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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo escrever... Sou alguém que coloca o coração em tudo o que faz... Que dá o seu melhor... E que ama traduzir sentimentos!

domingo, 30 de junho de 2019

Agrado



Talvez ela precise de um colo.
Ou de um pouco de vergonha na cara.
Para deixar de ser boba.
Para ser ela mesma.
Porque agrada a todos,  com tudo o que tem.
E, no fundo, não tem a si, quase que nuncaalvez ela precise de um colo.
Ou de um pouco de vergonha na cara.
Para deixar de ser boba.
Para ser ela mesma.
Porque agrada a todos,  com tudo o que tem.
E, no fundo, não tem a si, quase que nunca

Amanhã, menina!...


E a menina, sozinha, ouve música...
Para ver se dentro dela algo se acalma.
Para tentar não pensar nas coisas.
Porque são tantos monstros internos!
São tantos diálogos insanos...
Monólogos sôfregos.
Ela cresceu não podendo ver o mundo com leveza.
Cresceu tendo que ser forte, todo o tempo.
E hoje não sabe lidar com suas companhias.
Tem medo de perder cada momento.
E por medo de perdê-los, não vive.
Não sabe como reagiriam à sua presença.
Então, ausenta-se.
Propositalmente.
Como forma de não sofrer, caso ocorra.
Prefere o isolamento à oportunidade.
Prefere as lágrimas aos sorrisos.
Porque desconfia que os sorrisos possam ser forçados.
Como quando de pose fotográfica.
Já as lágrimas sempre serão lágrimas.
Expressam a si e aos outros da mesma forma.
A menina se esconde.
Vagueia.
Permanece quieta.
E sai de cena como entrou.
Sem ser notada.
Por mais que no fundo do seu íntimo queira apenas um olhar...
Mas, amanhã!
Hoje suas faces estão enrubecidas demais para ser notada...

sábado, 4 de maio de 2019

Eu, você e o Sol!



A gente discute.
Você se esquiva.
Mas, só por hoje!
Amanhã é outro dia!
E você, tanto quanto eu, não consegue ficar longe...
Por estarmos sentindo algo diferente.
Por querermos pertencer um ao outro...
Ando sentindo sua presença...
Mesmo na ausência de sua pele.
Ando querendo seu cheiro em minhas narinas...
Sua saliva em minhas entranhas.
Você em mim, todo!
Sou mulher de dizer isso olhando nos seus olhos!
E de fitá-los, enquanto abocanho você e seu falo...
Falo que lhe desejo, insanamente!
E diz-me resistir firme às tentações que não sejam minha pele alva!
Ando querendo perder o juízo!
Com suas mãos tocando meu corpo, seu sexo no meu, do jeito que gosto!
(E que sabe como me fazer gostar)
Ariana, subindo.
Sentindo, mordendo...
Com halls preto ou pirulito para adoçar ou refrescar o ato.
É fato!
É um querer que se arrasta...
Que mostra na pele um desejo absurdo!
E que seja toda essa insanidade!
Que nunca se acabe essa loucura!
Por hoje, queria você aqui.
Ou estar aí: eu, você e o Sol!
Na cama, no chuveiro ou no chão do quarto.
De quatro, de ponta-cabeça ou na ponta dos pés!
Eu e você...
Loucura e desejo.
Carinho e gostar.
E só por hoje já te desejei um milhão de vezes,
Fique você sabendo!!!

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Satisfação, eu!



Pensa em um coração bobo...
Satisfação, eu!
Pensa em uma cara de paisagem...
De alguém que busca a delicadeza da vida,
Com a intensidade dos quereres na ponta dos dedos,
Na ponta da pena...
Satisfação, eu!
Pensa em um sorriso de canto de lábio, de cabeça recostada na cabeceira da cama...
Sem pretensão nenhuma de ser a lembrança boa...
Satisfação, eu!
Pensa em uma criatura que acredita na beleza além da aparência...
Porque o que é belo vem de dentro do peito!
Satisfação, eu!
Pensa em um desejo torto de conhecer cada vez mais os caminhos do conhecimento...
Satisfação, eu!
Em alguém que não dorme por duelar consigo mesmo, por horas...
Satisfação, eu!
Pensa em uma pessoinha que corrige mentalmente, por amor às Letras...
Satisfação, eu!
Que curte solidão, sorrisos, sorvetes, suspiros e sussurros...
Satisfação, eu!
Porque na alma uma vontade absurda de fazer o melhor, sempre!
Porque busca saber esgrimir com os problemas.
Porque o duelo interno é algo sagrado,
E que não deve ser exposto aos olhos que não saibam apreciá-lo!
Pensa numa ansiedade, às três da madrugada...
Porque talvez a noite não seja feita para dormir, e sim pensar!
Satisfação, eu!
Que abraça o mundo com o excesso de responsabilidades.
Que dribla o cansaço numa quinta, quase sexta-feira...
Porque sabe que precisaria de um dia de quarenta e oito horas,
Para descansar feliz, com a sensação de dever cumprido!
Satisfação eu!
Que escreve desde criança, que tem coleção de canetas, que ama papéis e cadernos!
Que ama fones de ouvidos, com um Vercillo tocando na playlist...
Porque a magia é algo sensível, invisível e audível no volume dois, na madrugada.
A magia faz parte de maneira boba.
Porque a felicidade está nos pequeninos detalhes,
Que a grande maioria do mundo não dá valor!
Satisfação, eu!
Que sabe ser chata, protetora, com instinto de cuidar.
Quase em um sufoco involuntário.
Porque não percebe e quando vê, já deu bom dia!
Uma pessoinha que se esconde atrás do normal do dia a dia.
Por não buscar e não conseguir demonstrar nada além do que sempre ouviu sendo o de sempre e correto!
Satisfação, eu!
Com as pintas, saliências, incumbências, indecências escondidas.
Porque isso não se revela a qualquer pessoa.
É terreno onde somente que se dispôs a decifrar, permaneceu!
Satisfação talvez haja.
Talvez nem tenha tanta satisfação, assim...
Talvez obrigação de convívio
Num dilúvio interno capaz de afogar.
A criatura aqui é diferente, ao menos.
Porque o sentir faz parte de tudo o que me move.
Ou o amor faça de mim, ser habitável.
Acreditável.
Incansável em pregar que esse é o motivo de eu estar aqui.
De minha permanência nesse quinto dos infernos!
Satisfação, eu!
Que também xinga, esbraveja, sai do eixo.
Seja de prazer ou ódio!
Que guarda na memória e na gaveta da escrivaninha
Tudo o que de bom recebe e retribui.
E tudo o que de mau vai surgindo, põe debaixo do travesseiro...
Para que o universo leve de volta a quem me ofereceu.
Porque a lei do retorno é categórica!
E eu ainda posso dizer que há amigos, do lado de lá...
Satisfação, eu!
A pessoa descrita em versos.
Porque escrever é traduzir sentimentos.
Traduzir os seres humanos.
Em suas loucuras.
Em suas bondades.
Em suas piores sensações.
Nos piores pecados.
Satisfação, eu!
A pessoa que ainda te muito a dizer...
Mas, que por hora vai te deixar na curiosidade
Sobre o lado bonito e o maquiavélico...
Afinal Áries e Peixes são assim.
Por vezes, anjo.
Noutras, demônio.
E posso dizer que sou os dois.
Sempre!
Satisfação, eu!!!

quinta-feira, 21 de março de 2019

Abraço & Alma




Abraçar é sentir a alma do outro...
E eu queria sentir a sua, agora.
Queria sentir sua presença,  seu cheiro.
Queria poder ficar só observando...
Como se isso tudo fosse real.
Queria não dizer nada
(e dizer tudo!)
Enquanto estivéssemos juntos.
Seria isso possível,  um dia?
Seu sorriso, seus olhos escuros, sua pele.
Tudo seria maravilhoso!
Vibrar na mesma sintonia que a sua.
Perder a noção do tempo e do espaço...
Num abraço sem pressa e sem término!
Para não ir embora, para sentir o compassar dos corações batendo no mesmo ritmo.
Para matar essa saudade que mora aqui, aí...
Em nós!
Seria pedir muito aos céus sua presença, mesmo que silenciosa?
Porque se for, pagarei por esse pecado pela eternidade!
Eu lhe sinto.
E sei que me sente.
Num suspiro d’alma.
Enquanto rezo para que meu pedido seja aceito...
E possa tê-lo aqui, em meus braços,
Em um abraço doce e inesquecível!

Desabafo



Pensei que você pudesse ser real, na minha loucura.
Que sua fala doce fosse recíproca.
Que sua doçura não fosse diabética, me causando mal.
Mas, me enganei.
Enganei-me de tal modo a esperar por algo que, na verdade, era só meu.
Era eu, e nada mais.
As palavras doces, as juras de reciprocidade e carinho...
Tudo não passou de ilusão pela conquista.
Pelo saborear de algo quisto, insaciavelmente.
Hoje, é só mais um rascunho bobo
De alguma coisa inacabada.
Que, em dias cinzentos, fazem com que eu me encolha, na cama, quietinha,
Buscando entender até que ponto fora ilusão a crueldade.
Até que ponto lhe deixei invadir...
Quando na verdade, a invasão fora troféu ganho por alguém que nem sequer adeus deu-me...

Sou sentir!...



Hoje o dia amanheceu cinzento.
As lágrimas correm, meio que sem querer, pelo rosto.
E você bem que poderia estar aqui!
Para um cafuné, sem pressa, debaixo do cobertor.
Para tentar entender o que não tem entendimento.
Para sentir, apenas.
Sem maiores pretensões.
Sem previsão de segunda intenções.
Sou sentimento, sensações, solidão, descompasso.
Sou tudo misturado.
Com cabelos presos, soltos, emaranhados.
Com pensamentos mais emaranhados, ainda.
Hoje o dia pede um colo.
Estou desejosa de um minuto de tantas coisas...
Da chuva caindo pelo rosto, num sorriso largo estampado.
De me molhar, dançar, fechar os olhos e não pensar!
A música incita a voar.
E estou presa aqui!
Nessa minha confusão de ser!
E nessa confusão toda, está tudo o que vou pensando,
Inclusive sobre você, sobre nós!
Um nós que perturba, quando deveria acalmar.
Mas, que acalma, ao seu modo todo desajeitado...
Porque ter jeito nunca foi  meu forte.
Não sou metódica, pois o sentir da alma não me permite ser diferente.
E acho que minhas covinhas, meus medos, minhas loucuras...
Tudo isso me faz especialmente diferente!
Uma diferença que noto mais em dias nublados e com brisa entrando pela janela.
Porque em dias assim a alma fica aqui, grudada no corpo,
Fazendo com que eu preste mais atenção a tudo o que é vivido.
E nessa vivência toda, você acaba entrando...