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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo escrever... Sou alguém que coloca o coração em tudo o que faz... Que dá o seu melhor... E que ama traduzir sentimentos!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Vestido de Flores




Um vestido.

Um momento.

Asas de anjo.

Olhar de demônio.

Perfume nos cabelos.

E no colo.

Nu.

As flores em meio a negritude estão ao chão.

No assoalho de madeira.

Na cadeira de frente à janela envidraçada.

Livre como pássaro de fogo.

Ardendo feito Fênix

Em meio as próprias chamas.

Chama, sussurra, devora.

Aflorando o desejo.

Demorando um tempo.

Perdendo a noção.

Emoção, paixão, perturbação!

É assim que se faz o prazer.

É assim que se fazem memórias.

É assim que o vestido dança.

No corpo, no vento, no querer...

E quem não quer um momento assim?...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Conversa de Escritor: Diário da Madrugada




Senta aqui. Observa. São três da manhã e o sono ainda não veio. Os remédios já não fazem mais efeito. São como bala de goma colorida...

Dezenove por doze. O medidor mostra hipertensão severa. Sem sintomas. Apenas olhos arregalados e um pouco de fadiga. Nada mais. Talvez pela insônia. 

A água já está quente. Há bolinhas na garrafa. Até bonito de observar. O sabor fica estranho. Mas, a gente bebe mesmo assim. 

Daqui a pouco o despertador toca. E o dia que era pra ter começado, sequer terminou de ontem. As mesmas sequências de fatos. Nada muda.

A rotina está no modo automático. Faz-se tudo igual. Porque a brisa é a mesma. Levemente fria. Por dentro. 

Os comprimidos são vários. Todos seguidos à risca. Para não haver reclamação de atrasos. O estômago já não grita mais seu pedido de socorro. Habituou-se a latejar. 

Assim como o restante do corpo. Dando sinais de que nem tudo caminha no ajuste. E, nem sempre é ouvido. 

Aos poucos o corpo demonstra precisar de algo. Uma dose maior de miligramas por causa dos efeitos não reagidos. É assim que funciona, todos os dias. 

O vento aumenta. A temperatura corporal desce. O frio se instala. Coisa pouca. Mas, no fundo, as extremidades estão pedindo um cobertor. 

No rádio, um canto gregoriano ecoa as notas mais melódicas. Sentidas a cada acorde, nas mais profundas raízes d’alma.  

Um torpor. Uma leve vertigem. Talvez pela oscilação arterial. Nada demais. A vida segue arrastando as horas. Em pouco tempo o Sol raia. 

Somente o Sol brilha. Como se a serração neblinasse qualquer outro brilho que não seja do astro-rei. Já é dia e ainda há muito pela frente.

Um leite. Um pedaço de pão com manteiga. Uma gelatina de cereja. E as roupas já estão postas sobre a cama, esperando suas rotinas diárias. 

O céu está azul, sem chuva. Sem ventos fortes. Está convidativo a um sorvete de casquinha, mais tarde. Talvez no findar do expediente. 

Por hora, um pouco de introspecção e reflexão sobre a vida. Assim, caminha a humanidade. Dia após dia, lutando contra o mundo, salvando o próprio pedaço de chão, construindo seus sonhos em meios aos escombros literários.

Conversa de escritor nem sempre se entende. Apenas, sente!  Simples assim... 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Senhora do Destino: Filha de Padilha!




Às vezes, a gente precisa ser pequeno,

Para aprender a ser grande!

E a minha pequenez humana 

Fez tudo ruir...

Quando eu não via luz, somente o túnel,

Seu sorriso clareou o meu caminho!

Eu pude abrir as asas e sentir o ar.

A brisa me fazendo as penas negras dançarem.

Sentindo um misto de sensações, fechei os olhos...

E me atirei da beira do penhasco!

Fui de cabeça contra a selva virgem

Chamada coração!

Sem medo. 

Numa coragem insana. 

Numa loucura fora do normal.

Pude perceber que estava viva!

Mesmo batendo contra as pedras.

Tive hematomas. 

Mas, também houveram sorrisos.

E em meio à morte, ressurgi feiticeira.

Com vestido rodado e batom vermelho.

Com babados na saia, corset acetinado rubro negro. 

Cabelos longos, ondulados. 

Presos, de lado com uma flor de adorno.

Com castanholas entre os dedos. 

Feita de açúcar, mel, e sangue. 

Um misto de força, doçura e fascínio.

Dona do sorriso, dos olhares enigmáticos...

Com asas negras abertas, pairando no ar da madrugada.

Conheci o céu de forma diferente.

Você me mostrou isso!

O brilho da noite. 

A escuridão que assombra e hipnotiza.

Cada acorde mais forte.

Cada batida mais expressiva do coração.

Cada gargalhada , mostrando os dentes.

Tornei-me Senhora do Destino.

Com capacidade de sentir nas veias 

O pulsar da vida, em sua totalidade.

Maldade, bondade e força.

Sabedoria do tempo. 

No templo, na roda.

Com a energia ancestral rodeando.

Como se tudo fosse somente isso!

Às vezes, temos que cair.

Ralar os joelhos.

Sangrar as mãos.

Para que sintamos o gosto do nosso sangue.

A acidez do vermelho pulsante...

Parte de nós. 

Fomos dois, um, dois de novo.

O mundo parou. 

Fração de segundo.

E hoje, o peito infla.

Energia renovada!

O fogo que sou queima tudo!

E eu, Fênix,renasco das minhas cinzas.

Isso é demais para alguns.

Não para mim, Filha de Padilha! 


quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Cinco ou Oito: o Ato da Despedida Dupla!





Não consigo!

Sinto muito, mas não tenho dentro do peito asas tão grandes!

Ao ponto de suportar a divisão...

Vou comparar, sim!

É de mim a exclusividade.

Saudades, eternas!

Sorte, desejo-lhe toda!

Despedida? Sim!

O amor é imenso! 

A aceitação é difícil…

Perdão! Não dá!

É moderno, aberto e sem energia de luz.

Traduz frieza, mecanismo no automático.

Jamais que eu iria ser assim! 

Enfim: sorte!

E cuidado com os fluídos...

Tem gente que soma, tem gente que suga!

E não é com a boca.

É com a alma!...

Cinco ou oito?

Dezesseis e vinte e quatro.

O Ato da despedida dupla!


quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Inconclusivo...




Você é foda...

 Sempre estarei aqui para você.

 E hoje foi difícil não te pedir um beijo.

Eu quis muito.

 Eu ia pedir.

Mas fiquei com vergonha de você não querer...

 Buguei.

Você me buga, às vezes.

Meu juízo vai embora perto de você!

 Você sabe o que me causa...

Um misto de insanidade, com toda a sanidade do mundo!

Passa o filme todo na cabeça.

Desde sempre.

Cada detalhe.

Acho que ainda temos um sentimento.

Que nos faz querer estar perto.

Você também sente isso?

O que pensa sobre?

Também tenho essa sensação...

Algo além do sexo.

 Um sentimento.

 Como se a gente estivesse ali

 Quando o outro precisa,

 Quando a alma cansa,

 Quando a pele arrepia.

O toque chega sem encostar.

 Porque tudo o que é eterno 

Não precisa de toque para ser sentido.

O olhar fala.

A boca repara no lábio mordido do outro.

Na língua passando no canto da boca...

 Salivando, sutilmente!

O cheiro traz memórias.

Como se as mãos dedillhassem 

Sem precisar colocar as digitais!

 Fecha os olhos, um segundo...

Estou lhe mandando um beijo no canto da boca!

 Você consegue sentir?

O que sente? Diz?

O suspiro suave...

Acho que ainda existe algo aqui, dentro de nós.

Algo que a gente foge

E não consegue fugir muito tempo.

A vontade absurda de correr ao encontro, 

Toda vez que vê...

 Além da pele.

 Porque, se fosse pele, tinha acabado depois do primeiro gozo.

O que será isso tudo?

Resposta inconclusiva!

Nem eu, tampouco você sabemos definir!...

Os olhares falam o que a boca não traduz!

Porque é impossível decifrar,

Quando é muito melhor sentir!

Eu sinto!

Você sente!

E isso nos basta, agora!...

Bom seria acordar do sonho, às três.

E suar, debaixo do cobertor,

Com o frio que lá fora

Marca onze graus Celsius.

Meus pés estão gélidos.

E eu, sedenta do seu calor humano.

Diabólico e angelical.

Porque tua face é doce.

E seu tridente é fora do comum...

Isso é fato! 

Pode acreditar!...


terça-feira, 11 de novembro de 2025

Gata Dourada & Espreguiçadeira: Banho de Língua!




Já passa das sete.

E eu aqui espichada.

No corpo, seu cheiro.

Na boca, seu gosto.

Na TV, as notícias da manhã...

Aqui, o êxtase da noite bem paga.

Cada centavo, cada mimo.

Tudo muito bem gasto.

A suíte escolhida a dedo...

As bebidas, os acessórios.

Os sais de banho afrodisíacos...

A playlist envolvente.

Cada dança, cada pegada.

Olhares, sussurros...

Gemidos que só sobem,

Conforme o ritmo aumenta.

Sem vergonha, comentários.

Sem análises para depois do momento.

O momento é único.

Não precisa de palavras.

Só gestos.

Sensações.

Sou sensorial.

Já passei da fase das paixões.

Hoje, os tostões mostram

Que os arrepios são melhores que os amores.

Arrepios são eternos!

Amores, nem sempre.

A noite toda, num querer sem tempo.

Aproveitado segundo a segundo.

Numa segunda-feira de abril.

Sem dia certo.

Apenas colocando a vontade 

Acima das responsabilidades.

Hora do banho!

E depois? 

Talvez eu negocie outra dose...

Quem sabe?

Topa um segundo round?...

Eu aguento! 


segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Chapeuzinho & Vermelho: Suando no Lençol!




Sua.

Suando.

Quando o love é foda.

E a foda é suada.

Cabelos entre os dedos.

Um puxão, dois tapas.

Um copo de destilado...

Docinho, como eu!

A doçura fica nos lábios.

Grandes, pequenos, entrelaçados.

Na sucção. 

Na secreção.

Na pegada forte.

Na falta de vergonha.

Com todos os toques...

Choques de milésimos de segundo.

Um mundo só nosso...

Meia hora muito bem trabalhada.

Com lençol branquinho, de algodão ou cetim.

Um fervor.

O calor sobe pelos pés.

E, dançando, vou delirando.

Esfregando o corpo feito felina.

Numa forma de deixar meu cheiro.

Abro os botões. 

Desabotoando a camisa branca.

Revelando a lingerie fúcsia.

Num corset de amarrar, cheio de ilhós.

Dando trabalho para tirar a fita de cetim.

E fazendo valer a pena cada desenlaçar.

Enroscando os desejos.

Beijos, pernas, mãos.

Num chantilly passado.

Numa cereja mordida.

Num perfume misturado com o cheiro da pele.

Numa pele macia, hidratada.

Passada, dedilhada, lambida. 

No som da batida mais ousada.

No querer mais pervertido.

A personificação do pecado.

O momento mais inesperado.

Guardado a sete chaves.

Lembrado no fim da madrugada.

Quando o sol raiar...

Vem relaxar comigo!

Semter hora para acabar...

Garanto ser a melhor chapeuzinho

Na floresta perdida...

Lobo mau: nunca tive medo!