um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo escrever... Sou alguém que coloca o coração em tudo o que faz... Que dá o seu melhor... E que ama traduzir sentimentos!

quarta-feira, 30 de março de 2022

Vida simples, simplesmente!




A vida pede pressa, pede força, pede colo...

E olho para mim, assim, pelo espelho

Vendo refletido um rosto marcado pela experiência das estradas.

As estradas de asfalto, as estradas da vida!

Por vezes, sou fortaleza.

(a vida obriga a sê-lo)

Noutras, criança grande com medo de expôr os sentimentos.

Queria não titubear entre minhas horas, minhas personas...

Ter na alma a força que carrego nos braços.

Ter no coração a leveza da brisa

Que adentra pela janela, enquanto corro nos tapetes acinzentados das rodovias!

Vias de mãos duplas, como eu!...

Por vezes tenho nome... 

Por outras, nem revelo.

Rebelo minhas vontades, por falta de educação.

Ou por querer ser educado demais...

Sei lá!

Viajo nos dias, nas horas, nas histórias.

Para saciar os desejos, nos beijos mais impossíveis...

Vai ver a vida seja isso!

Equilibrar o sonho e a vida cotidiana,

Enquanto a moda de viola chora no rádio, estrada adentro...

Coisas da vida simples!...


terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Gostosuras...



Uma noite quente... 

Eu, nua.

Na pele, seu cheiro misturado ao meu perfume.

Nos cabelos, ainda sinto o puxar de suas mãos, levemente.

A brancura da pele. 

O gosto do leite condensado...

A acidez do gozo na língua, descendo goela abaixo.

O frenesi, dois corpos.

O encaixe perfeito...

O carinho e a força, fundindo na pele 

A fundura do pecado.

Ao lado da cama, na cabeceira, um Halls preto aberto

E um copo de curaçau blue.

Um dedo de destilado a colorir o fundo do copo.

Um dedo, dois, três...

A procurar meu clitóris.

Contorção e sensações humanas...

Sentimentos e loucuras, de olhos fechados.

Posso sentir sua vida pulsar dentro de mim, a cada movimento.

E no momento, somos dois e apenas um.

Sem pudor, sem frescura.

E com um frescor que adentra, janela adentro.

Lá fora, mesmo quente, as gotículas da garoa

Fazem com que a gente se refresque.

E sue o prazer dos anjos e demônios.

Posso dedilhar suas costas, depois do sexo.

Mas, enquanto me invade, cravo minhas unhas em sua pele.

 Os feromônios fazem de nós animais no cio.

Arrepio à medida em que me enlaça a cintura,

Buscando em meu colo o aconchego para suas angústias.

Perde a noção do tempo.

Perdemos a noção do espaço.

Faço o que me pede.

Faz o que eu exijo.

Numa madrugada que se arrasta

Até às cinco da manhã,

Quando a realidade da vida cotidiana chama

Para aquilo que chamamos de trabalho...

Ôh! Coisa chata essa interrupção de gostosuras...

Dona de mim...


Ao som de Endereço, de Vercillo, apronto minha roupa. Uma calça preta, jeans, justa. Uma blusa coral, com detalhe em pérolas no colarinho... Esvoaçante, de musseline. 

Por baixo, uma lingerie magenta de renda. E um colar com meu nome... Ao estilo dourado, combinando com os brincos de argolas.

Na boca, um batom cereja, para delinear os lábios. Nos olhos, um breve contorno de lápis marrom, bem sutil, para realçar os olhares castanhos esverdeados.

Os cabelos, semi presos  de lado, no ombro esquerdo, exalam o perfume do condicionador. No colo, um pouco de Glamour, do Boticário.

A bolsa a tira colo carrega, além da carteira, certa liberdade de expressão.

Na mão, uma aliança dourada, que rodopia no dedo anelar, enquanto a música toca, no fone de ouvido.

Faz sentido tudo o que se passa, aqui dentro? Talvez.

A sensatez da educação exímia, por vezes é obstáculo.  Noutras, é ponto de partida para a observância desenfreada das sensações humanas.

Insana, com pensamentos maquiavélicos... Por hora, ponho-me a dançar, sem sequer mexer o quadril. Apenas batendo a ponta dos dedos na sandália de salto quadrado.

Num salto, estou pronta. E agora olho no espelho, admirando aquela que chamam de dona do meu nome.

Um nome que eu amo pronunciar! Que combina com a entonação da minha voz, enquanto soletro cada letra que o compõe...

Sou dona de mim, assim, sem rodeios.

Os meios de expressão são minha persuasão mais audaz. E faz com que eu me ofereça a ouvir, sentir, sonhar.

Como menina aos doze, esperando o príncipe encantado.

Encanto-me com a beleza da alma. Mas, confesso que os olhos também atraem meus pensamentos mais perversos. São neles que enxergo além da pele, num bagunçar de pensares, de olhares, de personagens...

Sou persona, de roupão de banho ou saia rodada. Num jeans ou com vestidinho, a evidenciar a minha brancura.

Trago na pele uma montanha de cicatrizes e de sonhos...

E há quem diga que isso tudo faz com que eu seja carinho... 

Talvez.

Tudo depende de como se aninham os sentimentos nessa que vos fala, 

A dona de mim!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Sintonia




Há quem diga que falar de sentimentos e sensações requer tempo e espaço.

Discordo.

Falar sobre essa sinergia nossa é algo que não requer fórmulas matemáticas.

Porque a sensação é de que nos conhecemos há décadas!

O sorriso vem fácil, as palavras fluem como balé de juventude.

Vão-se as dúvidas, vêm-se as trocas de vivências...

Histórias de vida, contidas pelas amarras do cotidiano.

Um ano atípico, cheio de obstáculos.

E no meio do espetáculo da vida, eis que surgimos numa prosa!

Nossa! Quanta coisa já dita...

E nem faz um mês que nos conhecemos!

Uma sinergia boa, uma sintonia leve...

E que o universo leve consigo tudo o que de pesado for!

Estamos aprendendo a fazer companhia, a ouvir de forma doce.

Quem diria, não é mesmo?

Acho que é só o início

De uma força mansa

Capaz de acalentar o coração...


quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Ansiedade Ariana da Madrugada...




Áries com ascendente em Peixes.

Caos com sentimentos.

Desejos à flor da pele.

Pele perfumada com Água de Ameixa.

Branca, feito leite...

Doce e ácida, conforme o momento.

Sou tormento e doçura, loucura escondida...

Sou muitas personagens, miragens, miradas...

Sou apenas uma pessoa que carrega dentro do peito

A responsabilidade e o respeito das minhas escolhas.

Escolho com os olhos, sem dizer uma palavra.

Dizem que os meus olhos falam por mim...

Será? 

Talvez eles traduzam o que a boca esconde...

Boca entreaberta, com batom rosado levemente,

A fazer combinação com o cor de rosa das maçãs do rosto,

Ao ouvir um elogio.

Arrepio que dá no abraço, eu acho!

Com direito a sentir o cheiro na roupa, impregnado, depois.

Tão bom sentir a adrenalina, a serotonina e a endorfina oscilando 

A cada sensação vivida.

Seja no dia a dia, seja em sonho...

Onde eu me solto, e volto de lá só por obrigação...

Ah! Não quero ser diferente!

Sou a que sente a intensidade na ponta da caneta...

No cantinho dos olhos e do coração,

(Por vezes peludo, noutras doce)

Sou menina, mulher, aos quase trinta e sete.

E já são uma e sete da madruga!

Preciso pensar menos e dormir...

Daqui a pouco tudo pode acontecer!...

E eu, como boa ariana, aguardo ansiosamente pelos acontecimentos...

Tomara que amanheça logo!

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Peça!




Quarta para quinta... E é dia de preparação de espetáculo! Com direito a companhia matinal, lá pelas cinco da manhã...

Eu visto o vestido jeans de alcinha, molinho, evidenciando assim parte das coxas, com salto quadradinho médio, ao estilo boa menina. Nos cabelos o perfume do creme de pentear, a anelar os cachos.

Na boca, além do batom cereja, veja como contorno com a língua o cantinho do sorriso! É isso que eu posso fazer, se assim quiser me reverenciar...

Posso acatar suas súplicas, seus desejos mais insanos e profanos. Basta apenas me fazer especial ao meu modo, todo melindroso.

É satisfação de ego ver-lhe me devorando com os olhos, sem sequer encostar um dedo em minha pele!

Já são quase duas da manhã. E ao sabor da ventania, deixo meu perfume inebriar sua consciência, fazendo de você meu cordeirinho... E de mim, loba em pele de quase virgem, no recato do recanto, do encanto e da maldade.

Posso ser doce e ácida, basta apenas que me peça. E posso saber o motivo de tanta demora no pedido?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Jéssica




 Sou sagita, que agita, que grita...

Que ecoa ao mundo o poder da mulher,

Que quer, quando quer, quando der.

Sou a garota da Tânia, da Tiana, da Estela.

Com estrela de Davi no ombro e no coração.

Com cicatriz de filhos, de tombos, joelhos ralados da infância...

Infância de férias na casa da bisa, com a vó mimando a pequena.

Pequena que hoje luta para mostrar ao mundo a que veio.

Com receio de desapontar, às vezes, engole o choro, o ronco, a opinião.

Mas, como sagitário que é, é Dora aventureira...

E sai sapateando aos quatro ventos que não tem medo toda hora.

Ora, reza, faz prece.

Não liga de expressar e de falar com os antepassados.

Porque toda proteção é magnânima.

É da Tânia. Eternamente.

E das meninas que cerca, onde ergue a cabeça...

Mostrando uma moça forte e poderosa,

De cabeça raspada ou trança afro...

Seu nome?

Jéssica Chrispim...

Satisfação, é minha prima!