um pouco mais sobre mim...

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Casada, escritora, com a alma rodeada de perguntas... Amo meu marido, minha família e meus animais de estimação. Sou um pouco ansiosa, gosto de tudo o que faz bem. Amo escrever... Isso faz de mim elo com os sentimentos que me consomem e que vagam por entre as pessoas. Sou uma pessoa extremamente intuitiva, que adora ouvir música (extremamente seletiva quanto a isso), que ama escrever, que faz do amor sua fonte de energia vital... Sempre!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

ASAS



ASAS

Eu busco asas
Asas brancas e felpudas
Capazes de se abrir em prol da paz
Do amor, da chuva!
Asas de anjo
Asas demasiadamente gigantescas,
Que tragam em sua essência
O perfume das rosas e cravos,
E que sejam tão brancas
Quanto o brilho da criança
Ao receber um abraço sincero.
Eu busco asas
Busco olhares brilhantes
Busco sonhos...
Sejam eles possíveis,
Sejam eles utopia.
Busco o perfume mais doce
O sabor de um beijo
A pureza de um amor de juventude.
Busco coisas que alimentam
Seja o corpo, ora a alma!
Asas de anjo
Envoltas na magia dos deuses
Mais sábios e audazes...
Dos deuses do amor
Do prazer, da inquietude!
Asas, ora de anjos
Ora demônios
A enfeitiçar, apenas olhando...
Busco flores
Busco a pureza da escuridão.
Busco motivos para cada papel.
Busco as melhores lambidas
Os melhores filmes, sabores
Os aromas inesquecíveis
As doces lembranças,
Aquelas guardadas no fundo da gaveta...
Busco a luz
Seja ela o astro-rei
Seja um lampião em meio à noite!
Busco anjos
E talvez eles já existam
Tão perto quanto o perfume
Tão suaves quanto as asas.
Asas enormes
Capazes de fazer voar
Mesmo quem beire a sarjeta
Mesmo quem tenha medo de si mesmo
Mesmo quem busque um caminho
Que não saiba onde vai dar...
Um caminho sem placas
Sem vozes, sem formas
Caminho de anjos e demônios
De papéis a todo momento
De atos e consequências
De amores e lembranças
De fogo e cinzas
De luzes e escuridão.
Busco asas
E sei que, a cada ato,
Elas crescem e tomam formas
Capazes de surpreender
Até o mais mendigo dos homens
O mais doce dos anjos
Ou o mais feroz dos demônios...
Asas, perfumes...
Antes que tudo se acabe
E as cortinas fechem o espetáculo
Do teatro chamado “viver”!

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