um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

domingo, 17 de março de 2013

Um dia...




Um dia bato boca com minha consciência
E digo a ela umas verdades.
Ela anda precisando ousar
Aprender a dedicar-se
Tão somente ao que tem retorno.

Um dia aprendo a dizer não
Sem receio de represálias.
De ouvir minha maldita consciência
Dizendo-me que estou errada.

Um dia deixo a covardia de lado
E aprendo a cuidar do que desejo, antes de tudo.
E a desejar só sorrisos
Ao invés das lágrimas que rolam, na madrugada.

Um dia olho no espelho
E vejo algo bem maior que meus sonhos.
Algo que realmente me motive
A querer ficar aqui
Mesmo em noites de tempestade.

Um dia ainda abro os braços e alço voo.
Um voo sem rumo,
Apenas sentindo a brisa
Invadindo meus pulmões com ares quase rarefeitos.
E de braços abertos,
Perco o rumo
Deixando o foco de lado
Só para admirar
O que até então meus olhos
Nem sequer tomavam nota.

Um dia perco o medo de médico.
E então me deixo examinar.
Seja por fora, ora por dentro...
Sem vergonha nenhuma na carne.

Um dia digo a todos que amo
O quanto me são especiais.
Não hoje.
A covardia faz com que eu me trave.
E isso, eu sei, é ridículo.
Tão ridículo que eu mesma me puno.
Uma punição silenciosa, discreta.
Mas que fere tanto ou tão mais
Que qualquer autoflagelação.

Um dia perco o medo dos monstros
E deixo seres extraterrestres se comunicarem
Com toda a facilidade dos humanos.
Mas, um dia.
Hoje os vejo seres grotescos e estranhos,
Quase horrendos.

Um dia perco as estribeiras
E mando meus vizinhos ao quinto dos infernos.
Tamanha cordialidade
Só é válida quando recíproca.
Quando vem de um lado só
Deve levar outro nome.
Algo bem menos leve
Do que vizinhança.

Um dia ainda bato boca
Com quem quer que cruze meu caminho
Não buscando me acrescentar nada de útil.
De gente chata já chega meu espelho.
De certo, nem ele me suporta, certas vezes.

Um dia abro a boca e falo tudo...
Tudo o que vai em minh’alma.
Dizem que remoer sentimentos
Torna-nos menos saudáveis.

Contudo, tão somente um dia.
Talvez esse dia seja amanhã.
Talvez só na próxima encarnação.
Não sei.
O que sei é que guardo dentro d’alma
Todos os sentires            que me fazem viva.
E lhe garanto... são muitos!
São tantos e de tão diferentes formas e cores
Que se unidos quase os comparo
Com blocos lógicos, tangrans.
Todavia, a lógica toda foge a milhas.
Feliz dela que consegue desprender-se.
Um dia faço o mesmo.
Mas, só um dia.
Quando a coragem estiver aqui.
Um dia, não hoje...

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