um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

domingo, 16 de março de 2014

Ensina-me!



Ensina-me a ser forte e leve, ao mesmo tempo.
A não desmoronar feito barranco à chuva.
Nem a me solidificar feito rocha de montanha.
Ensina-me a buscar auxílio, humildemente.
E, a saber, reparar meu erro, quando houver.
A não deixar a soberba ser maior que o bem-querer.
E a caminhar sempre de mãos dadas à paz de espírito.
Sou espírito velho.
Que precisa reaprender tudo o que já houvera aprendido.
Em tempos atrás.
Trago n’alma imperfeições de outrora.
E anseios de tempos melhores.
Para tanto, necessito que me ensine.
Que me auxilia a ser grande.
E também a não esmagar quem me fizer companhia.
Ensina-me a ser companhia boa para as noites de solidão alheia.
Ou mesmo a um sorvete num fim de tarde.
A boa companhia auxilia na produção de bons fluidos.
E por falar em energias d’alma,
Faça com que eu saiba renovar as minhas.
Que eu repasse pensamentos de luz,
Mesmo quando lá fora o céu estiver em breu.
Que eu não perca o desejo de sonhar.
E que cada vez mais eu saiba apreciar o belo.
De forma doce e natural.
Sem camuflagens e adornos.
Tão somente pela contemplação.
Que eu saiba contemplar sem me contentar.
Que eu queira estar onde estiver.
Que eu busque por conta própria o que desejar saber.
Que a sabedoria e a inteligência me caminhem juntas.
E mais, em ascensão.
Que os ralados cicatrizem rápido.
Ou ao menos que não demorem tanto.
Que as pernas tenham força a caminhar.
E os braços, a abraçar os meus.
E que no fundo, bem lá no fundo,
Os torrões de felicidade estejam em meio ao açucareiro da mesa.
Ensina-me a ser feliz.
Com as pernas próprias
E o sorriso doce n’alma...

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