um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Sexo Moderno



Sou do sexo e do amor, juntos.
Jamais daquela meia hora num canto qualquer.
Sou do travesseiro macio e da meia-luz.
Da claridade muito bem aconchegada.
Nunca do banco do carro reclinado.
Sou das preliminares todas postas à frente.
Dos beijos e carinhos.
Do perfume bom e da classe na hora do sexo.
Isso talvez possa ser frescura.
Que seja então!
Prefiro uma frescura muito bem preparada,
A cinco minutos perdidos com qualquer um.
A delícia de uma consciência tranquila recostada no travesseiro.
Absolutamente não tem preço!
Não tem preço, nem descrição exata.
Se for frescura, como dizem,
É frescura que trago n’alma.
Diferente dos meus, vejo o sexo com olhos menos sujos.
E deve ser assim.
Limpo e doce.
Mesmo que haja safadeza.
Ela deve vir envolta em papel de presente.
Descoberta pouco a pouco.
À medida que a alma pedir.
Hoje é diferente.
As pessoas se enroscam no muro do vizinho.
Ou na porta de uma casa qualquer, no meio da noite.
Como animais no cio.
Sem sentimentalismo algum.
Por querer “arrombar” qualquer orifício.
Como se fosse o mesmo de estourar plástico bolha.
Coisa mais absurda, essa!
Coisa de gente que se diz “moderninha”.
Mas, que no fundo vive brincando de esconde-esconde consigo mesmo.
Afinal, qual a graça de se enroscar, deixar rolar...
Vestir a roupa e ir embora?
Só quem já curtiu a satisfação de uma prosa depois do êxtase
Sabe o quão é tão diferente.
É entregar sem pressa, sem culpa.
É planejar os minutos, ansiosamente.
Ou, mesmo sem planejar nada, borboletear o estômago.
É diferente daquela “rapidinha” debaixo da escada, em cima da mesa, numa festa.
Pode ser coisa antiga, arcaica, demagoga.
Mas, os “moderninhos” que me perdoem.
Afinal, na minha concepção de ser,
Sexo e amor se completam.
Indescritivelmente.
Inenarrável e irremediavelmente.
Completam-se e preenchem a alma.
Trazem paz ao coração.
E aconchego à pele.
Como tudo o que faz bem.
Só que numa elevação quase sublimada.
Há quem critique minha posição.
Há quem aprove.
Há quem leia e olhe com aquela interrogação no rosto.
Como cachorro ao ficar de frente àquelas máquinas de assar frango.
Completamente confuso e pensativo.
No fundo, não faz mal.
Nem a menor diferença.
Pois a diferença que busco é aquela que me faz bem.
E para que ser diferente do que creio?
Para ser da modernidade?
Não, obrigada!
Avise-me numa outra oportunidade menos individualista!

Um comentário:

  1. Amei!!!
    Lindo pensar...perfeito seu texto parabéns minha linda,somos antiquadas eu aprovo seu pensar! te adoro seu blog está lindo!!!Parabéns

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