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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo escrever... Sou alguém que coloca o coração em tudo o que faz... Que dá o seu melhor... E que ama traduzir sentimentos!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Sabores & Sensações: Prazeres Inenarráveis!




Manhã bonita.

Céu da cor dos meus olhos, azuis.

Perfume de rosas vermelhas.

Uma brisa boa na janela, da sacada.

Décimo segundo andar.

E eu observo lá embaixo a vida acelerada.

Aqui, uma camisa de algodão e abotoaduras  de madre pérola.

Um colar de ouro tipo gargantilha.

Com pingente de árvore da vida.

E uma vida bastante agitada.

Cheia de  mimos, mensagens e esperas.

Um trabalho formal.

E uma renda extra, madrugada adentro.

Gosto de variar o cardápio, às vezes.

Indo de uma saladinha com limão e sal 

A um banquete com morangos e chantilly.

Regados a um bom espumante francês.

Uma balinha de doce de leite no canto da boca.

É um sabor agridoce para complementar o paladar.

Achar que eu vou te devorar?

Talvez.

Tudo depende da minha insanidade.

Posso ser boa moça ou perversa ao extremo.

O que denota a escolha é a intensidade.

Sou intensa.

Cheia de manias bobas e coragens absurdas.

Sou do fazer, do querer e do agora!

Chora quem pode.

Obedece quem me satisfaz!

Capaz mesmo que seja um ou outro 

A cruzar a linha de chegada 

No quesito satisfação!

Paixão? Não tenho!

Não cultivo sentimentos por ninguém, além do Boris.

Meu felino siamês de olhos também azuis.

Mia ele, mio eu. 

Um ronronar de gata no cio, manhosa.

Uma ferocidade que se transforma ao apagar das luzes da sala.

Gosto de estimular minha criatividade e imaginação.

E, por vezes, o beiral da sacada se faz testemunha 

Da estripulia da nudez.

Ou semi despir do corpo.

Deixando à mostra parte do que eu ofereço.

Sou das vontades.

Das maldades.

Das notas postas sobre a mesinha de centro,

Antes do bater da porta.

Não me despeço.

Odeio despedidas.

Sussurro um breve balbucio, instigando o retorno.

O cartão de visitas tem algo que convida por si só. 

Dentes vampirescos. 

E uma boca com batom vermelho.

O telefone e duas gotas do meu perfume favorito.

Acredito ser o suficiente.

Há cliente toda noite.

Porque durante o dia,

O caos da vida adulta impede o prazer.

Fazer o quê, não é mesmo?

Nem tudo acaba sendo como deveria.

Só queria que fosse!

Afinal, quem não gosta de saborear o bom da vida?

Sabores e sensações: prazeres inenarráveis!



Showzinho Particular




Calor do meio-dia.

Suor que escorre pela espinha dorsal.

O cheiro do perfume inebriando as narinas.

O gemido cada vez mais alto.

As paredes são testemunhas.

Hipnose. 

Provocação.

No chão, na cama, no sofá erótico.

O reflexo no espelho do teto e da parede,

Só refletem o que pode ter sido um dos melhores.

Momento. 

Money.

Misticismo.

Mistério.

Malvadeza.

Certeza? Nenhuma!

Só os olhos comendo a presa.

Amarril, algemas ou máscara de face.

Todas as facetas.

Arestas.

Argolas.

Ampolas.

Balas coloridas.

Um copo de água com gás.

Levemebte  saborizada com gostinho de limão.

Porque a acidez do meu PH deve ser sentida

Na pontinha da língua.

Uma dancinha.

Um rebolado bem dado.

Um showzinho particular...

Topa?

Vem enlouquecer comigo!


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Vestido de Flores




Um vestido.

Um momento.

Asas de anjo.

Olhar de demônio.

Perfume nos cabelos.

E no colo.

Nu.

As flores em meio a negritude estão ao chão.

No assoalho de madeira.

Na cadeira de frente à janela envidraçada.

Livre como pássaro de fogo.

Ardendo feito Fênix

Em meio as próprias chamas.

Chama, sussurra, devora.

Aflorando o desejo.

Demorando um tempo.

Perdendo a noção.

Emoção, paixão, perturbação!

É assim que se faz o prazer.

É assim que se fazem memórias.

É assim que o vestido dança.

No corpo, no vento, no querer...

E quem não quer um momento assim?...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Conversa de Escritor: Diário da Madrugada




Senta aqui. Observa. São três da manhã e o sono ainda não veio. Os remédios já não fazem mais efeito. São como bala de goma colorida...

Dezenove por doze. O medidor mostra hipertensão severa. Sem sintomas. Apenas olhos arregalados e um pouco de fadiga. Nada mais. Talvez pela insônia. 

A água já está quente. Há bolinhas na garrafa. Até bonito de observar. O sabor fica estranho. Mas, a gente bebe mesmo assim. 

Daqui a pouco o despertador toca. E o dia que era pra ter começado, sequer terminou de ontem. As mesmas sequências de fatos. Nada muda.

A rotina está no modo automático. Faz-se tudo igual. Porque a brisa é a mesma. Levemente fria. Por dentro. 

Os comprimidos são vários. Todos seguidos à risca. Para não haver reclamação de atrasos. O estômago já não grita mais seu pedido de socorro. Habituou-se a latejar. 

Assim como o restante do corpo. Dando sinais de que nem tudo caminha no ajuste. E, nem sempre é ouvido. 

Aos poucos o corpo demonstra precisar de algo. Uma dose maior de miligramas por causa dos efeitos não reagidos. É assim que funciona, todos os dias. 

O vento aumenta. A temperatura corporal desce. O frio se instala. Coisa pouca. Mas, no fundo, as extremidades estão pedindo um cobertor. 

No rádio, um canto gregoriano ecoa as notas mais melódicas. Sentidas a cada acorde, nas mais profundas raízes d’alma.  

Um torpor. Uma leve vertigem. Talvez pela oscilação arterial. Nada demais. A vida segue arrastando as horas. Em pouco tempo o Sol raia. 

Somente o Sol brilha. Como se a serração neblinasse qualquer outro brilho que não seja do astro-rei. Já é dia e ainda há muito pela frente.

Um leite. Um pedaço de pão com manteiga. Uma gelatina de cereja. E as roupas já estão postas sobre a cama, esperando suas rotinas diárias. 

O céu está azul, sem chuva. Sem ventos fortes. Está convidativo a um sorvete de casquinha, mais tarde. Talvez no findar do expediente. 

Por hora, um pouco de introspecção e reflexão sobre a vida. Assim, caminha a humanidade. Dia após dia, lutando contra o mundo, salvando o próprio pedaço de chão, construindo seus sonhos em meios aos escombros literários.

Conversa de escritor nem sempre se entende. Apenas, sente!  Simples assim... 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Senhora do Destino: Filha de Padilha!




Às vezes, a gente precisa ser pequeno,

Para aprender a ser grande!

E a minha pequenez humana 

Fez tudo ruir...

Quando eu não via luz, somente o túnel,

Seu sorriso clareou o meu caminho!

Eu pude abrir as asas e sentir o ar.

A brisa me fazendo as penas negras dançarem.

Sentindo um misto de sensações, fechei os olhos...

E me atirei da beira do penhasco!

Fui de cabeça contra a selva virgem

Chamada coração!

Sem medo. 

Numa coragem insana. 

Numa loucura fora do normal.

Pude perceber que estava viva!

Mesmo batendo contra as pedras.

Tive hematomas. 

Mas, também houveram sorrisos.

E em meio à morte, ressurgi feiticeira.

Com vestido rodado e batom Vermelho.

Com babados na saia, corset acetinado rubro negro. 

Cabelos longos, ondulados. 

Presos, de lado com uma flor de adorno.

Com castanholas entre os dedos. 

Feita de açúcar, mel, e sangue. 

Um misto de força, doçura e fascínio.

Dona do sorriso, dos olhares enigmáticos...

Com asas negras abertas, pairando no ar da madrugada.

Conheci o céu de forma diferente.

Você me mostrou isso!

O brilho da noite. 

A escuridão que assombra e hipnotiza.

Cada acorde mais forte.

Cada batida mais expressiva do coração.

Cada gargalhada , mostrando os dentes.

Tornei-mr Senhora do Destino.

Com capacidade de sentir nas veias 

O pulsar da vida, em sua totalidade.

Maldade, bondade e força.

Sabedoria do tempo. 

No templo, na roda.

Com a energia ancestral rodeando.

Como se tudo fosse somente isso!

Às vezes, temos que cair.

Ralar os joelhos.

Sangrar as mãos.

Para que sintamos o gosto do nosso sangue.

A acidez do vermelho pulsante...

Parte de nós. 

Fomos dois, um, dois de novo.

O mundo parou. 

Fração de segundo.

E hoje, o peito infla.

Energia renovada!

O fogo que sou queima tudo!

E eu, Fênix,renasco das minhas cinzas.

Isso é demais para alguns.

Não para mim, Filha de Padilha! 


quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Cinco ou Oito: o Ato da Despedida Dupla!





Não consigo!

Sinto muito, mas não tenho dentro do peito asas tão grandes!

Ao ponto de suportar a divisão...

Vou comparar, sim!

É de mim a exclusividade.

Saudades, eternas!

Sorte, desejo-lhe toda!

Despedida? Sim!

O amor é imenso! 

A aceitação é difícil…

Perdão! Não dá!

É moderno, aberto e sem energia de luz.

Traduz frieza, mecanismo no automático.

Jamais que eu iria ser assim! 

Enfim: sorte!

E cuidado com os fluídos...

Tem gente que soma, tem gente que suga!

E não é com a boca.

É com a alma!...

Cinco ou oito?

Dezesseis e vinte e quatro.

O Ato da despedida dupla!


quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Inconclusivo...




Você é foda...

 Sempre estarei aqui para você.

 E hoje foi difícil não te pedir um beijo.

Eu quis muito.

 Eu ia pedir.

Mas fiquei com vergonha de você não querer...

 Buguei.

Você me buga, às vezes.

Meu juízo vai embora perto de você!

 Você sabe o que me causa...

Um misto de insanidade, com toda a sanidade do mundo!

Passa o filme todo na cabeça.

Desde sempre.

Cada detalhe.

Acho que ainda temos um sentimento.

Que nos faz querer estar perto.

Você também sente isso?

O que pensa sobre?

Também tenho essa sensação...

Algo além do sexo.

 Um sentimento.

 Como se a gente estivesse ali

 Quando o outro precisa,

 Quando a alma cansa,

 Quando a pele arrepia.

O toque chega sem encostar.

 Porque tudo o que é eterno 

Não precisa de toque para ser sentido.

O olhar fala.

A boca repara no lábio mordido do outro.

Na língua passando no canto da boca...

 Salivando, sutilmente!

O cheiro traz memórias.

Como se as mãos dedillhassem 

Sem precisar colocar as digitais!

 Fecha os olhos, um segundo...

Estou lhe mandando um beijo no canto da boca!

 Você consegue sentir?

O que sente? Diz?

O suspiro suave...

Acho que ainda existe algo aqui, dentro de nós.

Algo que a gente foge

E não consegue fugir muito tempo.

A vontade absurda de correr ao encontro, 

Toda vez que vê...

 Além da pele.

 Porque, se fosse pele, tinha acabado depois do primeiro gozo.

O que será isso tudo?

Resposta inconclusiva!

Nem eu, tampouco você sabemos definir!...

Os olhares falam o que a boca não traduz!

Porque é impossível decifrar,

Quando é muito melhor sentir!

Eu sinto!

Você sente!

E isso nos basta, agora!...

Bom seria acordar do sonho, às três.

E suar, debaixo do cobertor,

Com o frio que lá fora

Marca onze graus Celsius.

Meus pés estão gélidos.

E eu, sedenta do seu calor humano.

Diabólico e angelical.

Porque tua face é doce.

E seu tridente é fora do comum...

Isso é fato! 

Pode acreditar!...