Cachorra! Vira-lata de rua. Com rabo empinado e pelos douradinhos. Rebolando no meio-fio! Virando as caçambas em busca de carne!
Foi assim que a vi. Às três da tarde de uma quarta-feira qualquer. A caminho do trabalho. E eu quis levar para o banho e tosa.
Dei um trato. Daqueles de chacoalhar os pelos todos, friccionando o dorso. Mergulhei a carcaça na água da banheira, e fui logo metendo uma espuma entre os cabelos.
Peitos, pele, quadril. Braços, pernas e bumbum. Lavados com a mão de alguém que sabe excitar.
Numa massagem tântrica ,quase diabólica. Numa conferência quase excepcional... Tal qual as outras tantas, essa tem cheiro de femea! E eu, macho pronto para a cópula!
Quando vejo, não sou muito de resistir. Era diferente, até ela me revelar um lado árduo e cruel. E também ardiloso e altamente provocativo.
Saí da casa. Da caixa. Da convicção! Não sou mais o mesmo! E ainda assim posso ser o que me der vontade, com ela.
O detalhe são as outras!... Que mexem com minha virilidade. E eu gosto disso!
E hoje não foi diferente! Ou melhor, foi! E como foi!... Com direito a banho de língua, salivante!
Provocante da cadela de rua. Nua. Crua e sem placa de identificação na coleira!
Sem eira, nem beira nenhuma. Só com pelagem dourada e rebolado quase profissional! Mortal feito raiva humana. Mas, com vacina bem dada, intramuscular.
No lugar certo, entre os lábios maiores! E que depois foi a fundo, com direito a escorrer de volta um pouco para fora do caminho.
No chão, de quatro. Com coleira presa no pescoço. Enforcando. Com strass dado de presente, para reluzir os dentes e os olhos.
Com olhar de salivação na carne. Com carne de primeira e segundas intenções...
Com mamilos endurecidos pelo arrepio causado. Com brinquedo jogado e pego com a boca!
Cachorra! Vira-lata de rua. Da vida! Da cama! De quem oferecer a melhor investida... O melhor brinquedo! A melhor comida!
De rua! Hoje, minha! Amanhã sua... Ou a gente reveza, quem sabe. Talvez ela goste de uma orgia animal!


Intrigante,
ResponderExcluir