com meu pé. Achei que ela me xingaria. E me surpreendi. Porque ela retribuiu. E me tocou de volta. Com a pontinha do salto. Debaixo na mesa. Logo senti tudo endurecer dentro da calça. E não havia mencaode que o amigo iria dormir tão cedo. Pelo menos, não com toda aquela mulher dando sopa às minhas vistas. E minha imaginação fluindo sozinha.

Tentei disfarçar, mas sou péssimo em disfarçar quereres. E depois de certo tempo fiz o convite. Convidei na lata, que a gente poderia se ver, no apartamento escritório que ficava há algumas quadras dali. Jurava que ela não toparia. E, quando ela me disse que iria ao encontro da minha loucura, pensei que, se eu desse uma falha que fosse, minha derrocada estaria iminente! E então eu teria que ser firme e pôr de frente a ela o melhor de mim.

Eu sou de sangue latino, mesmo que minha linhagem seja uma miscelânea de origens. Tenho sangue quente, que pulsa nas veias e irriga as veias com uma rapidez que não consigo controlar, às vezes... E com uma bela mulher, eu juro: perco a linha e o carretel! 

Essa seria uma deliciosa a entra que eu teria... Então, pus na cabeça que ela seria minha! Como ordem! Minha caça, e eu... Caçador! Com calor e suor escorrendo, com beijos e salivas se fundindo... Ela parecia ser quente tão ou mais que eu! E eu pus na ideia que ganhar suas entranhas seria o meu objetivo do dia!

Entrei no ambiente. Liguei o som. E peguei uma bebida no frigobar. Tirei parte da vestimenta, porque eu estava excitado, com um calor excessivo. Dentro da calça, já sentia o desejo de ter aquela mulher nos braços a pulsar dentro da cueca. Então, alisei aquilo que seria o seu troféu, dali a alguns minutos. Alisei, toquei e comecei a mexer, já imaginando seu olhar firme em minha desenvoltura.

Mas, para completar o pedido, exatamente depois de cinco minutos ouço a campainha tocar. Controlo meu amigo de horas solitárias e visto a roupa, para tirá-la depois. Abri a porta, e aqueles olhos me mediram de cima abaixo. Fosse uns anos atrás, eu não teria sido tão espontâneo como fui... E fui alguém extremamente espontâneo! Num beijo no rosto, que tão logo se virou em um beijo quente, cheio de salivação, línguas e entrelaços!

Num curto espaço de tempo, não havia mais espaço onde não houvessem mais resquícios de uma aventura deliciosa, como há muito não tinha...

Pude senti-la em meus braços, ou com suas entranhas em minha boca, sexo, ou nariz. Cheirei seus feromônios, e me mantive ereto por um tempo que pude contar ser o suficiente para ela perder o controle.

Aquela mulher executiva, tão bela, e tão dona de si... Estava ali, diante dos meus olhos, grudada em meu sexo como cadela no cio. Gemendo loucamente, num contorcionismo que literalmente foi foda. 

Horas de um prazer inenarrável... Palpável, proibido! Sentido em cada beijo, cada poro, cada orifício! Sem sacrifício algum, pude saciar o meu desejo em levar para a cama aquela bela gostosura. Criatura com um par de olhos penetrantes. Que me fizeram penetrar- lhe com uma vontade absurda!

Carimbei dentro seu canal o tamanho do meu instrumento! E que momento foi aquele! E que rebolada foi aquela, Senhor! Eu tive que me segurar diversas vezes para poder ter o controle da situação. E confesso, teve vezes que eu sofri horrores para não gozar de imediato ao sentir sua cavalgada me induzindo ao gozo.

Suores, palavras, ações! E uma vontade de repetição! Ah! Tesão que me invade e perturba o bom moço!... Ai, ai...


quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Montilla & Muchachos: Boca Perversa!




Madrugada. Ansiedade. Nervosismo. E um milhão de coisas aconteceram... Foi um dia como qualquer outro. Ou melhor, teria sido. Não fosse aquele girar de chave no quarto de hóspedes...

Eu estava no auge da magia virtual. No frenesi dos meus toques, olhando alguém se tocando para mim. Estava de máscara de festa e lingerie. Que logo eu tirei. E coloquei. E tirei, de novo. Com cabelos soltos, suados e à vontade, voando mesmo sem vento.

O ar condicionado não atrapalhará meu calor. Só refrescava minha loucura debaixo das ventas, das entranhas. Estranhas sensações que eu estava ali sentindo, devagarinho... Mas, eu não estava nem percebendo que eu estava gemendo alto demais. Ao ponto de não estar sozinha naquela cena. Pelo menos, não em pensamento...

Estava tudo tão bom! E eu estava sendo observada! SabeDeus há quanto tempo! Mas, mais do que ter sido espiada, foi o que aconteceu depois. Vou contar para vocês: preparem-se!

Eu fui pega! Pega com a boca na botija! Com os dedos melados de um gozo fenomenal. Com o lençol branco da cama sujo com minha secreção vaginal, depois de um contorcionismo fora de série! 

Fui pega ao ouvir o girar da chave. Ao ver aqueles olhos me devorando com o maior desejo do mundo. Com aquelas mãos me tocando freneticamente, puxando meu corpo na cama como se eu fosse uma boneca inflável.com aqueles lábios me sugando até a última gota de força, num forçar de prazer quase que descomunal. Quase que absurdo. 

Fui pega com a lingerie parte no chão, parte no corpo. Com as pernas abertas e eu de cabeça para baixo. Com o dedo na boca, no caminho, no cantinho do queixo, sensualizando. Fui pega com a contração do desejo, desejando ser o virtual algo real...

E fora. Muito mais real do que eu imaginava! Para nunca mais me esquecer. Porque eu pude sentir na pontinha dos dedos cada euforia. E que me custaram muito caro, depois...

O girar da chave me trouxe dois homens! Dois bêbados, que não saberiam o que teria acontecido, na manhã seguinte. Ambos, com desejo e raiva. Ambos com vontade e uma pitada de coragem... Em colocar para fora o falo, e falar que estavam ali para a concretização de um sonho, para um; e um desvio de conduta, para o outro. 

O girar da chave e o abrir da porta puseram àminha frente ele & ele. O marido e o segurança. Ambos bêbados e querendo meu colo...  Querendo estarem dentro de mim, num pulsar com força, a força, enforcando...  E eu, sem muita opção de escolha, acabei por aceitar tal empreitada.

Fui pega de surpresa. E jogada pela cintura nos ombros do segurança, a pedido do marido. Descendo até a cozinha, onde as luminárias iluminavam estrategicamente a mesa e cada movimento feito.

Colocada sobre o balcão de mármore Carrara, rosado, pude sentir o gélido momento se fundir à loucura da situação. Fui aberta com os dedos, com a língua, as línguas... Tendo que recitar Iglesias, enquanto sentia o bailar dos falos em minhas entranhas ... Num ir r vir frenéticos. Num puxão de pernas, encaixando. Num cheiro mais forte, num norte sem bússola... Num armar barracas, sem imaginar que teria que reverenciar o dono da aldeia e sua visita ilustre. Sendo dividida ao meio, onde o recheio era eu. Completamente!

Então, resolvi fechar os olhos e me jogar. De cabeça! Porque se ambos me queriam, e não estavam se importando para o que estava acontecendo, não seria eu quem iria dizer como e quando fazê-lo! Abri meus olhos, observei e fechei-os, novamente! 

Resolvi deixar fluir, porque o negócio estava ficando bom! E porque eu fora desafiada pelos dois homens que, talvez, mais tivessem todo a possibilidade de me dominarem. 

Resolvi brincar na dança. E, num strip-tease à meia luz, no meio da noite. Com a vontade piscando embaixo, em cima... Com o marido observando, enquanto o segurança me puxava os cabelos... Com o segurança observando e me fazendo carícias, enquanto o marido me dizia que esperava loucamente por cada estocada mais profunda.

Uma, duas, três vezes. Um gozo dentro, um para hidratar a cútis! Uma boca ocupada por mais de duas horas... Chupando, sugando, salivando.  Sentindo a insanidade do marido, a ansiedade do segurança e meu nervosismo. 

Todos nus, com os corpos suados de desejo. Com a cabeça rodando, pela bebida ou pela profundidade do ato. Um fato mais profundo que meu canal vaginal. E mais milimetricamente  perverso que minha própria história. Todas elas, até aqui.

Perversa, pecaminosa, pecadora. A sobremesa, depois da pizza, do caviar. A cereja do bolo, o brigadeiro da festa. A trufa com gostinho de Montilla. Montada, sendo posta no colinho... Segurada de ladinho, puxada pela cintura, ou com o puxão para o encaixe entre o falo e a fala... Num gemido mais alto, a cada palavrão dito.

Dito, sentido, sussurrado. Com os olhos vidrados a cada movimento. Dedicados a um, ou ao outro. Ou a mim mesma. Porque o prazer individual também excita. E faz excitar. Faz a mão correr mais rápido no sobe e desce do prepúcio na glande. Faz a saliva escorrer junto com o jorrar da safadeza.

Uma safadeza que entrou para a história. Com a permissão de um. A obsessão do outro. E todos caindo no sono, no sofá branco da sala de estar. Aveludado, tanto quanto o que fizemos. Fui docinha, satisfiz. E ganhei mimos, carinhos, carícias, delícias!

Agora estou olhando para o teto, enquanto vejo a madrugada indo embora, numa manhã qualquer. Jogada, de lingerie vermelho Marsala ajeitada... Será que eu ajeito ou puxo de canto, tocando? Isso é assunto para outra história... Ainda não sei o destino dessa que vos conta o que ela e eles são capazes de fazer em busca de prazer. Quer saber, conta para mim, sussurrando, o que mais te excita. Quem sabe, eu não satisfaça seu desejo?... 


segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Seco & Sexo: Espiadela Virtual...




Duas da manhã. De um sábado para domingo... Já domingo! O tempo está voando, e eu estou envelhecendo! Minha mãe diz ser aquisição de sabedoria. E eu amo essa palavra: aquisição!

Gosto de adquirir o que eu puder comprar. E de comprar coisinhas que alimentam meu ego. De ego inflado fico mais feliz! Sempre foi assim...

Hoje o dia foi corrido. Aliás, ontem. Mesmo sendo sábado, tive um dia agitado. Um pouco de adrenalina sempre firme para testar o coração. E eu gosto disso. De manter o coração acelerado.

Faz dias que estou fazendo tudo no automático. No trabalho, fujo do colega que me persegue. Uma aventura que foi boa. Mas, perdi o interesse. Como tantas outras que já descrevi aqui!  Gosto da aventura, mas não de ser controlada. Sou do comando. Por isso estou com o meu marido. Ele me deixa livre. Às vezes, até demais...

Por falar em marido, hoje íamos num evento de publicidade de sua empresa. Contudo, ele esteve resolvendo assuntos pendentes até além do horário de expediente, inviabilizando a ida ao jantar. Então resolvemos jantar em casa. Pedimos no restaurante de costume dois pratos de grelhados com massa ao pesto e gorgonzola. Abrimos um vinho branco e bebemos um pouco. Nada além do costumeiro diálogo entre um casal que convive junto há mais de uma década.

Fomos para o quarto e , em questão de minutos, adormeceu. Olhei para o relógio e eram quase vinte e três. O sono não veio. Fiquei remexendo na cama, pensando na vida. Olhando meu marido dormir. E em tudo o que já vivi, nesses anos todos de casamento. Aí que perdi mais ainda o sono!

Resolvi levantar e ir para o quarto de hóspedes. Lá ficaria mais à vontade para ser eu mesma. Sem ter que controlar as palavras, os sonhos e os desejos. Por falar em desejos, peguei-me pensando no quanto gosto de desejar. E de ser desejada. O ato do cortejo me fascina desde que eu me entendo por adulta. Porém, fui educada que uma mulher não poderia sentir desejos. Deveria ser recatada. Por isso vivo um casamento de fachada. E vivo minhas aventuras secretas...

Por falar em segredos, sempre tive vontade de conhecer alguém nas redes sociais. Alguém totalmente desconhecido, que nunca mais eu visse depois... E com o notebook bem ali na minha frente, resolvi passar a chave na porta do quarto, acendendo somente a luz do abajur... Eu já estava em outro quarto, que não o meu. Marido dormindo feito uma pedra... E eu querendo! 

Entrei na Web. Num chat qualquer. A fim de conhecer. De prosear. De me aventurar. De queimar por dentro, e por fora! De lingerie preta, cheirosa e com o tesão à flor da pele. Uma, duas, três, quatro solicitações para conversa. Uns minutos de diálogo e nada! 

Foi quando estava quase desistindo e indo dormir, enfadada por aquela falta de gente interessante, que algo me surpreendeu... Um homem com nome, e não nickname. Com o mesmo signo que o meu, exatamente no mesmo dia, e uma diferença de três anos. Casado, e cheio de vontade de conhecer alguém que tivesse a mesma ousadia que si. E então o tempo voou!

Voou como a camisola saindo do corpo, a mão tocando o clitóris! O bumbum rebolando, os seios expostos. Como se ele estivesse ali, pronto para lamber o meu caminho do perigo. E para me fazer gozar na sua batida. A cada estocada, com seu olhar me devorando. Com sua ansiedade misturada com sua experiência...

Mais uma da lista, certamente. E eu nem ligando para isso! O importante sim é o desejo recíproco. E eu me tocando, enquanto vejo aquele mastro hasteando sua bandeira, sudindoa cordinha do prazer a cada rebolado meu!

Passo a mão pelos lábios, mostrando piração total. Uma maldade sem vergonha... Um copo de whisky. Às vezes, eu procuro algo mais forte, para provocar. Um golinho goela abaixo, rasgando a garganta. E eu confesso que queria sentir o gosto ácido de outro sabor descendo pela garganta. 

Rebolo, de lingerie preta. De meia sete oitavos, liga e salto, recostada na escrivaninha do quarto. Tiro o salto e, ainda de meias, pulo na cama, para ampliar a visão da safadeza. Mudo a roupa, enquanto ensaio umas caras e bocas. Penso melhor, e resolvo ficar despida. Completamente nua. Apenas com uma máscara de festa do último baile de máscara que fora. 

De máscara na face. E nada mais na pele. Além das joias reluzindo minha deliciosa forma de poderio.  Porque perco tudo, menos minhas meninas dos olhos.

Resolvo então que posso mostrar que sei me tocar como ninguém! E abro-me em frente à câmera que me focaliza. Encosto meus dedos, e busco o meu prazer mais profundo... A fundo, com um, dois, três dedos. Como quem busca o frenesi com a pontinha das unhas. Como quem quer sentir o gozo jorrando, solitariamente.

À medida que sinto, vou me deixando ser sentida, em silêncio. Do outro lado da tela. Como se a tela fosse mera coadjuvante no jogo da sedução. E não há como mais gostosa do que seduzir. Com a boca, com a língua, com a inteligência, com o clitóris inchado e endurecido, sedento por relaxar depois daqueles segundos de prazer.

Toco -me insanamente! Como se não houvesse amanhã... Como se não houvessem paredes que já presenciaram minhas lágrimas. Como se não houvesse mais ninguém na casa, àquela hora da noite.

Mas, há! Sempre há... E quando estou quase no auge da minha loucura virtual, ouço batidas na porta. Quem será? Tenho que me recompor e mudar a cena do crime, antes que alguém descubra... Porém, ouço um girar de chave e uma maçaneta se abrindo, assim que eu desconecto o computador. 

E você? Será que sabe quem é que estava me espiando, pelo buraco da fechadura? Confesso que esse será o meu mistério revelado, na próxima história! Espera! Conto até o fim de semana... 

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Kiwi & Anis Estrelado: A Estrela Além das Lentes...




Um olhar. Uma câmera. Um estúdio de fotografia. Um divã de veludo em tom de uva. Uma arara de roupas me esperando, para que eu sirva de cobaia. 

Foi assim que eu comecei meu dia. Um dia de folga do trabalho. Mas, com um trabalho extra... Fotografar! 

O olhar é para as lentes do fotógrafo que, sugestivamente tem sotaque rúbio. Não sei o porquê, mas amo esse enrolar da língua ao falar. Quase um canto, ao som de um violão e violinos, num dedilhar provocante.

Saí de casa às nove. Acordei mais cedo. E sedenta de excitação pela vida. Onde eu sinto a magia do mundo me rodear. Pus um vestidinho estilo marinheiro, curto e de listras azuis, brancas e vermelhas. Uma sandália   Melissa, com salto transparente. E por baixo um lingerie de renda, tipo fio. Vermelho vivo.

Cabelos soltos ao sabor do vento, e perfume e maquiagens devidamente impecáveis! Como sempre gostei de ser. Falando através da aparência. E me deixando enigmar. Porque eu não gosto de revelar minhas frestas, onde quer que elas estejam. 

Hoje quis dirigir sozinha, ouvindo uma playlist totalmente insinuante. Então, para me livrar do segurança, usei o blindado. Com uma vinte e dois no porta luvas, por segurança. Exigência do motorista preocupado e desconfiado de todos e de tudo. 

Hoje não quis comer muita coisa. Preferi um iogurte natural com mel e granola. Coisa simples, na louça de porcelana. Porque eu jamais perderei a elegância. Ela é parte de mim e eu tenho total propriedade sobre ela...

O estúdio de fotografias ficava no centro. Num sobrado imponente do século passado. Porém, totalmente restaurado. Decidi aceitar o convite do meu sócio, e fazer propaganda da marca nova que estamos oferecendo na empresa. Escolheram a mim para servir de garota propaganda. Fazer o quê, se não recuso um desafio!

Estacionei o carro em frente ao estúdio. Desço e vejo uma porta de duas folhas, alta e entalhada. Subo as escadas e, à medida que eu subo degrau a degrau,posso ouvir uma música Porto Riquenha vindo de encontro a mim. Instantes depois estou defronte ao que chamaria de aventura  extravagante. 

 Abro a porta, depois de três toques com a mão. E sou recebida com um sorriso alvo, tipo comercial de creme dental. E um par de olhos verdes como hortelã. Uma pele perfumada, jambo, e uma musculatura torneada, mas sem exageros. Paralisada, respirei fundo e retribui o sorriso.

Retribuí e não sei o motivo ao certo, mas estava à vontade ali. Aquela ansiedade de quando chegara, houvera desaparecido, aos poucos. Depois de alguns minutos, umas palavras que se transformaram em diálogos soltos, tudo estava absolutamente como deveria, para o trabalho.

Na sala principal uma arara com diversos tipos de vestimentas. Do terninho de linho cru ao Black Tiê, passando pelo vestido de pedrarias e ao vestido de noiva estilo princesa. Para cada vestimenta, uma maquiagem e um penteado amplamente rico de detalhes, feito pelo maquiador. 

Umas poucas instruções e depois de dez minutinhos, lá estava eu num salto Luís XV e um tubinho violeta. Com colar de cetim e Camafeu dependurado no pescoço, tocando as saboneteiras. A lingerie vermelha não se fez vista. Umas poses executivas e logo mudo de roupas. Um alfaiataria estilo smoking e cartola, de lado, com cigarrete na ponta dos dedos. Um suspensório e gravata borboleta, mostrando o lado feminino por trás da sobriedade masculina. 

A cada posição, uma pose. A cada pose, uma posição. E uma música. Porque o mundo das imagens é audível! Sensorial na alma e na pele.

Mais cinco minutos e lá vou eu para mais uma troca de roupas. Dessa vez um vestido de festa, cor rosa, todo de paetês. Até o chão. Contornando o corpo, combinando com um scarpin preto e uma bolsa de mão, tipo carteira.  Uma janela e uma cortina. E eu olhando por entre o voal branquinho com amarril dourado. 

Vestida de noiva, era preciso mudar a lingerie. E até para isso havia algo especial preparado. Como se eu tivesse sido milimetricamente estudada, para compor cada cenário. Uma lingerie branca. De renda e pérolas. Bordada a mão. Rica em detalhes. E com caimento perfeito. Uma liga branca, um salto de veludo branco, bordado com as mesmas pérolas. Um colar de ouro, tipo lacraia, e uma tiara de princesa. Ambos dourados, combinando com o par de brinco de ouro em meia argola de brilhantes. 

Cabelos presos numa tranca raiz. Posta de lado. Numa angelicalidade sem fim. A princesa do estúdio.  As fotos a essa altura já fluíam facilmente. E eu me via cada vez mais envolvida por aquela alma livre e sedutora. 

Último traje. Algo ousado, que eu jamais poria. Uma meia arrastão, um salto com tiras largas, uma minissaia de couro e um croped, também em couro, com tachas de metal. Algo dark, rebelde provocante. Coisa que eu não gostaria de revelar tão explicitamente. Contudo, eu recebi a incumbência de fazer dar certo aquela sessão de fotos e o futuro da relação de negócios com os Norte americanos. Por isso, aceitei a empreitada mais ousada de todas.

Por cima da pele, um conjunto preto de renda. Bem sensual. Um perfume mais masculino, importado. E uma boca Amora. Quase preto. Olhos desenhados no delineador líquido. Impecáveis.  Cabelos molhados, bagunçados com creme de pentear. Estratégia de fotografia.

O fotógrafo diz que é para eu me imaginar completamente livre. Num Pub à meia-luz, com bebidas à mesa, som de guitarra  solo, num metal melódico. E eu imagino. Só que coloco na imaginação o bar tender com colete sem mangas preto, de vinil. Calça preta, jeans. Coturno de amarrar alto. E perfume de homem dono de si rescendendo  pelo balcão, misturado aos aromas das bebidas. Imagino eu bebendo uma batida com kiwi e vodka. E  anis estrelado de enfeite, do lado do canudo preto.

Imagino de olhos fechados a cada cheia, com passantes e conhecidos. E aquele belo par de olhos me encarando. Sem disfarçar em nada o desejo de um algo além da bebida. Abro meus olhos e estou totalmente entregue ao meu imaginar, dançando ao som da guitarra solista, que se mistura em sequência com o bater das castanholas... Saio do Pub e caio na tenda cigana. Onde sou expectadora. Onde posso delirar observando o fotógrafo que, a essa hora, está sozinho comigo na sala. 

Somos eu e ele. A música e a vestimenta cheia de mistérios. Estou boquiaberta, vendo aquele homem e sua destreza em me enredar somente com seus olhos. Posso imaginar cada detalhe além do olhar. E isso faz eu querer me enredar mais ainda. 

Ele chega mais perto. Toca meu queixo com a pontinha do indicador direito. E sussurra em meus ouvidos um “¿vien junto a mí?”. Quase infarto, mas vou. E ele me enlaça pela cintura, enquanto rodopio em seus braços. De repente, me joga para trás e,num ímpeto, me rouba um beijo. Do beijo, um passo e estamos no chão. Eu de lingerie preta, posta de lado e sem a parte de cima. Ele, nu. Eu por cima, num cavalgar feito Cavalo do Vingador, com asas e capa de malvadeza. Com tridente e mordidas nos lábios e seios, enquanto deixo meu quadril fazer o trabalho árduo de estar no comando.

Amo comandar. E faço isso com toda a minha força. Só deixo que me comandam quando quero força e cabelos entre os dedos de alguém, num puxão mais audacioso. Caso contrário, sigo meu ímpeto de comando. Contando nos dedos as vezes que não estive no controle da situação.

Em cima, sou segurada pela cintura, e meu corpo é deliciosamente tocado por um par de mãos grandes e sedentas por meu íntimo. Um toque, dois, três... E rapidinho estou gemendo a insanidade daquele cigano, tentando decifrar suas origens!

Contudo, o chão gelado da madeira não impede que ele me vire de costas, pondo-me ao seu deleite. De leite em leite, seios, suores e sensações fundem-se. Numa força como gosto, por mais de quarenta minutos. 

Um sexo selvagem, com o mais misterioso dos meus homens. Talvez a aventura mais enlouquecedora. E a única que teve coragem e a audácia de filmar o ato todo, enquanto me consumia em gemidos e beijos molhados... Fui perceber a câmera ligada já no terceiro momento...

Essas minhas travessuras estão me deixando sem fôlego! Ou será que você ficou sem fôlego? Posso surpreender você, numa respiração boca a boca... Ou num sussurro... Você vem comigo? No caminho lhe mostro como se perde o ar de verdade... 



sábado, 5 de agosto de 2023

Cinco ou Oito III




Cinco ou oito? E daqui um ano?

Esse dia chegou. 

E ontem nós decidimos seguir...

Guarda o que foi bom!

E voa, criança!

Estarei esperando você na próxima vida.

E eu irei reconhecer seu perfume em meio a multidão.

Como você me reconhecerá?

Vou olhar para você e dizer: BORA?

Te a... né? 

Sempre!

Gratidão em versos...