um pouco mais sobre mim...

Minha foto
Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo escrever... Sou alguém que coloca o coração em tudo o que faz... Que dá o seu melhor... E que ama traduzir sentimentos!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Sentido d'Alma



Ando morrendo aos poucos...
Tentando buscar em mim o antídoto
Para esse veneno todo que embebeda minh'alma
E me põe aos prantos, sem nem saber o porquê.

Ando me afogando em lágrimas 
Sufocadas no travesseiro, quando a noite vem me fazer companhia.

Ando querendo encontra-me, mas não sei porque me perco de mim mesma,
Quase todos os dias, ao entardecer...

Ando buscando respostas...
Mas, no fundo, o que me faltam são as perguntas...
Quase sempre embaralhadas em meu encéfalo
Quase sempre tão perdidas quanto meus pensamentos.

Ando assim, querendo um colo, um cafuné sem pressa
E um travesseiro gigante,
Onde possa me recostar e pensar na vida
Ou mesmo esquecer de pensar...
Onde possa agradecer por todo o amor que possuo
E que retribuo, mesmo que assim, meio sem jeito;
Afinal tudo que tem jeito demais, acaba perdendo o sentido
E sentido... Ah! Isso ando buscando... e buscando... e buscando!!!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Pense Menos...




Pense menos.
Deixe sua alma vaguear pelos devaneios encantados e estrelados dos sonhos...
Talvez esse seja o caminho exato para a felicidade...

domingo, 18 de dezembro de 2011

Carregue nos olhos...




Carregue nos olhos
A clareza do sol.
Ele vem nos iluminar a alma
Todas as manhãs.

Carregue nos olhos
A delicadeza dos anjos.
Eles nos ensinam a sermos cordiais
Todas as noites, enquanto adormecemos.

Carregue nos olhos
As mais belas melodias.
Cantarolar nos alimenta
As fibras mais sutis d’alma.

Carregue nos olhos
Os melhores momentos.
Serão eles que nos moverão
Quando as pernas não governarem mais os movimentos.

Carregue nos olhos
Algumas lágrimas, também.
Elas lavam não só nosso olhar,
Mas desempoeiram nosso ser.

Carregue nos olhos
Seus amores.
Eles nos fazem suspirar
Mesmo antes de adormecer.

Carregue nos olhos
Os melhores sabores e aromas.
Serão eles que farão a vida
Ter gosto e cheiro de quero mais.

Carregue nos olhos
Cada detalhe importante
De cada momento vivido
De cada vida encarnada.

Carregue os sonhos, os devaneios, as expectativas
E os dissabores já vivenciados.
Serão eles que recordaremos
E recontaremos horas a fio,
Quando a mente não mais 
Conseguir concatenar as ideias dentro d’alma.

Carregue nos olhos
O brilho da bondade.
Ser bom é um ato nobre
E recheado de aplausos e congratulações.

Carregue nos olhos também
A delicadeza das palavras doces.
Ser austero e ríspido com nosso semelhante
Só mina nossas raízes.

Carregue os sonhos, os encantos,
As magias que possuir escondidos
Para, quando necessário,
Enfeitiçar o ambiente que lhe cerca.

Sonhos, devaneios, momentos,
Amores, medos e lágrimas...
Sem esquecer dos inúmeros sorrisos
Que nós, seres humanos,
Somos capazes de dar e receber
Sem custo algum à alma.

Cada detalhe que,
Além de recarregar as energias,
Recarrega também o brilho
Que emanamos quando abrimos
Não só os olhos, pela manhã,
Mas a alma, junto ao “bom dia”
Do sol, todas as manhãs;
Mesmo naquelas em que ele, o astro-rei,
Faz questão de brincar conosco de esconde-esconde,
Só para ver nossa reação 
Quando ele está “escondido”,
À espreita, lá no céu...

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Um amor...




Escolhi viver nas nuvens
Por acreditar cegamente no amor.
Num amor de energias,
De almas que se buscam
Incessantemente, dia após dia.
Um amor que recarrega baterias,
Mesmo depois de um dia exaustivo e cheio de problemas.
Um amor recheado de carinhos e mimos.
Um amor que tira o fôlego.
Que faz fugir as palavras.
Que tira a conexão mental.


Um amor bonito, suave
Mas, ao mesmo tempo,
Carregado de desejo carnal.


Um amor de almas.
Um quê de corpos que se unem
Debaixo da chuva, ou do chuveiro.
Que tira o sono.
Que procura o êxtase
Às escondidas, debaixo do cobertor.


Um amor que faz suspirar,
Esperar na esquina,
Correr ao encontro.


Um amor que energiza.
Que faz valer abrir os olhos.
Que inunda os poros
Com o mais sublime dos sentimentos.


Um amor que há muito não se vê.
Um amor antigo, antiquado, careta.


Um amor de beijos e abraços,
De carinhos e suavidades,
Onde as explosões ficavam
Única e exclusivamente às escondidas, aos dois...


Um amor sem tamanho.
Sem medida.
E sem sentido.
Pois amar em si é ilógico.
É sensação, emoção e perda de razão.
Mesmo que a razão ainda esteja aí,
Dentro da cabeça,
Escondida, querendo gritar:
“Sou em quem dita as regras!”


Um amor assim, inocente.
Um amor belo e saudável,
De se causar aquela inveja boa...


Um amor assim...
Como o que carrego no peito
E que entrego a ti
Todas as noites,
Quando abres a porta
E diz que fui o motivo
Para o seu dia ser feliz!
Um amor, simples assim...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

BORBOLETAS




Somos nós quem fazemos nosso dia ser rodeado de borboletas ou gafanhotos...

Morada


Vivo entre ilusões.
Faço de mim morada dos sonhos...

Li-ber-da-de!!!





Decidi fechar os olhos
E esquecer os sonhos
Pesadelos que atormentavam
A alma, causando insônia...
Hoje me liberto!
Liberto meu corpo
Envolvo minh’alma em luz...
Esqueço o maço de rascunhos
Na escada, e saio.
Olho na escrivaninha
E já a vejo organizada,
Como, talvez, nunca estivera!
Libero-me do ego ferido
Das amarras e grilhões imaginários
Que faziam de meu pobre ser
Algo errante, à espera da felicidade.
Hoje sei que ela, a tão sonhada felicidade,
Está nos olhos e não nos lábios!
Posso sentir minh’alma livre
Posso voar, sem nem sequer sair do chão!
Posso respirar um ar que era meu
E que estava engarrafado
Submerso nas profundas
E amargas utopias do ser!
Hoje sei que o ato de caminhar
De cabeça erguida e braços abertos
É algo concreto e palpável!
E essa sensação me envolve
Como os raios de luz
Que queimam minha pele.
Hoje liberto minh’alma
E sei que, para a felicidade,
Só me faltam dois passos.
Grito aos quatro ventos
Que o amor é a fonte
E que para ser amado
Faz-se necessário amar
De forma passional e
Incondicionalmente verdadeira!
Sem amarras, sem rascunhos
Ou arabescos a “enfeitar”...
De forma nua, sem pudor,
Sem vergonha do ridículo
Pois o ridículo está nos olhos...
E estes nos amarram, grilham
O que nos impede de sermos verdadeiros.
Hoje posso sentir em meu peito
A certeza do amor que me move...
E esse amor, sem dúvida,
É o quê todo especial
Que me faz abrir os olhos,
Mesmo quando o sol se esconde, horizonte afora...
Somos o que emanamos.
E hoje sei que meu emanar
É pura e concretamente verdadeiro...
O sonho dos anjos,
A pureza do eterno
E a eternidade de dizer
Que sou feliz, pura e simplesmente
Porque carrego no peito
A delícia de sorrir como criança,
De beijar sua testa
E de fazer de meu amor
A fonte inesgotável do seu prazer
E a delicadeza de sua felicidade...
Uma felicidade que me envolve
Escolhe-me e acolhe
Faça frio, madrugada adentro
Faça um escaldante calor
Debaixo do chuveiro...
A delícia do prazer
E a certeza do eterno
Apenas na troca de olhares.
Liberto meu corpo
E sei que esse libertar
É a sensação mais inexplicável da alma...
Amém!