um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

sábado, 22 de maio de 2010

Hoje minh'alma...





Hoje minh’alma acordou rabugenta...
Querendo um travesseiro gigante para adormecer à vontade.
Hoje minh’alma acordou sonolenta...
Com preguiça de encarar minha dura realidade.
Hoje meus olhos, um tanto fechados, buscaram sonhar, mesmo acordada...
Sonhos que se criam, em meio aos neurônios,
Devaneios que rodeiam o semblante...
Hoje minh’alma acordou querendo colo, um cafuné...
Saudades dos bolinhos de pingar que só a vovó sabia fazer;
Receita de fim de tarde, pra se deliciar com ou sem açúcar cristal...
Hoje minh’alma sentiu saudades...
Saudades de algo sem motivo, explicação...
Talvez do beijo da mãe, quando ia dormir,
Do afago da tia, quando vinha visitar...
De fofocar com a melhor amiga, que seguiu seu caminho, sua estrada...
De sentir na alma aquele frio na barriga, aquele soco na boca do estômago...
Talvez, a vida pare por pequeninos segundos,
Para que reflitamos sobre o que fizemos, até então.
Então, nossa alma fica assim, rabugenta, reclamona...
Querendo tentar entender o que não tem entendimento,
Decifrar as incógnitas que nos são postas (ou impostas) sem nem percebermos...
Coisas de uma vida sem sentido,
Pois o sentido perderia a graça,
Coisas de uma alma que vagueia,
E nem se preocupa com o que vai dentro dela...
Alma flutuante, cabeça nas nuvens...
Nuvens que são cinzentas, cor-de-rosa, alaranjadas, multifacetadas...
Um misto de todas as cores que emanam da aura
E envolve quem nos cerca, dia após dia.
Auras coloridas, despercebidas, despretensiosas...
Hoje minh’alma acordou buscando o sorriso daquela criança que me beija todo dia,
O sorriso mais delicado e gostoso de ver, manhã afora...
Quando os olhos se abrem, e dá um simples “bom dia!” a quem quer nos olhe lá de cima.
Olhares através das nuvens, dos pingos de chuva, dos acinzentados rabiscados,
Rascunhados por uma beleza divina, por dedos tão perfeitos
Que nem mesmo o mais sábio dos homens soube compreender e explicitar
Algo inatingível, inalcançável e demasiadamente belo...
A saudade dos homens, a pureza dos anjos...
A magia das almas que nos acompanham enquanto adormecemos, pela madrugada
Ou simplesmente o desejo de que, mesmo rabugenta e reclamona,
A alma tenha o privilégio de abrir-se mais uma vez, quando o sol raiar
Ou até mesmo quando as estrelas ainda estiverem no céu, caso haja insônia,
Caso o dia seja pequenino demais para tantos fervilhões de novidades,
Ditos ao pé do ouvido, ao amor da vida,
Ao melhor amigo, que está longe (mas perto),
Ou ainda ao anjo que vela os pensamentos,
Para que nunca caiamos em contradições, nem armadilhas...
Para que saibamos discernir entre o belo e o encoberto,
Entre o bem e o mal,
Entre a realidade que nos cerca e o devaneio que nos rodeia...
Hoje minh’alma acordou com vontade de escrever
E talvez seja por isso que ela seja tão bem quista,
Por carregar em sua essência a delicadeza de transformar em palavras
Cada pedacinho de gene que recobre essa vida...
Um transformar tão natural (e especial)
Que até devaneando, madrugada adentro, é capaz de ser feito,
Pois os sonhos também fazem parte, quando não é a chave
Para que saibamos o caminho correto, rumo a uma felicidade
Que talvez só lá no fim a vejamos,
Depois de um longo caminhar cheio de histórias e conselhos
Morais e também arrependimentos
Coisas de uma vida sem sentido,
Pois o sentido perderia a graça,
Caso a alma fosse cruel, e capaz de esquecer
Tudo o que de fato houvesse sentido
Quando os olhos se fechassem, para o dia que se foi...
Hoje minh’alma acordou assim...
E é assim que quer permanecer, enquanto puder
Enquanto tiver permissão de ficar, volitar
E escolher o que de melhor possuir em seu favor...
Uma alma leve, sutil, mas carregada de pequeninos confeitos e confetesPara alegrar a si e a quem quer que queira comigo caminhar... sempre!

2 comentários:

  1. texto meu publicado no RECANTO DAS LETRAS...

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  2. Que lindo querida voce postar nesse espaço compartilhando seu dom seu talento é isso aí tem q expandir por que tudo q é lindo tem q ser mostrado pro mundo beijão te amo!

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