um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo escrever... Sou alguém que coloca o coração em tudo o que faz... Que dá o seu melhor... E que ama traduzir sentimentos!

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Happy & Odaliscas: After do Sheik!




Sexta. Depois das dezessete. Dia nove. O mês, pouco importa... Melhor nem marcar na agenda. Para naodar bandeira... 

Dia de after. Depois do happy. Festinha à fantasia, com direito a personas e personagens. Cosplay... Display, replay, playlist... Assiste quem pode, participa quem tem credencial. 

A chave do negócio está pendurada no passador da calça branca. Algodão egípcio uatrocentos fios. Off-white. Balançando junto com outro tipo de brinquedinho de gente grande... Ao sabor da brisa. Ao descer da carroceria. 

Uma música agitada. Um perfume na pele. Uma pele marcada pela força de bíceps e tríceps malhados. Os músculos definidos pelas notas e níveis mais altos da sociedade. 

Uma face toda marcante. Um olhar de dono da coisa toda... E uma coisinha mais linda que a outra!!! No pescoço, a corrente de prata pura faz presença. A mão grande, também. Os pés num sapato de couro. Uma camisa preta dobrada à meia manga. Botões abertos. Um peito chamativo. 

Passível de instigação... Investigação e transpiração, a opção é crivo de macho alfa. Com fungada no cangote e galope de potranca. Gazela toda solta no meio do deserto...

Indomável para uns. Totalmente minha, se eu quiser! E é lógico que eu quero! Quero, puxo, trago pro colo. Na base dos presentes, reluzentes, que saltam aos olhos... Molho a ponta do dedo no Campari. E sirvo do amargor que desce goela abaixo. 

Gosto de sabores fortes. Gosto de sentir na língua aquela espessura e expressão que maltrata o esôfago. Às vezes, um pouco de azedume faz bem para as papilas gustativas. 

Ativas, malditas, perversas... Como odaliscas e seus lenços com medalhas e corpetes bordados, esfregando diante dos meus olhos. Chacoalhando os seios na ponta do meu nariz,fazendo com quem eu coloque mais uma nota no meio dos melhores montes da noite!!!

E que noite! Por Allah!!! O Sheik com Ghutra Agal e suas odaliscas... Com Aqeeq Yamani  - a Ágata do Iêmen, símbolo de status. Com uma fragrância Árabe exalando pelos poros... Lattafa Asad – denotando uma riqueza pura de Sheik! 

É preciso estar à caráter. Faz parte da personagem... A conquista vem com a grana. Isso é fato! O dinheiro compra status, compra odaliscas, compra prazer! Prazer... Essa é a palavra chave para quem gosta de aventura regada a Chandon, a um The  Macallan25/30 anos. Com gelo ou puro, para rasgar a goela.

Gosto de rasgar himen. De virgem ninfeta. Iniciante no ato. Mas, pronta para virar odalisca. Que pisca ,igual fio de fada. Mas, que de fada só tem mesmo a magia! Que agora o corpo, paga com a língua de cobra, saindo do cesto ao som da flauta. 

Contorcendo feito Naja, linguando feito Demônio. Mas, com rostinho de criança recém saída do vestido de estudante. Por trás dos óculos redondos... Com lentes de contato com de Hazel. 

O prazer depois do prazer. O querer levar para a cama, o sofá, o canto do bar, perto do lavabo. Acabo de sair de uma boca, e outro par de olhos grandes me enxerga! Analisa detalhe a detalhe, mordendo a boca!... E eu sou obrigado a morder os outros lábios, não faço desfeita!

 Faço questão! Não recuo. Não nego fogo. Porque incendeio até sozinho! Com dedos grandes... Envolvendo o mastro lustroso e endinheirado. Porque o dinheiro compra tudo! E hoje o after tem sabor de riqueza! Regado a mulheres, prazeres e momentos de aventura... Loucura? Não para quem já passou da fase de boas práticas. Pratico ao meu bel -prazer. Satisfaço meus quereres. 

Uma boca, duas, três. Uma língua subindo ao sabor da minha acidez. Uma vez, duas, várias. Um passeio de mãos pelos arrepios dos caminhos femininos... Mulheres! A bênção, o demônio, a delícia! 

Com sabor de chocolate fino, vindo do preservativo ou da caneta corporal! Uau! Esses brinquedinhos eróticos mexem com meu ego... Egocêntrico, excêntrico e excepcionalmente gostoso! 

Sim! Esse sou eu! 

Quer provar? Então rebola enquanto noto sua presença e suas curvas... Pode ser que, daqui a pouco,eu substitua o olhar e a fila ande... Quem sabe! Depois do happy, tudo é possível para o Sheik! 



segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Pierre & Cardin: Taça de Sangue

 



Um esmalte preto.

Uma aliança dourada.

Um par de fones de ouvido bluetooth...

A escrivaninha iluminada à meia-luz.

Uma carta pela metade, escrita à mão.

Uma caneta tinteiro Pierre Cardin, preta.

Um vestido de cetim godê

Com alças e decote coração.

Um coração de gelo, sangrando.

A cor do tecido talvez seja menos sanguinário que a dona.

Após anos, sabe o que quer.

E quando dar as cartas.

Um naipe feminino de espadas.

Uma dama.

Uma cama.

Uma pedra de rubi no pescoço.

Um colar de 18k.

Finíssimo.

Um decote que evidência as costas alvas.

Uma pele perfumada...

Um par de óculos pretos ao lado do abajur.

Um misto de finesse e femme fatale...

Uma tatuagem com rosa e uma oração, nas costas.

Santidade ou pecado extremo...

A capacidade de se transformar em felina, espreguiçando.

Após o ato,o fato,o feito...

Do jeito mais audacioso.

Com o pecado mais perverso sentido

Na ponta do batom.

No tom de café ou chocolate meio amargo.

Puro, sem nada que mescle as cores, desbotando.

O ensaio é na ponta dos dedos.

Sem salto.

Apenas as unhas pintadas de preto.

Todas as vinte...

Às vinte e duas e trinta e sete.

Quase na hora em que as pombas-gira saem das fendas.

Com uma fenda no coração, que sangra.

Pinga gota a gota.

Manchando o lençol.

Enquanto esvazia a bondade.

Não deixa mais ninguém brincar com ela.

É ela quem brinca com quem cruza seu caminho.

Na maior das educações...

Desce, sobe e senta.

Cruza as pernas como Sharon Stone.

E esconde o picador de gelo debaixo do travesseiro.

Se precisar, sabe usá-lo com maestria.

Deixou de ser menina aos oito.

Quando se viu sozinha no mundo...

Hoje, é dona do seu mundo.

Pisa, delicadamente.

Mas, não deixa de pisar.

Acorda e toma seu café da manhã como madame.

E lentamente, prepara seu próximo ataque...

Tenho certeza que você adoraria ser atacado

Por suas unhas, seu colar de rubi e seu perfume.

Só reze para não ser a próxima vítima do picador de gelos...

Porque ela sabe esconder um corpo e beber o sangue na taça de cristal...

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Cinco ou Oito: Mergulho no Silêncio Alheio...




Cinco ou oito?

Dois, três... 

Eram dois. Hoje, não mais.

Às vezes, todos. 

Às vezes, nenhum.

Cheiros, texturas, sabores, sons...

Às vezes, remete. 

Noutras, repele. 

Na pele, eternidade.

No corpo, fagulha. 

Na alma, saudade...

Verdade seja dita: há fogo. 

E tempestade que molha a labareda...

Tornando fumaça o que arde em chamas. 

Clamas meu nome, será? 

Duvido. 

É rocha demais para desmoronar,

Em meio ao caos que sou. 

Intensidade que assusta. 

E faz correr milhas, léguas... 

Tréguas e sumiço.

Um misto de querer e não querer mais.

Cais e porto.

Olho do furacão.

Porque não some, definitivo?

Lascivo demais para agora.

Aflora nos poros.

Mergulha em águas rasas...

O medo iminente de afogar,

Mesmo a maré está baixa.

Acha mesmo que não percebo as coisas?

Eu sinto tudo! 

Só não digo... 

Escrevo! 

Ou olho e falo com os olhos,

Sem uma palavra audível que seja.

Vem traduzir meu silêncio! 

Nele há muito a se dizer!...


sábado, 1 de agosto de 2026

Onicofagia: Ato de Desespero!!!




Roo as unhas, para não roer o doce.

Ato de desespero. 

De quem tem saudade de si, dos outros, dos tempos vívidos.

A cabeça fervilha, às duas e quarenta e sete.

O tic-tac do relógio ecoa na confusão. 

O corpo pede colo.

A alma pede afago.

A cabeça, sossego.

Todavia,a audição aguçada ouve os passos de algum doido...

Lá fora, caminhando e falando ao celular.

Conversa sem sentido, inaudível.

Como aqui, na bagunça de mim.

Assim, sem querer que as horas andem...

Observando  silêncio do mundo

E o barulho de mim mesmo...

Fecho os olhos. 

E espero a sensação do pesadelo ir embora.

A água que afoga, toda noite. 

Os passeios do espírito por caminhos desconhecidos...

Como se eu conhecesse de outras vidas!

Conversas, pessoas, sensações mais aprofundadas.

Galgadas no meio das orações de súplica.

Reza de mãos postas...

As mesmas mãos com as unhas roídas.

Onicofagia.

A autoflagelação por ser imperfeita.

A tentativa de punição por não saber ao certo 

O melhor caminho para o céu.

Ao léu, sem norte.

Buscando uma sorte que parece escondida...

Na gruta mais difícil de chegar.

Na caverna mais escura e solitária. 

Os morcegos batem as asas, sem enxergar quem adentra.

E eu, com medo, protejo a jugular dos ataques.

Proteção externa. 

Sofrimento interno.

Numa cobrança diária pela aceitação 

Que, de antemão, me causa ansiedade.

Maldade esse mundo ser tão excessivo...

E quem paga as contas só não guarda o troco

Porque moedas não são aceitas no autoatendimento.

É preciso converter as moedas das lágrimas 

Em notas de boa aventurança.

Para só depois depositar os valores e princípios,

Garantindo mais um tijolinho no céu...

Construção civil demorada essa...

Só acho!


terça-feira, 14 de julho de 2026

Charmosa & Penélope: Enigma de Aventura...




Penélope... Charmosa! 

Gostosa pra caramba! 

No salto! 

De paraquedas aberto.

Com renda de ladinho! 

Cheirosa feito docinho de festa!

Faz a festa com direito a beijinho!

No ninho, com bala de coco no baleiro...

Canteiro de gostosuras!

Travessuras descritas no olhar!

A babar feito moleca, quando vê 

E experimenta o pirulito!

Atrito, acaso, pecado!

Pecando nas orações religiosas...

Provando nas orações subordinadas! 

Subordina, na surdina... Suborna!

Com jeitinho de virgem, na calcinha rosa.

Com pele perfumada, lisinha!

Com batom rosado de longa duração!

Dura duas, três... Às vezes, mais!

Quais seus atributos para isso?

Isso ela não revela de primeira...

Tem que fazer valer a pena!

E você? Arrisca uma aventura?

Duvido não querer decifrar esse enigma!... 


domingo, 14 de junho de 2026

Enredos e Segredos: Sabor da Vida!




Da pinta ao sorriso. 

Do choro à ternura. 

Da braveza à forca de ter que ser gigante. 

A vida é assim.

São cicatrizes que contam histórias.

São personagens que fazem o enredo. 

São enredos que salvam ou destroem.

São segredos escondidos a sete chaves.

São chaves que abrem caminhos.

Ou trancam sonhos na solidão do sótão. 

Onde a pequena janela de vidro 

Só permite que a luz solar passe. 

Nem gritos, nem grilos, nem borboletas.

A vida prega peças, botões e zíperes.

Faz consertos. 

E concertos.

Concretos ou temporários.

Em Atos ou séries...

Episódios ou páginas de livros.

Conhece o espelho.

Desconhece o conhecido.

Abrigo no colo, em silêncio.

Tormenta no suor, depois do trabalho.

Seja nos alteres, seja nos quereres.

No olhar que cola.

No perfume da pele.

No sabor da vida.

No bombom, na balinha de eucalipto.

No solitário de zircônia ou diamante.

Na solidão da expectativa criada.

Na criadagem, na mensagem, na criação.

Carruagem real ou nave com muitos cavalos.

Potência na máquina.

No corpo. 

Na desenvoltura.

Loucura de juventude.

Ou certeza da idade adulta.

Culta, cultua, cultiva.

Precisa, métrica e angular.

Metafórica, eufêmica ou literal.

Qual a exatidão da vida?

Nenhuma?... Ou toda?

Isso depende de quem vive.

Depende quem observa.

Os trezentos e sessenta graus 

Nem sempre são os mesmos...


terça-feira, 9 de junho de 2026

Escapulário & Relicário: Devoção e Pecado!



Um black-tie.

Um relógio de pulso.

 Um social envernizado nos pés.

Um perfume amadeirado.

Uma camisa branca de linho.

Impecável.

Uma tatuagem escondida debaixo do bíceps.

Um cabelo curto alinhado com cera, de lado.

Óculos de grau dourado e preto.

Uma boca me olhando, entreaberta.

Olhos puxados.

Cabelos escuros.

Convite certeiro para mais tarde.

Sexo, amor e traição...

Já diz Luciana Mello.

Uma cena cinematográfica.

Um filme que dá para passar no telão.

Na sala escura e vazia.

Com poltrona de canto.

E um som ambiente, sensualíssimo.

Uma lingerie escura por baixo do vestido.

Um esvoaçante e um espumante.

Tudo convida a borbulhar...

A língua sabe o caminho.

A boca sabe o quer procurar...

E procura!

As abotoaduras de madrepérola.

O ouro reluzindo.

O escapulário e o relicário.

Contraste entre fé, devoção, pecado, paixão...

As mil facetas do homem.

As sensações mais perversas,

Regadas por um Chandon.

Com azeitona no palito.

Com madeira no perfume e na cavidade.

Maldade?! Toda!!!

A imaginação começa assim.

E o fim?! Só Deus sabe!...